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Archive for dezembro \30\America/Sao_Paulo 2019

Resultado 2019

30 de dezembro de 2019 12 comentários

2019 encerrando e um resultado absolutamente exceptional! 120%! Muito feliz e grato pelo rendimento obtido.

Se considerarmos que a taxa da SELIC continua baixando e chegou no patamar de 4,5%, os investimentos em renda variável viraram essenciais e que bom que estamos conseguindo ter sucesso nesse mercado de ações!

E por incrível que pareça ainda poderia ter sido mais rentável ainda se eu não tivesse encerrado algumas operações prematuramente conforme detalhei no post Revisão das operações encerradas antes do stop ATR. Detalho mais também a questão de um stop por tempo em ações que ficam em lateralização dos preços por muito tempo.

Um recurso que comecei a utilizar no fim desse ano quando surgiram novas oportunidades e eu não tinha dinheiro disponível em conta e também não queria vender antecipadamente nenhuma ação para fazer a troca, foi fazer operações a termo. Detalho um pouco mais nesse mesmo post. Enfim, se eu tivesse começado a usar o termo mais cedo no ano para comprar novas ações ao invés de vender para trocar, provavelmente meu resultado teria sido bem superior. Em épocas que estiver com o dinheiro todo alocado em ações, com o risco da carteira reduzido, provavelmente irei fazer uso do termo daqui pra frente para otimizar meus rendimentos mas mantendo o risco controlado. Mas aqui vai um ALERTA! Esse tipo de operação só é recomendado para traders mais experientes e com muita gestão de risco, pois se trata de uma operação alavancada, onde usamos mais dinheiro do que temos para operar.

Nos últimos 2 anos, mas com mais frequência neste ano, eu resolvi fazer uma variação na entrada de algumas ações pelo gráfico diário, quando havia alguma ação em tendência de alta onde no gráfico semanal não faziam nenhuma correção de pelo menos uma semana, todo novo candle semanal fazia uma máxima maior que a anterior, não dando espaço para entrada pelo meu setup. Os resultados desses testes eu detalhei no post Revisão das operações com entrada pelo gráfico diário. E agora vou fazer backtests com entradas sempre pelo gráfico diário e comparando com as entradas tradicionais pelo gráfico semanal, vamos ver se fica mais interessante ou não, se mudarei para um setup 3.0 ou se ficarei no 2.0 mesmo!

Conclusão: o setup 2.0 mostrou-se extremamente eficaz na seleção de ações fogueteiras que colaboraram com um excelente rendimento. Também foi um ano de novos aprendizados e evoluções.

Segue a tabela de rentabilidade da minha carteira desde o início (maio/2009), juntamente com o IBOV no mesmo período:

Ano Estratégia Minha Carteira Acumulado IBOV Acumulado
2009 v1 71,86% 71,86% 45,01% 45,01%
2010 v1 121,56% 280,77% 1,05% 46,53%
2011 v1 -10,47% 240,91% -18,13% 19,97%
2012 v1 7,02% 264,84% 7,38% 28,82%
2013 v1 -1,50% 259,37% -15,49% 8,87%
2014 v1 6,16% 281,50% -3,02% 5,58%
2015 v1 5,29% 301,68% -13,30% -8,46%
2016 v1 -1,33% 296,34% 40,49% 28,60%
2017 v2 44,32% 472,01% 26,86% 63,14%
2018 v2 71,59% 881,50% 15,03% 87,66%
2019 v2 120,22% 2.061,44% 31,58% 146,93%

O histórico completo das minhas operações realizadas pode ser acessado através deste post.

Um excelente ano de 2020 de ótimos trades e com muita saúde, felicidade, paz e harmonia para todos nós!

Abraços,

Rodrigo Sibin Lichti

Categorias:Carteira, Resultados

Revisão das operações com entrada pelo gráfico diário

28 de dezembro de 2019 6 comentários

Minha estratégia sempre foi exclusivamente pelo gráfico semanal por se tratar de operações de longo prazo. Os gráficos são mais harmônicos e fazem menos ruídos de movimentações de curto prazo.

Porém aconteciam situações que me deixava ansioso, quando havia alguma ação em tendência de alta onde no gráfico semanal não faziam nenhuma correção de pelo menos uma semana, todo novo candle semanal fazia uma máxima maior que a anterior, não dando espaço para entrada pelo meu setup.

Foi então esse ano que resolvi testar uma variação de entrada. Todas as regras permaneciam iguais com exceção da análise da correção, que nesses casos eu resolvi fazer pelo gráfico diário.

No total foram 7 operações que fiz nessa modalidade. Algumas dessas ações eu vendi antes de pegar no stop ATR conforme detalhei no post anterior, porém aqui não vou levar isso em consideração pois o tema da análise é outro.

Nos gráficos abaixo, a seta azul indica onde fiz a entrada. A seta amarela indica onde teria sido a entrada se eu esperasse uma correção pelo gráfico semanal, conforme o setup original.

