Informações aos recém-chegados no blog

20 de novembro de 2019 2 comentários

Aos recém-chegados, muito bem vindos!

Para conhecer minha forma de investir na bolsa de valores, com perfil de longo prazo, recomendo acessar na seguinte ordem:

  1. Página Autor, para entender minha filosofia de investimento.
  2. Páginas Estratégias, na ordem em que se apresentam, para entender meu plano de trade e estratégias.
  3. Posts de Artigos, para ler sobre alguns temas interessantes da vida do trader.
  4. Post semanais, onde coloco a atualização da minha carteira, de forma simples e prática.

Quaisquer dúvidas e sugestões coloquem nos comentários.

Sucesso a todos e excelentes trades!

Rodrigo Sibin Lichti

Categorias:Aprendizado

Como perder o medo de investir na bolsa de valores

A bolsa de valores está ficando cada vez mais popular no Brasil. Cada ano que passa mais brasileiros estão entrando na B3 (antiga Bovespa) para comprar ações.

Os motivos podem ser alguns como:

  • Desejo de obter ganhos mais expressivos para seus investimentos
  • Possível retomada da economia do país
  • Forte queda da taxa básica de juros SELIC, que determina a base dos investimentos de renda fixa
  • Maior acesso à informação para aprender a investir, através de conteúdos gratuitos de sites, vídeos e relatórios, como também cursos pagos
  • Efeito manada de ver o índice Bovespa (IBOV) subindo com uma certa constância nos últimos 4 anos e querer fazer parte do movimento
  • entre outros…

Até início dos anos 2000 havia menos de 90 mil investidores pessoas físicas ativas, ou seja, que possuiam ações. De 2004 a 2008 houve um forte crescimento de investidores na bolsa, que foi mantido até 2016 praticamente, e nos últimos 3 anos essa quantidade voltou a crescer fortemente, passando de 1,5 milhão de pessoas ativas.

Os dados podem ser vistos na tabela abaixo:


Fonte: http://www.b3.com.br/pt_br/market-data-e-indices/servicos-de-dados/market-data/consultas/mercado-a-vista/historico-pessoas-fisicas/

Apesar do forte crescimento, em percentual ainda representa uma parcela minúscula da população brasileira. O Brasil tem uma população aproximada de 202 milhões de habitantes, portantos os investidores ativos em bolsa representam menos de 1% da população total. Mas o importante é a conscientização do brasileiro para essa modalidade de investimento e o crescimento gradual, visto que culturalmente não é um investimento nem um pouco tradicional, como são os imóveis.

Que a bolsa é um ótimo lugar para se investir, isso é fato, basta pegarmos valorizações de várias ações que superaram os 100%, ações que triplicaram seu valor ou muito mais. Se analisarmos fundos de investimentos de ações veremos muitos fundos com rentabilidades históricas muito interessantes também. Nos últimos anos praticamente todos ouviram falar da famosa Magazine Luiza (MGLU3). Ela simplesmente multiplicou seu valor mais de 400 vezes (isso mesmo, quatrocentas!!!), do seu valor mais baixo em dezembro de 2015 até seu valor mais alto em novembro de 2019. Todos querem um pedacinho disso! Ela instigou muitos de fora da bolsa e se interessar um pouco por esse mercado.

No post que fiz de título “A importância dos aportes regulares na construção de riqueza” eu faço algumas simulações investindo na bolsa por 20 anos, com resultados passados reais que obtive de um fundo de investimento em ações, mostrando quão interessante pode ser investir em ações no longo prazo.

Então é fato que esse mercado favorece excelentes negócios e rentabilidades. Mas obviamente como se trata de renda variável, inclui riscos, e aí que o bicho pega pra grande maioria.

 

Minha história de medo da bolsa

Muitas pessoas tem interesse em investir em ações mas tem medo de perder seu dinheirinho, arduamente ganhado e poupado. Outras já ficam desesperadas só de pensar no assunto e não demonstram interesse algum. Eu estava nessas categorias também no passado, mais pra segunda, sempre fui da linha conservadora para muitas coisas em minha vida, e com dinheiro principalmente! Então eu já tinha definido que iria poupar parte do meu salário mensal, no mínimo 10% mas de preferência uns 30%, e iria investir a vida inteira em alguma renda fixa. E eu estava muito confortável com isso, afinal depois de um certo dinheiro poupado os juros compostos iriam me ajudar muito na multiplicação do capital.

Num primeiro momento, durante minhas leituras de livros de finanças pessoais (que listo no menu “Livros“), lendo o famoso “Pai Rico, Pai Pobre” e as várias continuações (leitura obrigatória), ele menciona que basicamente existem 2 formas de ficar rico, sendo dono de empresa ou negócio, ou sendo investidor, em ações, imóveis ou qualquer outro segmento. Imóveis eu nunca me interessei, e também não tinha dinheiro para comprar um em começo de carreira profissional. Na época também não existiam fundos imobiliários. Ações eram extremamente arriscados na minha concepção, então eu nem sonhava com isso, dava pavor só de pensar! Então na questão de investimentos eu ficaria na renda fixa mesmo. Na seção de dono de empresa, ele colocava 3 subitens: empresa tradicional, franquia ou marketing multinível. Eu estava em início de carreira profissional na área de TI e não tinha interesse em montar empresa, sendo de marca própria ou franquia. Mas o marketing multinível (MMN) me pareceu interessante para aumentar minha renda e talvez atingir riqueza, devido ao seu modelo de negócio e projeção de ganhos. Então eu tentei por alguns poucos anos me dedicar em paralelo ao meu trabalho como empregado, desenvolver um ou outro negócio de MMN. Não vou citar quais foram para não ficar embaraçoso rs, mas não foi muito pra frente, e acabei desistindo. Mas as ações e bolsa de valores eram totalmente fora de cogitação até então.

Até que um dia me caiu a ficha. Em 2007, lendo o livro “Os Segredos da Mente Milionária” (leitura obrigatória também), com vários exemplos e depoimentos ao longo do livro sobre ações e lucros, eu me convenci que poderia ser interessante tentar investir na bolsa para caminhar em direção a minha independência financeira. Eu não comecei ler esse livro por causa do tema de ações, na verdade nem é o tema principal e ele não fala muito sobre isso, mas falou o suficiente para mim. Não sei explicar, simplesmente deu um estalo em minha cabeça e me deu essa vontade de pesquisar sobre o tema. O medo paralisador saiu um pouco de cena e eu me abri para o desconhecido, no mínimo me dei a chance e oportunidade de um aprendizado novo. Porque o medo paralisador que me impedia de ir para frente era baseado em ignorância (de conhecimento) e em notícias que ouvia por aí, tanto de pessoas quanto das mídias.

Mas enfim resolvi pesquisar sobre o assunto, não concentrando em medo, mas sim em aprendizado. Não iria colocar dinheiro algum num primeiro momento, iria aprender, entender como funciona, ver se é um assunto que eu iria gostar ou não, e se seria um risco que faria sentido correr ou não. Enfim, antes de deixar o medo dominar, resolvi aprender, aí a decisão de investir ou não em ações seria baseado no meu racional e nos meus gostos, mas não no medo. E foi aí que comecei minha jornada nesse mercado.

Mas nem todas as pessoas tem esse “click” para se dar uma nova oportunidade de aprendizado financeiro na vida, e o medo continua lá, às vezes a vida inteira, e com isso elas não se permitem investir em mercados de renda variável onde poderiam ter um futuro financeiro muito melhor, seja se aposentando com mais qualidade de vida, ou atingindo a independência financeira bem antes da aposentadoria, alguns ainda relativamente bem jovens, podendo então fazer o que quiserem da vida, trabalhar com o que gostam, aproveitar mais a vida onde o dinheiro pode ajudar. Se continuar trabalhando como empregado, não temer uma possível demissão mais, pois sabe que tem uma renda mensal passiva. Mas para isso tem que aprender a dominar aquele medo. Como diz o ditado na minha terra: “Quem não arrisca, não petisca!”, ou seja, quem não corre riscos, não consegue realizar algo diferente e possivelmente melhor.

Então para os que não conseguiram virar essa chave do medo de perder dinheiro na bolsa até hoje que escrevo esse artigo. Com algumas explicações e dicas, baseado na minha crença e no meu modo de ver e investir em ações, que me dão uma tranquilidade grande para investir mais de 90% do meu capital acumulado em ações, e dormir tranquilamente à noite, mesmo com as oscilações normais do mercado, e mesmo também com uma crise podendo ocorrer em qualquer ano ou momento.

 

Brasileiros e americanos

Com a renda fixa rendendo pouco atualmente, diversificar em algum investimento de renda variável ficou essencial. Não muito antigamente uma boa renda fixa rendia 18% ao ano, “livre de riscos”. Quem iria querer arriscar perder dinheiro para ganhar na média uns 25% ao ano talvez. Realmente fazia muito sentido ficar somente na renda fixa. Mas hoje com renda fixa rendendo 5% ao ano, a história mudou.

Americanos investem em ações há décadas, talvez mais de um século. É cultural, mais de 50% das pessoas fazem. Apesar disso, a grande maioria investe sem nenhum tipo de controle, sem avaliar os riscos de nenhuma forma!

Já vi reportagens dizendo que na crise americana de 2000, muitas ações cairam mais de 90% e muitos aposentados que dependiam desses fundos como suas aposentadorias tiveram seu dinheiro dizimado, sendo necessário voltar a trabalhar com idade avançada porque não coseguiam mais se manter. Muito triste isso.

Então certo grau medo faz bem, aquele medo que faz analisarmos a situação de forma completa, traçarmos todos os cenários possíveis na cabeça e SEMPRE fazer as seguintes perguntas: “Qual a pior situação que pode acontecer?” e “Qual será a consequência para mim se isso acontecer?”. Se a resposta para a segunda pergunta for algo muito ruim, em qualquer aspecto, algo que te desestabilizará muito, então é necessário se fazer a terceira pergunta: “Como fazer para minimizar ou evitar ao máximo essa situação, caso eu resolva investir nesse mercado?”.

Muito provavelmente quase todos aqueles americanos que perderam absurdamente em 2000 nunca se fizeram nenhuma dessas perguntas. Porque a maioria compra ações e “esquece”, é um compra para o resto da vida, o famoso “Buy and Hold” como é conhecido no mercado. Mas se esses investidores tivessem feito essas perguntas, seus destinos financeiros com certeza seriam bem diferentes dessa “fatalidade”. Enfim, qualquer pessoa que invista em ações pode passar por situação semelhante se não investir com sabedoria.

Se você está achando que está começando a fica meio chato essa história de ficar questionando sobre qualquer investimento, se acha que está começando a dar trabalho esse negócio de estudar e pensar para investir em ações, então para tudo! Bolsa não é lugar para amadores! Você não precisa ser nenhum especialista com formação acadêmica e pós-graduação para investir, mas precisa se interessar pelo assunto e estudar o básico necessário para saber o que está fazendo e tomar as decisões conscientes. Esse estudo não é difícil nem demorado, mas precisa ser feito. Se você está acostumado a colocar o dinheiro em qualquer produto que o banco oferece e não precisar esquentar a cabeça com mais nada, precisa mudar a mentalidade para investir na bolsa, porque esse tipo de praticidade não existe nesse mercado. Quem resolve investir em ações tem que tomar as rédeas de sua vida financeira e dos seus investimentos.

E se você está achando que esse tipo de comportamento só deve ocorrer no mercado americano, você está enganado! Na minha página Proteção do capital eu mostro vários exemplos de ações que caíram absurdamente também, e nunca mais recuperaram. Vale a pena conferir.

Então muito dessa aversão do brasileiro a bolsa de valores é cultural. Devido a problemas e crises que aconteceram e ainda existem no país, o brasileiro criou um medo enorme de perder dinheiro.

 

Mas então, Como perder o medo de investir na bolsa?

A resposta é: com gestão de risco!

 

Perdas e as emoções

Veja bem, para ser bem claro, você vai perder! Se você investir na bolsa, em algumas ocasiões você vai perder dinheiro. A questão é quanto você vai perder!

Se a você investir R$ 10 mil em ações e perder R$ 100, não me parece muito problema, certo? Representa 1% do que investiu. Mas e se perder R$ 1.000? Bem, agora já fica um pouco desconfortável. Ainda aceitável considerando que é renda variável, mas já desconfortável. E se perder R$ 3.000 ou R$ 5.000? Pô, aí fica ruim hein! Perder um volume grande desses já desanima total. Seria 30% ou 50% do que investi. Falando de R$ 10 mil de investimento a perda dói mas não é tão grande ainda, agora e se fosse R$ 100 mil ou mais?

Parece coisa de outro mundo, alguém perder 30% ou 50% na bolsa. Parece algo muito raro, mas não é! Por incrível que pareça e por mais ilógico que seja, a maioria das pessoas que investem em ações não aceitam perder 1% mas aceitam perder 50%!!! Sim, é isso mesmo! E eu conheço MUITAS pessoas que já fizeram exatamente isso, algumas perdendo mais ainda. É muito mais comum do que você pensa!

E isso basicamente acontece por ego e desespero. Ego porque as pessoas fazem uma aposta numa ação, numa empresa, e acreditam que ela dará lucros para ele, que será uma boa opção de investimento. Só que pode ser que não, e depois de comprar essa ação o preço comece cair. Aí entra o ego que não deixa admitir que fez uma escolha errada, seja na empresa errada ou no momento errado, então não vai vender com um pequeno prejuizo porque quer acreditar de qualquer forma que estava certo quando tomou a decisão. E aí o preço pode cair mais, e o ego fica ainda mais ferido, “Agora que não vendo mesmo!”, é o que mais ouvimos nesses momentos. E pode continuar caindo mais e mais, até onde ninguém sabe e pode prever. Aí depois de ter caído muito, 50%, as vezes 70%, entra o desespero generalizado, a perda foi muito grande, e não para de cair, está perdendo cada vez mais naquela ação, vem aquele momento de dor. Quando essa dor chega no limite, a pessoa quer salvar pelo menos algum dinheiro, para não perder tudo, e vende com um prejuízo monstro. Agora, se a pessoa estivesse investindo e tomando as decisões totalmente com o racional e intelectual, zero com emoções ou achismos, isso não aconteceria.