 

MOVI3

Semanal:

Diário:

A ação vinha de 7 semanas seguidas de alta e então resolvi fazer a entrada após uma correção no gráfico diário. Nesse caso 2 semanas depois teria dado uma entrada pelo gráfico semanal também.

Variação do preço até hoje: 83%

 

PPLA11

Semanal:

Diário:

A ação vinha de 3 semanas seguidas de alta. Nesse caso não teria havido entrada pelo gráfico semanal pois a ação simplesmente despencou alguns dias depois que entrei.

Variação do preço até o stop inicial: -12%

 

JSLG3

Semanal:

Diário:

A ação vinha de 6 semanas seguidas de alta. A entrada pelo gráfico semanal teria ocorrido 7 semanas depois, 27% acima da entrada pelo gráfico diário, e provavelmente teria pegado o stop inicial.

Variação do preço até hoje: 81%

 

QUAL3

Semanal:

Diário:

A ação vinha de 9 semanas seguidas de alta. A entrada pelo gráfico semanal teria ocorrido 8 semanas depois, 39% acima da entrada pelo gráfico diário, porque o mega candle verde pouco depois da seta azul foi um gap enorme de alta, o que não teria entrado na ordem de start.

Variação do preço até hoje: 89%

 

JHSF3

Semanal:

Diário:

A ação vinha de 5 semanas seguidas de alta, porém houve um intervalo com uma correção curta de 1 candle que eu não entrei naquele momento, resolvi entrar depois que a forte alta confirmou a força da tendência que eu estava meio desconfiado. A entrada pelo gráfico semanal teria ocorrido 8 semanas depois, 16% acima da entrada pelo gráfico diário.

Variação do preço até hoje: 88%

 

HBOR3

Semanal:

Diário:

A ação vinha de 5 semanas seguidas de alta, tendo uma pequena correção de 1 candle no meio que não cheguei a entrar. A entrada pelo gráfico semanal teria ocorrido 5 semanas depois, 22% acima da entrada pelo gráfico diário.

Variação do preço até hoje: 24%

 

POSI3

Semanal:

Diário:

A ação vinha de 6 semanas seguidas de forte alta. Não teria dado entrada pelo gráfico semanal até o momento.

Variação do preço até hoje: 30%

 

Conclusão

Das 7 operações que fiz utilizando rompimento do gráfico diário, 6 foram com sucesso e 1 não. Ainda são poucos dados para considerar uma regra mas nesse ano essas operações foram vantajosas e tecnicamente válidas.

Vendo a vantagem com relação às entradas posteriores nos gráficos semanais me faz pensar num estudo mais abrangente de sempre considerar uma entrada pelo gráfico diário ao invés do semanal para evitar ao máximo deixar a ação correr muito antes de dar uma pausa para minha entrada. Talvez uma entrada pelo gráfico diário em ações com FR acima de 90 possa otimizar mais o setup. Vou tentar fazer um estudo mais concreto em breve sobre isso.

Mas por enquanto vou continuar fazendo entradas pelo gráfico diário quando as ações não fizerem correções no gráfico semanal.

Abraços para todos e bons estudos e trades!

Rodrigo Sibin Lichti

Obs: As informações colocadas aqui são simplesmente meus registros pessoais, não são recomendações de investimentos para outras pessoas. Não sou profissional certificado de investimentos e não posso orientar nenhuma pessoa a comprar ou vender determinado ativo. Os comentários e respostas para os leitores são simplesmente trocas de idéias entre investidores.

Atualização semanal – 28/12/2019

28 de dezembro de 2019 2 comentários

Nenhuma compra feita essa semana.

Ajustes de stop:

TRIS3: de 11,10 para 11,53
JSLG3: de 19,42 para 20,97
JHSF3: de 5,16 para 5,43 (primeiras posições)
JHSF3: de 5,22 para 5,43 (terceira posição – agora juntando com as anteriores)
CNTO3: de 25,75 para 26,23

Nenhum stop atingido.

Nenhuma oportunidade de entrada para essa semana.

No radar do mês: AZEV4, CCPR3, CGAS5, EZTC3, FHER3, GSHP3, LOGN3, MMXM11, PFRM3, PRIO3, QUAL3, RSID3, SLED3, SQIA3, WHRL4.

Minha carteira atual de Trend Following:

Data Entrada Ação Preço Compra Estratégia Variação Stop atual
02/01/2019 TRIS3 4,16 Rompimento Semanal 266,11% 11,53
25/02/2019 JSLG3 9,15 Rompimento Semanal 188,96% 20,97
24/06/2019 TRIS3 6,52 Rompimento Semanal 133,59% 11,53
25/06/2019 JSLG3 14,62 Rompimento Diário 80,85% 20,97
24/07/2019 JHSF3 3,76 Rompimento Diário 87,77% 5,43
30/09/2019 ALPA4 26,19 Rompimento Semanal 24,70% 26,38
18/10/2019 JHSF3 4,35 Rompimento Semanal 62,30% 5,43
18/11/2019 HBOR3 3,64 Rompimento Diário 23,63% 3,19
02/12/2019 JHSF3 5,86 Rompimento Semanal 20,48% 5,43
03/12/2019 CNTO3 29,36 Rompimento Semanal 19,21% 26,23
03/12/2019 POSI3 7,94 Rompimento Diário 29,85% 8,13
12/12/2019 POSI3 11,65 Rompimento Diário -11,50% 9,29

*Preço de compra ajustado por proventos

Bons trades!