Esse padrão de atitude das pessoas no mercado é clássico e é dessa forma desde que os mercados existem. É um ciclo de emoções baseado nos preços das ações e pode ser descrito perfeitamente na seguinte imagem:

As pessoas que não tem uma estratégia bem definida e compram ações por impulso, e não sabem o momento que vão vender, normalmente compra as ações na fase de animação a euforia e vendem na fase de pânico a depressão. Elas fazem totalmente o contrário do que deve ser feito. Enquanto fizerem dessa forma, sempre estarão passando apuros e provavelmente sempre estarão perdendo dinheiro na bolsa. A estratégia que será utilizada para investir deve mostrar bons momentos de compras mas também bons momentos de venda, seja para sair com um prejuízo, cortando perdas logo cedo, ou seja para sair com lucro depois de uma boa subida dos preços.

Veja, um ponto importante a comentar é que o preço das ações não tem nenhuma relação direta com os lucros da empresa. Há uma certa tendência de empresas com lucro crescente, os preços das suas ações subirem também, pois mais investidores são atraídos. Porém essa relação não é obrigatória e não funciona sempre. Então é perfeitamente comum uma empresa que esteja apresentando lucros consistentes mas suas ações estarem com preços em queda por semanas ou meses. Então a sua escolha da empresa pode até ter sido boa, porém a ação pode não estar seguindo os números da empresa naquele momento. E isso pode ser temporário ou de prazo maior, a empresa pode estar prestes a passar por algum tipo de apuros e já existem muitos investidores sabendo, por isso estão vendendo e os preços caindo. Mas o motivo não importa! O que importa é que ganhamos dinheiro quando a ação valoriza, então seja qual for o motivo da ação estar desvalorizando, isso não é interessante para os investimentos, portanto é muito arriscado manter uma ação assim em carteira.

 

A matemática das perdas e lucros

Agora vamos usar a lógica um pouco, vamos pensar em termos matemáticos, com o racional. Se a cada ação que eu invisto, se eu estiver errado eu aceito perder R$ 100, e vamos dizer que quando eu acerto eu ganho R$ 700. Vamos agora supor que eu erre mais que um sistema aleatório de cara e coroa de moeda, a cada 3 ações que eu compro, eu erro em 2 e acerto em 1. “Poxa, mas acertar 33% das vezes me parece bem ruim.. Vou perder dinheiro toda hora..”. Ok, mas estamos investindo para ganhar dinheiro ou para mostrarmos que somos os melhores e fazer campeonato de quem acerta mais? A pessoa que estiver querendo acertar tudo e brincar de prever o futuro, recomendo que não faça isso com dinheiro. Enfim, mas qual seria o resultado dessas operações? A cada 3 compras, eu perderia R$ 200 e ganharia R$ 700 (2 erros e 1 acerto), ou seja teria um saldo positivo de R$ 500. Estatisticamente, com 30 operações realizadas ao longo do tempo, eu teria perdido 20 vezes, gerando R$ 2.000 de prejuizo, e teria ganhado 10 vezes, gerando R$ 7.000 de lucro, resultado em R$ 5.000 de lucro.

Então matematicamente podemos ver que é possível ganhar dinheiro com o tempo mesmo perdendo a maioria das vezes! A chave para o mercado é: quando perder, perder pouco, e quando ganhar, ganhar muito. Agora, o que teria acontecido na simulação acima se em cada erro eu perdesse R$ 500 ou R$ 1.000? Com certeza eu teria um resultado negativo com o passar do tempo.

Um ponto importante para perder o medo de investir é saber que se você utilizar uma estratégia boa para investir, testada ao longo de muitos anos, estatisticamente você nunca perderá muito sequencialmente. Isso quer dizer que você perderá eventualmente, sim, mas não perderá 30 ou 50 vezes seguidas. Mesmo em períodos ruins para ações, vamos ganhar em várias operações, portanto os ganhos compensarão as perdas parcialmente ou na totalidade. A taxa de acerto da minha estratégia fica em torno de 40%, baseado em mais de 10 anos de operações. Isso significa que estatisticamente a cada 10 operações, eu ganharei em 4 e perderei em 6. Com o padrão Trend Following, ou seguidor de tendência, que é o tipo da minha estratégia, os lucros são muito superiores que as perdas, na faixa de 10 vezes, às vezes muito mais! Então a matemática fecha. Basta ter paciência e não se abalar quando vierem os trades perdedores.

Na prática, quando eu vou comprar uma ação, eu arrisco 1% do meu capital disponível na corretora. Se tiver R$ 10.000, eu arriscarei R$ 100 por operação. Ou seja, se der errado e o preço cair até meu limite da estratégia, vou perder esse valor. Se eu perder algumas operações seguidas e eu ficar com R$ 9.500, agora cada operação eu arriscarei R$ 95. Da mesma forma se eu ganhar dinheiro e ficar com R$ 15.000, em cada operação eu arriscarei R$ 150, que representa 1% desse novo capital. Isso quer dizer que a medida que meu capital diminui, eu arrisco menos dinheiro, e a medida que meu capital aumenta e que estou tendo êxito, eu arrisco mais dinheiro, mas a proporção do risco será sempre 1% do capital total. Como o risco em reais diminui cada vez que o capital diminui, matematicamente a conta nunca seria quebrada. Mas de novo, as chances de perder 20 ou 30 vezes seguidas são praticamente zero. E se isso acontecer é melhor parar de investir com a estratégia e revisar tudo, porque algo está muito errado.

Lembra que falei anteriormente que invisto mais de 90% do meu capital em ações? Quando digo isso para as pessoas elas pensam que sou louco ou irresponsável com dinheiro. Mas elas pensam isso justamente porque tem a mente de risco máximo na bolsa, que pode perder tudo se tudo começar a cair. Mas como vimos nesses parágros anteriores, isso é possível e feito com muita responsabilidade devido justamente ao extremo controle de risco aplicado nas operações.

Podemos concluir que quem não quer perder, e portanto não vende uma ação com pequeno prejuízo, está arriscando muito mais do que quem aceita perder!

 

Validação da estratégia de investimento ou trading

O estudo e a validação da estratégia a ser utilizada na compra e venda de ações fazem parte fundamental no processo do aprendizado bem como na questão da segurança antes de investir.

É importante utilizar uma estratégia que seja amplamente testada e se possível já utilizada por outras pessoas que obtém êxito através dela.

Uma estratégia descreverá passo a passo tudo que deve ser analisado na tomada de decisão de compra e venda de ações. Ela deve descrever como será feita a seleção de ações, quando será considerado um bom momento de comprar, quando será um bom momento de vender com prejuízo para limitar as perdas, quando será um bom momento de vender para realizar lucros, quando o risco por operação, etc. Enfim, a estratégia deve descrever tudo o necessário para o investimento ou trading.

Eu sugiro pegar uma estratégia que você simpatize e testa-la em dezenas, ou de preferência centenas de gráficos históricos de todas as ações disponíveis, utilizando algum software adequado. Através de cada gráfico você determinará onde teriam sido pontos de compras e de vendas seguindo as regras da estratégia, e anotando os resultados de cada operação fictícia. Isso é o que chamamos backtesting, ou seja, teste no passado.

Depois de testar a estratégia vastamente, se o resultado de tudo isso foi um bom lucro, com uma boa taxa de acerto, lucros grandes e prejuizos pequenos, você de certa forma já vai ter operado, só não com dinheiro real. Mas já vai ter vivenciado muitos e muitos gráficos, com centenas de operações. Você vai ter a segurança para saber que quando for finalmente comprar ações de verdade seguindo essa mesma estratégia, suas chances são grandes de manter resultados semelhantes aos dos testes. E você vai ter vivenciado que os testes geraram várias perdas eventualmente, mas mesmo assim os resultados foram positivos. Isso te dará uma tranquilidade muito maior quando passar por situação semelhante em conta real, quando for operar para valer.

A maioria das pessoas não tem peciência para fazer esses tipos de testes, porém vamos lembrar que estamos falando de dinheiro aqui, cada um tem que pesar o que é importante e com que nível de seriedade quer levar os investimentos. Vamos lembrar que não estamos deixando o dinheiro pro gerente do banco aplicar mais! Portanto os estudos são muito importantes antes de começar a investir.

 

Perdendo dinheiro na prática

Depois de ter entendido a matemática do mercado, de perder pouco e buscar ganhar muito, a hora da prática é um pouco diferente da teoria. Mesmo entendendo isso tudo, é óbvio que NINGUÉM gosta de perder. Mas sabemos que vamos perder como parte do investimento saudável na bolsa. Portanto antes de começar a investir, a pessoa deve procurar fazer um trabalho de reflexão sobre esses momentos de perdas, e não se deixar abalar ou mudar o plano por causa disso. Precisa ter ciência e estar bem emocionalmente quando perder, saber que faz parte do jogo. Continuar seguindo o plano e saber que no médio e longo prazo os resultados tendem a ser positivos, se o histórico da estratégia assim disser.

Com o passar dos anos vai ficando cada vez mais fácil ter esse domínio emocional das pequenas perdas, mas no começo pode ser um desafio maior dependendo da pessoa. E o que podemos fazer no começo dos investimentos para começar a dominar essas emoções negativas das pequenas perdas?

A primeira coisa é determinar o valor em reais que você pode arriscar por trade que não vá te abalar, um valor que para esse momento inicial você considere aceitável, “tranquilo”. Pode ser R$ 500, R$ 200, R$ 100, R$ 50, R$ 20, etc. Enfim, faça um exercício mental e se imagine perdendo cada um desses valores, e veja qual é o seu número. Vai ser o valor que quando você perder (e lembrando, você VAI perder!), não te afetará emocionalmente porque será um valor relativamente pequeno para você. Você saberá que essa perda é parte do processo de investimento e você continuará com a estratégia normalmente da forma que você definiu.

Em segundo, você deve disponibilizar para bolsa somente o dinheiro total que pode colocar em risco. Deve ser um dinheiro que você não precise em pelo menos 1 ano. Não deve ser um dinheiro tirado do seu fundo de emergências, que normalmente fica em alguma renda fixa com alta liquidez. A sugestão é começar com um valor baixo na bolsa de valores, para ir aprendendo e começando a ganhar dinheiro, para só depois aplicar mais dinheiro se assim for a intenção. A idéia é começar com 5% a 20% do seu capital total acumulado, dependendo de quanto você tiver. Se você tiver muito dinheiro, 5% para iniciar deve ser adequado. Se você tiver menos, talvez precise disponibilizar 10% ou 20% para que haja uma quantia razoável para a compra das ações. O importante é que esse valor que será depositado na corretora, seja um valor pequeno perto do que você já tem, dessa forma você ficará psicologicamente bem mais tranquilo, sabendo que estará colocando em renda variável uma parte pequena do seu dinheiro, isso ajudará no seu processo do medo.

 

Crises

Outro medo muito comum em bolsa de valores são as temidas crises. A crise grande mais recente foi a de 2008, que estourou nos EUA e afetou o mundo inteiro. O IBOV caiu 60% e muitas ações caíram mais que isso. As ações da Petrobrás (PETR4) caíram 68%. Muitas pessoas têm medo porque acham que podem perder 60-70% do capital, ou mais, do dia pra noite, sem conseguir se desfazer das ações a tempo. Mas isso não é verdade!

Vejam o gráfico da PETR4 abaixo:

Podemos ver que o preço mais alto ocorreu em 21/05, a partir desse dia os preços começaram a cair. O preço mais baixo ocorreu no dia 21/11, ou seja, exatos 6 meses depois! Vejam que a queda foi gradativa durante todo esse período, caindo um percentual relativamente pequeno a cada dia com barra vermelha. Houve somente alguns dias de maior desespero dos investidores e quedas relativamente maiores.

O ponto chave aqui é que mesmo durante as crises mais fortes, dá tempo de sair tranquilamente. Uma venda de ações seria possível em qualquer momento nesses 6 meses, e não somente lá embaixo.

Na minha estratégia eu sempre fico de fora de crises acentuadas com essa, vendendo todas minha ações que possuia até então, e espero o fim da crise quando os preços voltarem a subir para voltar a comprar. Eu JAMAIS compro ações durante as quedas de preços, pois como pode-se ver no gráfico, qualquer tentativa precoce de compra teria levado a muitos prejuízos!

Então não precisa ter medo de crises, basta saber como identificá-las, normalmente depois que já começaram, com uma queda moderada dos preços, para liquidar todas as ações e ficar simplesmente de fora esperando acabar. Essa é justamente a minha recomendação, não ficar com nenhuma ação em carteira durante crises, evitando assim um desgaste emocional tremendo, como pude testemunhar algumas pessoas nessa época de 2008.

 

Quando já estiver investindo

Vamos falar agora do medo e outras emoções indesejadas que podem surgir durante as operações, quando já tiver começado a comprar ações.

Uma vez que já tenhamos comprado algumas ações, é natural que façamos o acompanhamento delas frequentemente. Para os iniciantes ou para aqueles que ainda não tem certo domínio das emoções, como medo, ansiedade, insegurança, desespero, frutração, etc, eu recomendo o acompanhamento semanal da carteira, olhar as ações somente no fim de semana depois que a bolsa estiver fechada, para ver como foi a semana e fazer o planejamento para a próxima, se vai haver ajustes de vendas, novas entradas ou outra coisa a fazer. Na minha opinião essa é a melhor forma para manter a calma investindo em renda variável. Ficar acompanhando as oscilações das ações durante o dia pode causar muita ansiedade. Durante a semana foque nas outras áreas de sua vida como trabalho, família, saúde, espiritualidade, etc.

Se você tiver algum app no celular, software no computador, home broker ou página da corretora para acompanhamento da carteira de ações, minha recomendação é não ficar acompanhando o valor do capital total atualizado, principalmente em momentos de correções e dias de queda para não afetar psicologicamente de ver o dinheiro alterando para menos. Você deve lembrar que as correções fazem parte do mercado, altas são seguidas de baixas, o mercado anda em ondas! Então sempre vão haver os dias e semanas de queda, não importa o motivo, e na minha opinião é melhor nem ficar tentando descobrir. Desde que esteja dentro da nossa estratégia, deixa cair e foca em outra coisa. Se for para haver continuidade da alta, ela irá continuar em breve, não adianta sofrer por antecedência.