Rodrigo Sibin Lichti

Obs: As informações colocadas aqui são simplesmente meus registros pessoais, não são recomendações de investimentos para outras pessoas. Não sou profissional certificado de investimentos e não posso orientar nenhuma pessoa a comprar ou vender determinado ativo. Os comentários e respostas para os leitores são simplesmente trocas de idéias entre investidores.

Categorias:Carteira, Oportunidades

Planilha com indicador FR (Força Relativa) das ações BOVESPA – 28/12/2019

Segue a planilha mensal com as ações da BOVESPA e o valor dos FR:

FR_Acoes_2019-12-28.xlsx

Obs: pode haver distorções (cálculos errados) em algumas ações devido ao atraso no ajuste de preços de proventos ou eventos corporativos pelo meu provedor atual de dados do Metastock.

Abraços a todos e bons trades!

Rodrigo Sibin Lichti

Obs: As informações colocadas aqui são simplesmente meus registros pessoais, não são recomendações de investimentos para outras pessoas. Não sou profissional certificado de investimentos e não posso orientar nenhuma pessoa a comprar ou vender determinado ativo. Os comentários e respostas para os leitores são simplesmente trocas de idéias entre investidores.

Categorias:Materiais

Revisão das operações encerradas antes do stop ATR

28 de dezembro de 2019 4 comentários

Nos últimos 2 anos eu encerrei algumas operações prematuramente, vendendo ações antes de atingir o stop ATR, por considerar que a força da tendência estava ficando cada vez mais fraca e outras oportunidades mais interessantes estavam surgindo.

Depois de ter passado um bom tempo após as vendas, resolvi fazer uma análise para ver o que aconteceu com cada ação depois da minha saída.

No total foram 12 ações, que mostrarei na sequência.

A seta azul indica o candle semanal que fiz a saída. A seta vermelha indica onde teria sido a saída pelo setup, quando atingisse o stop móvel. Em alguns casos não teria tido saída até hoje.

Colocarei um valor aproximado de variação de preços do meu ponto de saída para o ponto se tivesse continuado estritamente no setup. Aproximado porque os gráficos são ajustados por proventos.

 

FLRY3 – 19/10 e 27/11/2017

Preço médio de venda antecipado = R$ 26,20
Preço de venda pelo setup = R$ 23,28
Diferença = -11%

 

ANIM3 – 05/03/2018

Preço de venda antecipado = R$ 26,10
Preço de venda pelo setup = R$ 22,71
Diferença = -13%

 

UNIP6 – 25/02/2019

Preço de venda antecipado = R$ 33,80
Preço de venda pelo setup = R$ 28,47
Diferença = -16%

 

MGLU3 – 25/03/2019

Preço de venda antecipado = R$ 21,70
Preço atual da ação = R$ 48,73
Diferença = +124%

 

HGTX3 – 18/04/2019

Preço médio de venda antecipado = R$ 30,00
Preço atual da ação = R$ 34,00
Diferença = +13%

 

JHSF3 – 22/05 e 07/06/2019

Preço de venda antecipado = R$ 2,40
Preço atual da ação = R$ 7,06
Diferença = +194%

 

LOGN3 – 07/06/2019

Preço de venda antecipado = R$ 8,70
Preço de venda pelo setup = R$ 15,63
Diferença = +79%

 

KEPL3 – 24/06/2019

Preço de venda antecipado = R$ 19,30
Preço de venda pelo setup = R$ 19,22
Diferença = -0,5%

 

BIDI4 – 24/06/2019

Preço de venda antecipado = R$ 9,95
Preço de venda pelo setup = R$ 14,73
Diferença = +48%

 

IRBR3 – 25/06 e 01/07/2019

Preço médio de venda antecipado = R$ 33,40
Preço atual da ação = R$ 39,52
Diferença = +18%

 

QUAL3 – 24/07/2019

Preço médio de venda antecipado = R$ 20,00
Preço atual da ação = R$ 37,67
Diferença = +88%

 

MOVI3 – 30/09 e 11/10/2019

Preço médio de venda antecipado = R$ 14,80
Preço atual da ação = R$ 19,12
Diferença = +29%

 

Das 12 vendas antecipadas, posso dividir em 3 categorias:

– Em 4 delas eu vendi por um preço superior ao que queria vendido pelo stop ATR: FLRY3, ANIM3, UNIP6, KEPL3.
– Em 3 delas eu venderia por um preço um pouco maior do que vendi: HGTX3, IRBR3, MOVI3.
– Em 5 delas eu deixei de ganhar um alto percentual de lucro: MGLU3, JHSF3, LOGN3, BIDI4, QUAL3.