Se os stops (vendas automáticas no home broker) estiverem bem posicionados, pode ficar tranquilo sem abrir o home broker durante a semana que as ações estarão todas bem protegidas. A unica exceção é que o stop pode ser cancelado caso haja algum evento corporativo da empresa como dividendos, juros sobre capital, desdobramentos, etc. O que pode fazer nesses caso é acompanhar sites de proventos no fim de semana para ver se tem algum planejado para a próxima semana e já ficar esperto para entrar no home broker e recadastrar o stop.

 

Próximo passos

Você tinha medo de investir e agora resolveu se dar uma chance nessa modalidade de investimento? Ok, e agora, como prosseguir com o aprendizado?

1) Sugiro a leitura de livros sobre finanças pessoais e sobre bolsa de valores. Se interesse mais por esse assunto. Na seção Livros eu listo todos os livros que li e uma breve opinião sobre cada um.

2) Acesse o conteúdo na íntegra sobre minha Estratégia, onde descrevo detalhadamente toda minha filosofia de investimento em ações, bem como quando considero comprar e vender cada ação. Também entro no detalhe de cálculo de risco e de como decidir quantas ações comprar em cada ocasião. Utilize esse conteúdo como um ponto de início prático no seu aprendizado, e dali você poderá decidir as partes que gosta e as partes que não gosta, buscando novos conteúdos que te agregue na construção da sua própria estratégia.

3) Acesse o artigo Qual o capital mínimo para começar a investir em ações? para tirar dúvidas sobre o tema antes de enviar qualquer dinheiro para a corretora.

4) Procure pessoas mais experientes ou grupos que tenham convicções e pensamentos sobre investimentos semelhantes aos seus de modo a te ajudar nesse processo. Eu não tive ninguém para me direcionar durante todo meu processo de aprendizado e formação da minha forma de investir. Se eu tivesse tido, com certeza o caminho teria sido muito mais fácil.

 

Conclusão

Bem, essas foram as dicas que lembrei para compartilhar. Espero que possa te ajudar a dar o passo a frente, se for do seu interesse. O que eu posso dizer é que na minha opinião vale muito a pena! Aquele primeiro passo que dei lá atrás em 2007, me dando uma oportunidade de aprendizado e de arriscar algo novo porém de forma totalmente controlada, foi a grande chave de virada na minha vida na área de investimentos.  Mas lembrando que tem que fazer da forma certa, com estudo, consciência e usando o racional.

Para finalizar, deixo uma reflexão sobre o medo. Quando se fala em medo de investir, a quase totalidade das pessoas tem medo da renda variável. Quase ninguém tem medo de investir na renda fixa. E será que não deveriam? Ter medo de render muito pouco e o dinheiro quase não crescer? Ter medo do rendimento ser menor que a inflação, e apesar do dinheiro aumentar ter menos poder de compra com o passar do tempo? Ter medo de não atingir seus objetivos de independência financeira ou aposentadoria no longo prazo?

Fica aí a reflexão para vocês! Pensem com carinho pois a área financeira é muito importante para suas vidas!

Comentem o que acharam do artigo e repassem para os amigos que tem aquele medo de investir em ações! Quem sabe pode ajudá-los.

Abraços e bons trades!

Rodrigo Sibin Lichti

Obs: As informações colocadas aqui são simplesmente meus registros pessoais, não são recomendações de investimentos para outras pessoas. Não sou profissional certificado de investimentos e não posso orientar nenhuma pessoa a comprar ou vender determinado ativo. Os comentários e respostas para os leitores são simplesmente trocas de idéias entre investidores.

Categorias:Aprendizado, Artigos

Atualização semanal – 07/12/2019

Novas entradas (compras) ocorridas essa semana:

JHSF3 a R$5,86
CNTO3 a R$29,36
POSI3 a R$7,94

RDNI3 eu acabei cancelando a entrada pois o spread no book de ofertas estava muito alto e com poucos lotes.

Ajustes de stop:

TRIS3: de 10,22 para 11,10
JSLG3: de 16,61 para 18,21
JHSF3: de 4,16 para 4,84 (primeiras posições)
ALPA4: de 25,17 para 25,37
POSI3: de 6,73 para 8,05

Stop atingido:

DMMO3 no stop inicial. Queda fenomenal da ação, caindo 70% em 2 dias. Como abriu o dia 3 já em gap de baixa, o preço de venda ficou 7,50 logo na abertura.

Possíveis entradas para essa semana:

Ação FR Setup Preço entrada Stop inicial Risco
POSI3 98 Rompimento Diário 11,61 9,98 -14,04%

Como em uma semana devido a fortíssima alta POSI3 já saiu da zona de prejuízo, vou fazer uma nova entrada nela.

No radar do mês: AMAR3, CCPR3, CNTO3, CTKA4, EVEN3, EZTC3, GPCP3, LOGN3, POSI3, QUAL3, RDNI3.

Minha carteira atual de Trend Following:

Data Entrada Ação Preço Estratégia Variação Stop
02/01/2019 TRIS3 4,16 Rompimento Semanal 250,96% 11,10
25/02/2019 JSLG3 9,15 Rompimento Semanal 156,17% 18,21
24/06/2019 TRIS3 6,52 Rompimento Semanal 123,93% 11,10
25/06/2019 JSLG3 14,62 Rompimento Diário 60,33% 18,21
24/07/2019 JHSF3 3,76 Rompimento Diário 70,21% 4,84
30/09/2019 ALPA4 26,19 Rompimento Semanal 22,37% 25,37
18/10/2019 JHSF3 4,35 Rompimento Semanal 47,13% 4,84
18/11/2019 HBOR3 3,64 Rompimento Diário 4,12% 3,19
02/12/2019 JHSF3 5,86 Rompimento Semanal 9,22% 5,22
03/12/2019 CNTO3 29,36 Rompimento Semanal 4,39% 25,75
03/12/2019 POSI3 7,94 Rompimento Diário 33,50% 8,05

Preço de compra ajustado por proventos

Bons trades!

Rodrigo Sibin Lichti

Obs: As informações colocadas aqui são simplesmente meus registros pessoais, não são recomendações de investimentos para outras pessoas. Não sou profissional certificado de investimentos e não posso orientar nenhuma pessoa a comprar ou vender determinado ativo. Os comentários e respostas para os leitores são simplesmente trocas de idéias entre investidores.

Categorias:Carteira, Oportunidades

Atualização semanal – 01/12/2019

1 de dezembro de 2019 7 comentários

Novas entradas (compras) ocorridas essa semana:

DMMO3 a R$9,45. Não estava no meu plano da semana passada, nem no meu radar do mês, porém um amigo deu a dica, eu analisei o gráfico e acabei entrando.

Ajustes de stop:

ALPA4: de 24,29 para 25,17

Stop atingido:

Nenhum stop foi atingido.

Possíveis entradas para essa semana:

Ação FR Setup Preço entrada Stop inicial Risco
CNTO3 95 Rompimento Semanal 29,31 25,75 -12,15%
JHSF3 95 Rompimento Semanal 5,85 5,22 -10,77%
POSI3 98 Rompimento Diário 7,91 6,73 -14,92%
RDNI3 96 Rompimento Semanal 14,01 12,18 -13,06%

Obs: meu capital está praticamente todo alocado mas meu risco da carteira está em 1,62%, portanto para CNTO3, JHSF3 e POSI3 eu farei entradas a termo (dinheiro emprestado da corretora), ou seja, operações alavancadas. Vou fazer porque o risco continuará dentro do permitido pelo meu plano.

Obs2: RDNI3 entrarei com 0,5% de risco devido a liquidez menor.

No radar do mês: AMAR3, CCPR3, CNTO3, CTKA4, EVEN3, EZTC3, GPCP3, LOGN3, POSI3, QUAL3, RDNI3.

Minha carteira atual de Trend Following:

Data Entrada Ação Preço Estratégia Variação Stop
02/01/2019 TRIS3 4,16 Rompimento Semanal 219,95% 10,22
25/02/2019 JSLG3 9,15 Rompimento Semanal 133,77% 16,61
24/06/2019 TRIS3 6,52 Rompimento Semanal 104,14% 10,22
25/06/2019 JSLG3 14,62 Rompimento Diário 46,31% 16,61
24/07/2019 JHSF3 3,76 Rompimento Diário 50,80% 4,16
30/09/2019 ALPA4 26,19 Rompimento Semanal 21,34% 25,17
18/10/2019 JHSF3 4,35 Rompimento Semanal 30,34% 4,16
18/11/2019 HBOR3 3,64 Rompimento Diário 0,55% 3,19
25/11/2019 DMMO3 9,49 Rompimento Semanal 9,59% 8,04

Preço de compra ajustado por proventos

Bons trades!

Rodrigo Sibin Lichti

Obs: As informações colocadas aqui são simplesmente meus registros pessoais, não são recomendações de investimentos para outras pessoas. Não sou profissional certificado de investimentos e não posso orientar nenhuma pessoa a comprar ou vender determinado ativo. Os comentários e respostas para os leitores são simplesmente trocas de idéias entre investidores.

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Planilha com indicador FR (Força Relativa) das ações BOVESPA – 30/11/2019

Segue a planilha mensal com as ações da BOVESPA e o valor dos FR:

FR_Acoes_2019-11-30.xlsx

Obs: pode haver distorções (cálculos errados) em algumas ações devido ao atraso no ajuste de preços de proventos ou eventos corporativos pelo meu provedor atual de dados do Metastock.

Abraços a todos e bons trades!

Rodrigo Sibin Lichti

Obs: As informações colocadas aqui são simplesmente meus registros pessoais, não são recomendações de investimentos para outras pessoas. Não sou profissional certificado de investimentos e não posso orientar nenhuma pessoa a comprar ou vender determinado ativo. Os comentários e respostas para os leitores são simplesmente trocas de idéias entre investidores.

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Atualização semanal – 23/11/2019

24 de novembro de 2019 4 comentários

Novas entradas (compras) ocorridas essa semana:

HBOR3 a R$3,64.

Ajustes de stop:

TRIS3: de 9,63 para 10,22
JSLG3: de 15,89 para 16,61
JHSF3: de 3,80 para 4,16
ALPA4: de 22,93 para 24,29

Stop atingido:

LOGN3 no stop inicial, mais uma pra coleção de mega violinadas do ano
Vendi HAPV3 a 54,50, com lucro de 2,24% e GNDI3 a 58,10 com prejuizo de -1,01% conforme tinha explicado no post anterior.

Possíveis entradas para essa semana:

Ação FR Setup Preço entrada Stop inicial Risco
CNTO3 95 Rompimento Semanal 29,31 26,35 -10,10%
RDNI3 95 Rompimento Semanal 14,01 12,18 -13,06%

POSI3 está entrando numa tendência muito forte, então estou acompanhando diariamente se faz alguma correção possibilitando uma entrada pelo gráfico diário.

No radar do mês: BPAN4, CNTO3, CTKA4, EVEN3, EZTC3, GPCP3, HBOR3, OMGE3, POSI3, QUAL3, RDNI3, SQIA3, STBP3, UCAS3.

Minha carteira atual de Trend Following:

Data Entrada Ação Preço Estratégia Variação Stop
02/01/2019 TRIS3 4,16 Rompimento Semanal 226,68% 10,22
25/02/2019 JSLG3 9,15 Rompimento Semanal 136,28% 16,61
24/06/2019 TRIS3 6,52 Rompimento Semanal 108,44% 10,22
25/06/2019 JSLG3 14,62 Rompimento Diário 47,88% 16,61
24/07/2019 JHSF3 3,76 Rompimento Diário 51,06% 4,16
30/09/2019 ALPA4 26,19 Rompimento Semanal 17,72% 24,29
18/10/2019 JHSF3 4,35 Rompimento Semanal 30,57% 4,16
18/11/2019 HBOR3 3,64 Rompimento Diário 1,10% 3,19

Preço de compra ajustado por proventos

Bons trades!

Rodrigo Sibin Lichti

Obs: As informações colocadas aqui são simplesmente meus registros pessoais, não são recomendações de investimentos para outras pessoas. Não sou profissional certificado de investimentos e não posso orientar nenhuma pessoa a comprar ou vender determinado ativo. Os comentários e respostas para os leitores são simplesmente trocas de idéias entre investidores.

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A importância dos aportes regulares na construção de riqueza

16 de novembro de 2019 9 comentários

A bolsa de valores é algo fascinante! É um mercado com diversas modalidades de ativos para investir ou especular. É um lugar onde as pessoas tem liberdade para escolher onde aplicar, o prazo operacional, os tipos de estratégias, e o melhor, ter a possibilidade de ganhos muito interessantes.

Eu sou suspeito para falar, afinal até montei um blog (rs). Os brasileiros cada vez mais estão vendo a importância de investir parte de seu capital em renda variável e estão tendo interesse pelo mercado de ações. A grande maioria sempre tem aquele sonho do primeiro milhão, e na renda fixa fica bem difícil atingir, certo? Na bolsa de valores onde as oscilações de preços são muito maiores, fica muito mais viável esse sonho, ou meta. E com razão, é muito mais provável através de renda variável do que renda fixa.

Então o cidadão começa a estudar o mercado, entender seu funcionamento, quer investir em longo prazo, como a grande maioria das pessoas. Ele escolheu um estilo que se identificou, pois pode surfar bastante na tendência de uma ação, ficando meses ou anos posicionado enquanto ela estiver subindo, e ao mesmo tempo com risco muito controlado, sabendo exatamente quanto pode perder nas operações que não forem como o planejado. Ele entendeu que o lucro e a perda fazem parte do jogo, totalmente racional. O estilo que ele escolheu seguir foi o Trend Following, ou seguidor de tendência. Mas poderia ser outro, afinal há diversas formas de investir em ações que podem gerar lucros.