Na primeira categoria me dei bem, vendi antes e tive vantagem. Na segunda categoria eu também considero vantagem pois apesar de ter tido uma pequena variação positiva, demorou vários meses e com isso perderia outras oportunidades (com exceção de MOVI3 que ainda é um pouco recente). Agora com certeza na terceira categoria foi onde não valeu nem um pouco a pena ter vendido antes, pois houve movimentos fortes de alta, em alguns deles mais de 100% de variação após minha saída.

Mas eu vejo que a análise é mais complicada que isso, pois ao mesmo tempo que deixei de ganhar com essas 5, eu ganhei com outras que comprei. Por exemplo, comprei TRIS3 e JSLG3 no fim de junho e tiveram forte alta até aqui. A própria JHSF3 eu acabei recomprando algumas semanas depois, deixando de ganhar uma parte do movimento obviamente. E nas 7 ações dos primeiros grupos, várias delas demorariam meses para ter dado stop, deixando o dinheiro parado praticamente. Pensando numa análise de carteira, fica difícil saber se valeu e vale a pena a venda antecipada das ações que aparentam estar perdendo força na tendência.

Analisando individualmente as ações, me parece que não vale a pena sair tão cedo, tem que haver um pouco mais de paciência para deixar fluir e ver se a tendência continuará forte ou não. Em alguns casos uma ação com FR acima de 90 que teve uma desaceleração da tendência, é só um preparo para um estouro posterior, portanto vale a pena esperar para pagar para ver.

Fiz um estudo de todas as ações que tiveram compra pelo meu setup nos últimos 15 anos e cheguei a conclusão que não é interessante fazer saídas antecipadas muito cedo em ações com algumas semanas de congestão. Em valores objetivos, o stop por tempo mínimo é de 22 semanas depois do último topo. Isso significa que após os preços fazerem um novo topo, e em seguida fazer uma correção e posteriormente entrar num congestão, se os preços não romperem esse topo em 22 semanas é válido fazer uma venda antecipada, ou stop por tempo. E o stop por tempo ideal seria de 24 a 26 semanas.

Esse estudo mostra que uma ação com FR alto que estava em forte tendência e de repente os preços lateralizaram, em até 26 semanas há uma grande probabilidade dos preços romperem e dispararem novamente. Se passar de 26 semanas e o preço estiver nessa congestão ainda, as chances maiores indicam que a tendência forte deve ter finalizada e então vale a pena vender antecipadamente.

Um recurso que comecei a utilizar no fim desse ano quando surgiram novas oportunidades e eu não tinha dinheiro disponível em conta e também não queria vender antecipadamente nenhuma ação para fazer a troca, foi fazer operações a termo. Essa é uma modalidade que basicamente a corretora de empresta dinheiro a um juros baixo (em torno de 0,5% a.m.), usando as minhas ações como garantia, e então faço a compra da ação que eu quero. Com isso posso esperar o tempo necessário para ver as ações que tenho se vão continuar andando ou não, e ainda assim abrir novas posições. Mas aqui vai um ALERTA! Esse tipo de operação só é recomendado para traders mais experientes e com muita gestão de risco, pois se trata de uma operação alavancada, onde usamos mais dinheiro do que temos para operar. No meu caso, estou fazendo com muita cautela, o risco da minha carteira estava em somente 2% sendo que meu limite é 6%, portanto tinha uma boa margem de risco para novas operações e por isso resolvi fazer, abrindo 2 operações a termo com 1% de risco do meu capital em cada.

Então esse foi um ano com alguns arrependimentos gerados pela ansiedade de ver novas oportunidades passando na janela e a falta de paciência de esperar as ações darem os frutos. Mas tudo isso faz parte do aprendizado, o mais importante é sempre analisar as operações realizadas, ver onde estamos acertando, onde estamos errando e onde podemos melhorar. Testar novas abordagens é positivo, afinal com eles podemos evoluir nos investimentos. Se um teste não deu certo, damos um passo para trás e seguimos o jogo. Agora que fiz os testes e determinei objetivamente um valor para stop por tempo, dará mais segurança quando decidir vender antecipadamente, bem como saberei que devo ter mais paciência em eventuais congestões pois em várias ocasições haverá uma boa recompensa depois.

Abraços para todos e bons estudos e trades!

Rodrigo Sibin Lichti

Obs: As informações colocadas aqui são simplesmente meus registros pessoais, não são recomendações de investimentos para outras pessoas. Não sou profissional certificado de investimentos e não posso orientar nenhuma pessoa a comprar ou vender determinado ativo. Os comentários e respostas para os leitores são simplesmente trocas de idéias entre investidores.

Atualização semanal – 20/12/2019

Nenhuma compra feita essa semana.

Ajustes de stop:

JSLG3: de 18,70 para 19,42
JHSF3: de 5,14 para 5,16 (primeiras posições)

Nenhum stop atingido.

Nenhuma oportunidade de entrada para essa semana.