Depois de estudar várias semanas ou meses, analisar vários gráficos, entender como funciona as operações, a seleção de ações e como conduzir os trades, ele resolve começar a investir na prática. Ele resolve começar com R$ 10 mil. Devido ao seu estilo de vida, costuma gastar praticamente tudo que ganha do seu salário ou renda como empresário/autônomo, portanto acaba não fazendo novos aportes. Mas tudo bem, afinal a bolsa é quase uma mina de ouro né! Esses R$ 10 mil devem virar R$ 1 milhão depois de algum tempo, investindo em boas ações!

Bem, vamos fazer algumas continhas… Antes de tudo, todo mundo sabe que rendimentos passados não são garantias de rendimentos futuros e blá blá blá, mas se não tiver números para usar não dá para fazer estimativa de nada. Melhor estimar errado do que não estimar nada e ficar às cegas.

Para não inventar números de rentabilidades anuais quaisquer, vou pegar um fundo que teve uma boa performance, mas não a melhor, e usar a rentabilidade de 20 anos individualmente (1999 a 2018), trocando a ordem desses anos de forma aleatória. Ou seja, são rentabilidades reais que um investidor comprando ações por conta poderia ter tido. Não vou citar o fundo para não fazer propaganda, mas peguei um aleatoriamente. Se acessarem sites de fundos de ações e ver a rentabilidade histórica, verão que os percentuais abaixo são reais e não exagerados. Vou utilizar rentabilidades anuais para simplificar as contas. Para simplificar o assunto e os cálculos, não vou considerar a perda de poder de compra pela inflação no período. Também não vou considerar desconto de IR de 15% sobre o lucro. Podemos supor que a rentabilidade mensal/anual seja líquida, ou seja, a rentabilidade pode ter sido maior e já descontou IR. Ou ainda havia uma política de venda de até R$ 20 mil mensais no último dia útil do mês e recompra no dia seguinte onde os lucros seriam isentos de IR. Enfim, vamos para o que interessa.

Então segue abaixo a conta feita no Excel:

 

Nesse caso houve somente um investimento inicial e todo capital acumulado foi proveniente dos os lucros anuais. Depois de 20 anos, com um investimento inicial de apenas R$ 10 mil, o nosso amigo poderia ter acumulado R$ 519 mil, se tivesse tido as rentabilidades acima. Não chegou no R$ 1 milhão ainda, mas foi uma excelente caminhada, afinal foram só R$ 10 mil investidos! E com esse valor acumulado, ele precisaria de mais 92,5% para entrar na casa do milhão, o que poderia acontecer nos próximos poucos anos dependendo da rentabilidade.

Antes de continuarmos com o tema do artigo, vamos antes comparar essa rentabilidade caso o colega tivesse investido em renda fixa, obtendo uma rentabilidade 100% do CDI:

Fonte da rentabilidade anual: https://www.portalbrasil.net/indices_cdi.htm

 

Acho que o colega não se arrependeu nada de investido nas ações ao invés da renda fixa! Mal passou dos R$ 100 mil. Isso porque na década passada os rendimentos de renda fixa eram muito altos comparados ao resto do mundo. Hoje (11/2019) essa rentabilidade está em 5% anual, portanto investir em renda fixa nos próximos 20 anos pode ser muito mais frustrante!

Agora, voltando para as ações, e se o trader resolvesse fazer aportes mensais de apenas R$ 250, que daria R$ 3 mil ao ano? Um valor pequeno desses faria muita diferença?

Para ninguém falar também que o aporte mensal não necessariamente participaria do lucro pois às vezes poderia demorar para se alocado, eu vou considerar os aportes de um ano somente na soma, o rendimento será baseado somente no capital inicial do ano. Então podemos pensar nesse aporte em qualquer forma, sendo mensal, uma vez ao ano no décimo terceiro, no PLR da empresa, enfim, tanto faz.

Então vamos às contas:

 

Opa!! Eu vi R$ 1 milhão?? Simm, e não só 1, mas 1 milhão e duzentos e sessenta e quatro mil. Que diferença enorme no capital depois de 20 anos com as mesmas rentabilidades! Aqueles 250 reais no fim das contas não eram tão poucos assim. Dessa forma nosso amigo teria atingido sua meta! Então vejam que um sacrifício pequeno no orçamento mensal gera retornos exponenciais no longo prazo. Esse dinheiro economizado nos primeiros anos parecem não fazer muita diferença, mas vejam que no ano 5 já teria mais que o dobro do capital e no ano 8 já teria mais de 100 mil reais de diferença na conta. Então essa economia faz total diferença para atingir as metas financeiras.

Vejamos essas últimas 3 tabelas em forma de gráfico comparativo:

Vamos fazer um outro exercício mental. O cara investiu 10 mil e no começo ficou patinando, vários anos perdendo um pouco, ganhando um pouco, mas basicamente ficou no zero a zero por 6 anos. Vai ver que entrou numa época ruim na bolsa, tinha estratégias ruins, enfim… Então após 6 anos ele continuava com 10 mil. Aí veio o ano 7 conforme a tabela e dessa vez ele acertou em cheio e conseguiu a rentabilidade de 103%! Maravilhoso, mais de 100% num ano é algo quase surreal! Um mega rendimento para qualquer renda variável. Mas com toda essa performance ele ganhou quanto? Somente R$ 10.300. Ok, 10 mil é uma boa grana, mas para ter um ano fantástico, ações subindo absurdamente, aquela euforia, e chega no fim do ano e ter ganho 10 mil, pode dar uma sensação de muita performance em percentual, mas não tanto em reais, afinal 10 mil a mais no melhor ano da história, não deixou tão perto assim do 1 milhão. Agora se ele tivesse poupado os 250 reais mensais durante esses 6 anos, no início do ano 7 ele teria 28 mil. Aí com a rentabilidade de 103% ele teria ganho R$ 28.840. Pô, agora deu uma vantagem! Ainda sim não são rios de dinheiro mas ganhar quase 30 mil num ano ótimo já é bem mais glorioso que os 10 mil sem ter feito os aportes. E percebam que o esforço durante o ano foi o mesmo, a escolha das ações, as entradas, as saídas, os acompanhamentos. A única coisa que mudou foi a quantidade de lotes de ações nas compras. Acho que deu para captar a idéia, certo?

Agora voltando a simulação acima. Reparem que nos primeiros anos, até o sexto, o aporte de 3 mil era um valor proporcionalmente grande comparado ao lucro de cada ano, então era um dinheiro considerável entrando na conta, que na soma dos juros compostos dos anos teriam um reflexo grande. Já a partir do ano 7 e principalmente depois do ano 13, o aporte de 3 mil começou a ficar quase que insignificante perto dos lucros obtidos.

“Humm, isso quer dizer o que eu estou pensando? A partir de certo ponto não preciso poupar mais, só deixar os lucros fazerem meu capital crescer?” É uma pergunta válida! Vamos ver como ficaria algumas simulações de parar de aportar dinheiro após certas quantidades de capital acumulado.