No radar do mês: AMAR3, CCPR3, CNTO3, CTKA4, EVEN3, EZTC3, GPCP3, LOGN3, PFRM3, POSI3, QUAL3, RDNI3.

Minha carteira atual de Trend Following:

Data Entrada Ação Preço Compra
Estratégia Lucro Stop atual
02/01/2019 TRIS3 4,16 Rompimento Semanal 244,47% 11,10
25/02/2019 JSLG3 9,15 Rompimento Semanal 172,13% 19,42
24/06/2019 TRIS3 6,52 Rompimento Semanal 119,79% 11,10
25/06/2019 JSLG3 14,62 Rompimento Diário 70,31% 19,42
24/07/2019 JHSF3 3,76 Rompimento Diário 79,79% 5,16
30/09/2019 ALPA4 26,19 Rompimento Semanal 23,52% 26,38
18/10/2019 JHSF3 4,35 Rompimento Semanal 55,40% 5,16
18/11/2019 HBOR3 3,64 Rompimento Diário 17,58% 3,19
02/12/2019 JHSF3 5,86 Rompimento Semanal 15,36% 5,22
03/12/2019 CNTO3 29,36 Rompimento Semanal 13,28% 25,75
03/12/2019 POSI3 7,94 Rompimento Diário 39,17% 8,13
12/12/2019 POSI3 11,65 Rompimento Diário -5,15% 9,29

*Preço de compra ajustado por proventos

Bons trades!

Rodrigo Sibin Lichti

Obs: As informações colocadas aqui são simplesmente meus registros pessoais, não são recomendações de investimentos para outras pessoas. Não sou profissional certificado de investimentos e não posso orientar nenhuma pessoa a comprar ou vender determinado ativo. Os comentários e respostas para os leitores são simplesmente trocas de idéias entre investidores.

Categorias:Carteira, Oportunidades

Atualização semanal – 14/12/2019

Novas entradas (compras) ocorridas essa semana:

POSI3 a R$11,65

Ajustes de stop:

JSLG3: de 18,21 para 18,70
JHSF3: de 4,84 para 5,14 (primeiras posições)
ALPA4: de 25,37 para 26,38
POSI3: de 8,05 para 8,13

Nenhum stop atingido.

Nenhuma oportunidade de entrada para essa semana, porém estou de olhos atentos em PFRM3, saiu de FR 30 e já está em 91 em 2 semanas. Está fazendo movimento parecido com POSI3.

No radar do mês: AMAR3, CCPR3, CNTO3, CTKA4, EVEN3, EZTC3, GPCP3, LOGN3, PFRM3, POSI3, QUAL3, RDNI3.

Minha carteira atual de Trend Following:

Data Entrada Ação Preço Estratégia Variação Stop
02/01/2019 TRIS3 4,16 Rompimento Semanal 249,04% 11,10
25/02/2019 JSLG3 9,15 Rompimento Semanal 163,50% 18,70
24/06/2019 TRIS3 6,52 Rompimento Semanal 122,70% 11,10
25/06/2019 JSLG3 14,62 Rompimento Diário 64,91% 18,70
24/07/2019 JHSF3 3,76 Rompimento Diário 78,46% 5,14
30/09/2019 ALPA4 26,19 Rompimento Semanal 26,77% 26,38
18/10/2019 JHSF3 4,35 Rompimento Semanal 54,25% 5,14
18/11/2019 HBOR3 3,64 Rompimento Diário 17,31% 3,19
02/12/2019 JHSF3 5,86 Rompimento Semanal 14,51% 5,22
03/12/2019 CNTO3 29,36 Rompimento Semanal 12,40% 25,75
03/12/2019 POSI3 7,94 Rompimento Diário 41,06% 8,13
12/12/2019 POSI3 11,65 Rompimento Diário -3,86% 9,29

Preço de compra ajustado por proventos

Bons trades!

Rodrigo Sibin Lichti

Obs: As informações colocadas aqui são simplesmente meus registros pessoais, não são recomendações de investimentos para outras pessoas. Não sou profissional certificado de investimentos e não posso orientar nenhuma pessoa a comprar ou vender determinado ativo. Os comentários e respostas para os leitores são simplesmente trocas de idéias entre investidores.

Categorias:Carteira, Oportunidades

Como perder o medo de investir na bolsa de valores

8 de dezembro de 2019 2 comentários

A bolsa de valores está ficando cada vez mais popular no Brasil. Cada ano que passa mais brasileiros estão entrando na B3 (antiga Bovespa) para comprar ações.

Os motivos podem ser alguns como:

  • Desejo de obter ganhos mais expressivos para seus investimentos
  • Possível retomada da economia do país
  • Forte queda da taxa básica de juros SELIC, que determina a base dos investimentos de renda fixa
  • Maior acesso à informação para aprender a investir, através de conteúdos gratuitos de sites, vídeos e relatórios, como também cursos pagos
  • Efeito manada de ver o índice Bovespa (IBOV) subindo com uma certa constância nos últimos 4 anos e querer fazer parte do movimento
  • entre outros…

Até início dos anos 2000 havia menos de 90 mil investidores pessoas físicas ativas, ou seja, que possuiam ações. De 2004 a 2008 houve um forte crescimento de investidores na bolsa, que foi mantido até 2016 praticamente, e nos últimos 3 anos essa quantidade voltou a crescer fortemente, passando de 1,5 milhão de pessoas ativas.

Os dados podem ser vistos na tabela abaixo:


Fonte: http://www.b3.com.br/pt_br/market-data-e-indices/servicos-de-dados/market-data/consultas/mercado-a-vista/historico-pessoas-fisicas/

Apesar do forte crescimento, em percentual ainda representa uma parcela minúscula da população brasileira. O Brasil tem uma população aproximada de 202 milhões de habitantes, portantos os investidores ativos em bolsa representam menos de 1% da população total. Mas o importante é a conscientização do brasileiro para essa modalidade de investimento e o crescimento gradual, visto que culturalmente não é um investimento nem um pouco tradicional, como são os imóveis.

Que a bolsa é um ótimo lugar para se investir, isso é fato, basta pegarmos valorizações de várias ações que superaram os 100%, ações que triplicaram seu valor ou muito mais. Se analisarmos fundos de investimentos de ações veremos muitos fundos com rentabilidades históricas muito interessantes também. Nos últimos anos praticamente todos ouviram falar da famosa Magazine Luiza (MGLU3). Ela simplesmente multiplicou seu valor mais de 400 vezes (isso mesmo, quatrocentas!!!), do seu valor mais baixo em dezembro de 2015 até seu valor mais alto em novembro de 2019. Todos querem um pedacinho disso! Ela instigou muitos de fora da bolsa e se interessar um pouco por esse mercado.

No post que fiz de título “A importância dos aportes regulares na construção de riqueza” eu faço algumas simulações investindo na bolsa por 20 anos, com resultados passados reais que obtive de um fundo de investimento em ações, mostrando quão interessante pode ser investir em ações no longo prazo.

Então é fato que esse mercado favorece excelentes negócios e rentabilidades. Mas obviamente como se trata de renda variável, inclui riscos, e aí que o bicho pega pra grande maioria.

 

Minha história de medo da bolsa

Muitas pessoas tem interesse em investir em ações mas tem medo de perder seu dinheirinho, arduamente ganhado e poupado. Outras já ficam desesperadas só de pensar no assunto e não demonstram interesse algum. Eu estava nessas categorias também no passado, mais pra segunda, sempre fui da linha conservadora para muitas coisas em minha vida, e com dinheiro principalmente! Então eu já tinha definido que iria poupar parte do meu salário mensal, no mínimo 10% mas de preferência uns 30%, e iria investir a vida inteira em alguma renda fixa. E eu estava muito confortável com isso, afinal depois de um certo dinheiro poupado os juros compostos iriam me ajudar muito na multiplicação do capital.

Num primeiro momento, durante minhas leituras de livros de finanças pessoais (que listo no menu “Livros“), lendo o famoso “Pai Rico, Pai Pobre” e as várias continuações (leitura obrigatória), ele menciona que basicamente existem 2 formas de ficar rico, sendo dono de empresa ou negócio, ou sendo investidor, em ações, imóveis ou qualquer outro segmento. Imóveis eu nunca me interessei, e também não tinha dinheiro para comprar um em começo de carreira profissional. Na época também não existiam fundos imobiliários. Ações eram extremamente arriscados na minha concepção, então eu nem sonhava com isso, dava pavor só de pensar! Então na questão de investimentos eu ficaria na renda fixa mesmo. Na seção de dono de empresa, ele colocava 3 subitens: empresa tradicional, franquia ou marketing multinível. Eu estava em início de carreira profissional na área de TI e não tinha interesse em montar empresa, sendo de marca própria ou franquia. Mas o marketing multinível (MMN) me pareceu interessante para aumentar minha renda e talvez atingir riqueza, devido ao seu modelo de negócio e projeção de ganhos. Então eu tentei por alguns poucos anos me dedicar em paralelo ao meu trabalho como empregado, desenvolver um ou outro negócio de MMN. Não vou citar quais foram para não ficar embaraçoso rs, mas não foi muito pra frente, e acabei desistindo. Mas as ações e bolsa de valores eram totalmente fora de cogitação até então.

Até que um dia me caiu a ficha. Em 2007, lendo o livro “Os Segredos da Mente Milionária” (leitura obrigatória também), com vários exemplos e depoimentos ao longo do livro sobre ações e lucros, eu me convenci que poderia ser interessante tentar investir na bolsa para caminhar em direção a minha independência financeira. Eu não comecei ler esse livro por causa do tema de ações, na verdade nem é o tema principal e ele não fala muito sobre isso, mas falou o suficiente para mim. Não sei explicar, simplesmente deu um estalo em minha cabeça e me deu essa vontade de pesquisar sobre o tema. O medo paralisador saiu um pouco de cena e eu me abri para o desconhecido, no mínimo me dei a chance e oportunidade de um aprendizado novo. Porque o medo paralisador que me impedia de ir para frente era baseado em ignorância (de conhecimento) e em notícias que ouvia por aí, tanto de pessoas quanto das mídias.