Fazer aportes até atingir R$ 50 mil:

 

Fazer aportes até atingir R$ 100 mil:

 

Fazer aportes até atingir R$ 200 mil:

 

Fazer aportes até atingir R$ 300 mil:

 

Vamos consolidar as tabelas no gráfico comparativo:

 

Epa! Acho que vejo boas notícias aí!! Todas as simulações passaram do R$ 1 milhão, muito acima da simulação de não fazer aportes nenhum. No caso de parar de poupar a partir de 300 mil reais acumulados, teria um resultado muito próximo do poupar sempre. Mesmo parando após os 100 mil reais, a diferença não foi muito grande proporcionalmente.

A lição é que no início dos investimentos, quando se tem menos dinheiro aplicado, os aportes são extremamente mais importantes do que depois de já acumulado um montante razoável.

Que nenhum educador financeiro veja o que eu vou escrever, mas é perfeitamente aceitável parar ou diminuir os aportes após um certo valor acumulado! O valor acumulado para isso vai variar para cada um, e também será proporcional aos aportes, pois quanto maiores eles são, mais influencia no capital final. Vamos fazer mais algumas simulações sobre esse tema mais abaixo.

Mas é óbvio que se conseguir continuar poupando o máximo que der, o capital vai aumentar mais rápido. Então se o objetivo for multiplicação mais rápida do capital, os aportes sempre serão importantes, mesmo que diluidos num capital maior.

Agora vamos fazer algumas simulações de investimentos iniciais maiores mas sem aportes.

Investimento inicial de R$ 20 mil:

 

Investimento inicial de R$ 50 mil:

 

Investimento inicial de R$ 100 mil:

 

Agora o gráfico:

 

Vemos que um investimento inicial do dobro do valor, 20 mil reais, já atingiria o milhão em 20 anos. Um investimento de 50 mil teria atingido em 16 anos. Um investimento maior, de 100 mil, teria atingido em apenas 10 anos, e os próximos 10 anos teria virado incríveis R$ 5 milhões, uma bela aposentadoria hein!

Reparem que até os 100 mil, a rentabilidade tem um passo, e a partir desse valor dá uma acelarada, o capital cresce na casa das dezenas de milhares por ano. A partir dos 300 acelera mais, já podendo ter rendimentos de 3 dígitos num ano com mais probabilidade. Quando chega nos 500 mil, aí é só questão de tempo para atingir o milhão! Depois dos 500 as passadas são bem largas, os rendimentos podem ser muito gordos, e só é necessário 100% para chegar no 1 milhão. Sim, aqueles mesmos 100% do exercício mental que fizemos alguns parágrafos acima! Se demorasse 1, 2, ou que seja 5 anos para bater os 100% de rentabilidade, estaria ali o tal desejado milhão. E se o trader conseguiu chegar nos 500 mil, começando lá de trás, seja qual valor foi, ele tem consistência no que faz, então as chances são altíssimas de conseguir essa rentabilidade dali pra frente, simplesmente fazendo o que ele fez até então. E do 1 milhãozinho pra frente, meu amigo, os rendimentos já podem ser de outro mundo, na casa de centenas de milhares por ano.

Mas vejam, essas contas não são simples contas igual reunião de marketing multinível. Aquelas que todo mundo que vai fica deslumbrado, todo mundo sonha em atingir aqueles números de rendimentos mensais, mas provavelmente você não conhece ninguém que tenha chegado, é quase uma utopia! Na bolsa de valores tudo é possível, só depende de você mesmo. Você não precisa vender nenhum produto pra ninguém, depender de funcionários venderem para você, alguém te dar um aumento de salário, ou seja, de nada. Só depende da sua disciplina em poupar regularmente e ter consistência nos investimentos ao longo dos anos. Tudo é possível, e todos podemos chegar onde quisermos!

Agora vamos fazer outras simulações com o mesmo investimento inicial de R$ 10 mil porém diferentes aportes mensais, desde R$500 até os R$ 3 mil, para os que possuem uma renda melhor e conseguem poupar mais.

Aportes de R$500 mensais:

 

Aportes de R$1.000 mensais:

 

Aportes de R$3.000 mensais:

 

E o gráfico:

 

Vejam que a diferença do valor dos aportes muda fortemente o capital acumulado. O atingimento das metas é muito mais rápido com aportes maiores, bem como a continuação da multiplicação do capital.

Agora vamos ver o impacto de parar de poupar a partir de um certo capital, considerando aportes mensais de mil reais agora.

Fazer aportes até atingir R$ 100 mil:

 

Fazer aportes até atingir R$ 300 mil:

 

Fazer aportes até atingir R$ 500 mil:

 

Fazer aportes até atingir R$ 800 mil:

 

E o último gráfico:

 

Com aportes mensais de 250 reais, consideramos que a partir de 100 mil já seria aceitável parar de poupar, porém um valor melhor seria entre 200 e 300 mil. Agora com aportes de 1000 reais a história muda. Se tivesse parado de poupar após atingir 100 mil, o resultado após 20 anos seria bem diferente, com quase 1 milhão a menos. Mesmo parar após atingir 300 ou 500 mil afetaria razoavelmente o capital final. Parece que só a partir dos 800 mil acumulados que seria mais seguro parar de aportar os mil reais mensais sem que altere significativamente o resultado final. Acho que agora aquele educador financeiro que ficou de cabelo em pé lendo aquele trecho mais acima vai ficar mais tranquilo!

Conclusão

A conclusão que podemos tirar fazendo várias simulações é que os aportes regulares, mensais ou anuais, na construção de riqueza são extremamente importantes. Para quem quer uma rápida multiplicação de capital, aliando a uma boa performance buscada na renda variável, os aportes são fundamentais. Quanto maiores os aportes, maiores as rentabilidades obtidas e mais rápido as metas são atingidas, se aproveitando dos juros compostos, mas mesmo os aportes menores fazem muita diferença no longo prazo.

Simulações poderiam ser feitas com rentabilidades diferentes, sejam inferiores ou superiores, porém a importância de poupar e aportar novos valores ao capital em renda variável será sempre muito relevante.

Como um “alívio” a obrigação de poupar frequentemente por muitos anos de vida, e usar esse dinheiro para curtir mais a vida, pode-se optar por diminuir ou parar os aportes após atingir determinado patamar financeiro. O quanto essa parada irá afetar vai depender do valor total acumulado, do valor do aporte mensal e também da rentabilidade média. Então se for o caso de alguém, é muito importante fazer várias simulações antes de tomar uma decisão dessas.

Quem quiser fazer simulações desse tipo pode usar esses sites: http://webcalc.com.br/Financas/form/aplic e http://www.igf.com.br/calculadoras/simulaVF_1.aspx. Nesses casos terá que usar uma taxa fixa média mensal ou anual.

Também disponibilizo a planilha que montei para fazer as simulações desse artigo, onde é possível modificar para incluir novos anos, bem como colocar rendimentos diferentes a cada ano. Clique aqui para baixar.

Comentem o que acharam do artigo e repassem para os amigos que estão com dificuldade em guardar aquela graninha para ver se animam!

Abraços e bons trades!

Rodrigo Sibin Lichti

Obs: As informações colocadas aqui são simplesmente meus registros pessoais, não são recomendações de investimentos para outras pessoas. Não sou profissional certificado de investimentos e não posso orientar nenhuma pessoa a comprar ou vender determinado ativo. Os comentários e respostas para os leitores são simplesmente trocas de idéias entre investidores.

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