Mas enfim resolvi pesquisar sobre o assunto, não concentrando em medo, mas sim em aprendizado. Não iria colocar dinheiro algum num primeiro momento, iria aprender, entender como funciona, ver se é um assunto que eu iria gostar ou não, e se seria um risco que faria sentido correr ou não. Enfim, antes de deixar o medo dominar, resolvi aprender, aí a decisão de investir ou não em ações seria baseado no meu racional e nos meus gostos, mas não no medo. E foi aí que comecei minha jornada nesse mercado.

Mas nem todas as pessoas tem esse “click” para se dar uma nova oportunidade de aprendizado financeiro na vida, e o medo continua lá, às vezes a vida inteira, e com isso elas não se permitem investir em mercados de renda variável onde poderiam ter um futuro financeiro muito melhor, seja se aposentando com mais qualidade de vida, ou atingindo a independência financeira bem antes da aposentadoria, alguns ainda relativamente bem jovens, podendo então fazer o que quiserem da vida, trabalhar com o que gostam, aproveitar mais a vida onde o dinheiro pode ajudar. Se continuar trabalhando como empregado, não temer uma possível demissão mais, pois sabe que tem uma renda mensal passiva. Mas para isso tem que aprender a dominar aquele medo. Como diz o ditado na minha terra: “Quem não arrisca, não petisca!”, ou seja, quem não corre riscos, não consegue realizar algo diferente e possivelmente melhor.

Então para os que não conseguiram virar essa chave do medo de perder dinheiro na bolsa até hoje que escrevo esse artigo. Com algumas explicações e dicas, baseado na minha crença e no meu modo de ver e investir em ações, que me dão uma tranquilidade grande para investir mais de 90% do meu capital acumulado em ações, e dormir tranquilamente à noite, mesmo com as oscilações normais do mercado, e mesmo também com uma crise podendo ocorrer em qualquer ano ou momento.

 

Brasileiros e americanos

Com a renda fixa rendendo pouco atualmente, diversificar em algum investimento de renda variável ficou essencial. Não muito antigamente uma boa renda fixa rendia 18% ao ano, “livre de riscos”. Quem iria querer arriscar perder dinheiro para ganhar na média uns 25% ao ano talvez. Realmente fazia muito sentido ficar somente na renda fixa. Mas hoje com renda fixa rendendo 5% ao ano, a história mudou.

Americanos investem em ações há décadas, talvez mais de um século. É cultural, mais de 50% das pessoas fazem. Apesar disso, a grande maioria investe sem nenhum tipo de controle, sem avaliar os riscos de nenhuma forma!

Já vi reportagens dizendo que na crise americana de 2000, muitas ações cairam mais de 90% e muitos aposentados que dependiam desses fundos como suas aposentadorias tiveram seu dinheiro dizimado, sendo necessário voltar a trabalhar com idade avançada porque não coseguiam mais se manter. Muito triste isso.

Então certo grau medo faz bem, aquele medo que faz analisarmos a situação de forma completa, traçarmos todos os cenários possíveis na cabeça e SEMPRE fazer as seguintes perguntas: “Qual a pior situação que pode acontecer?” e “Qual será a consequência para mim se isso acontecer?”. Se a resposta para a segunda pergunta for algo muito ruim, em qualquer aspecto, algo que te desestabilizará muito, então é necessário se fazer a terceira pergunta: “Como fazer para minimizar ou evitar ao máximo essa situação, caso eu resolva investir nesse mercado?”.

Muito provavelmente quase todos aqueles americanos que perderam absurdamente em 2000 nunca se fizeram nenhuma dessas perguntas. Porque a maioria compra ações e “esquece”, é um compra para o resto da vida, o famoso “Buy and Hold” como é conhecido no mercado. Mas se esses investidores tivessem feito essas perguntas, seus destinos financeiros com certeza seriam bem diferentes dessa “fatalidade”. Enfim, qualquer pessoa que invista em ações pode passar por situação semelhante se não investir com sabedoria.

Se você está achando que está começando a fica meio chato essa história de ficar questionando sobre qualquer investimento, se acha que está começando a dar trabalho esse negócio de estudar e pensar para investir em ações, então para tudo! Bolsa não é lugar para amadores! Você não precisa ser nenhum especialista com formação acadêmica e pós-graduação para investir, mas precisa se interessar pelo assunto e estudar o básico necessário para saber o que está fazendo e tomar as decisões conscientes. Esse estudo não é difícil nem demorado, mas precisa ser feito. Se você está acostumado a colocar o dinheiro em qualquer produto que o banco oferece e não precisar esquentar a cabeça com mais nada, precisa mudar a mentalidade para investir na bolsa, porque esse tipo de praticidade não existe nesse mercado. Quem resolve investir em ações tem que tomar as rédeas de sua vida financeira e dos seus investimentos.

E se você está achando que esse tipo de comportamento só deve ocorrer no mercado americano, você está enganado! Na minha página Proteção do capital eu mostro vários exemplos de ações que caíram absurdamente também, e nunca mais recuperaram. Vale a pena conferir.

Então muito dessa aversão do brasileiro a bolsa de valores é cultural. Devido a problemas e crises que aconteceram e ainda existem no país, o brasileiro criou um medo enorme de perder dinheiro.

 

Mas então, Como perder o medo de investir na bolsa?

A resposta é: com gestão de risco!

 

Perdas e as emoções

Veja bem, para ser bem claro, você vai perder! Se você investir na bolsa, em algumas ocasiões você vai perder dinheiro. A questão é quanto você vai perder!

Se a você investir R$ 10 mil em ações e perder R$ 100, não me parece muito problema, certo? Representa 1% do que investiu. Mas e se perder R$ 1.000? Bem, agora já fica um pouco desconfortável. Ainda aceitável considerando que é renda variável, mas já desconfortável. E se perder R$ 3.000 ou R$ 5.000? Pô, aí fica ruim hein! Perder um volume grande desses já desanima total. Seria 30% ou 50% do que investi. Falando de R$ 10 mil de investimento a perda dói mas não é tão grande ainda, agora e se fosse R$ 100 mil ou mais?

Parece coisa de outro mundo, alguém perder 30% ou 50% na bolsa. Parece algo muito raro, mas não é! Por incrível que pareça e por mais ilógico que seja, a maioria das pessoas que investem em ações não aceitam perder 1% mas aceitam perder 50%!!! Sim, é isso mesmo! E eu conheço MUITAS pessoas que já fizeram exatamente isso, algumas perdendo mais ainda. É muito mais comum do que você pensa!

E isso basicamente acontece por ego e desespero. Ego porque as pessoas fazem uma aposta numa ação, numa empresa, e acreditam que ela dará lucros para ele, que será uma boa opção de investimento. Só que pode ser que não, e depois de comprar essa ação o preço comece cair. Aí entra o ego que não deixa admitir que fez uma escolha errada, seja na empresa errada ou no momento errado, então não vai vender com um pequeno prejuizo porque quer acreditar de qualquer forma que estava certo quando tomou a decisão. E aí o preço pode cair mais, e o ego fica ainda mais ferido, “Agora que não vendo mesmo!”, é o que mais ouvimos nesses momentos. E pode continuar caindo mais e mais, até onde ninguém sabe e pode prever. Aí depois de ter caído muito, 50%, as vezes 70%, entra o desespero generalizado, a perda foi muito grande, e não para de cair, está perdendo cada vez mais naquela ação, vem aquele momento de dor. Quando essa dor chega no limite, a pessoa quer salvar pelo menos algum dinheiro, para não perder tudo, e vende com um prejuízo monstro. Agora, se a pessoa estivesse investindo e tomando as decisões totalmente com o racional e intelectual, zero com emoções ou achismos, isso não aconteceria.

Esse padrão de atitude das pessoas no mercado é clássico e é dessa forma desde que os mercados existem. É um ciclo de emoções baseado nos preços das ações e pode ser descrito perfeitamente na seguinte imagem:

As pessoas que não tem uma estratégia bem definida e compram ações por impulso, e não sabem o momento que vão vender, normalmente compra as ações na fase de animação a euforia e vendem na fase de pânico a depressão. Elas fazem totalmente o contrário do que deve ser feito. Enquanto fizerem dessa forma, sempre estarão passando apuros e provavelmente sempre estarão perdendo dinheiro na bolsa. A estratégia que será utilizada para investir deve mostrar bons momentos de compras mas também bons momentos de venda, seja para sair com um prejuízo, cortando perdas logo cedo, ou seja para sair com lucro depois de uma boa subida dos preços.

Veja, um ponto importante a comentar é que o preço das ações não tem nenhuma relação direta com os lucros da empresa. Há uma certa tendência de empresas com lucro crescente, os preços das suas ações subirem também, pois mais investidores são atraídos. Porém essa relação não é obrigatória e não funciona sempre. Então é perfeitamente comum uma empresa que esteja apresentando lucros consistentes mas suas ações estarem com preços em queda por semanas ou meses. Então a sua escolha da empresa pode até ter sido boa, porém a ação pode não estar seguindo os números da empresa naquele momento. E isso pode ser temporário ou de prazo maior, a empresa pode estar prestes a passar por algum tipo de apuros e já existem muitos investidores sabendo, por isso estão vendendo e os preços caindo. Mas o motivo não importa! O que importa é que ganhamos dinheiro quando a ação valoriza, então seja qual for o motivo da ação estar desvalorizando, isso não é interessante para os investimentos, portanto é muito arriscado manter uma ação assim em carteira.

 

A matemática das perdas e lucros

Agora vamos usar a lógica um pouco, vamos pensar em termos matemáticos, com o racional. Se a cada ação que eu invisto, se eu estiver errado eu aceito perder R$ 100, e vamos dizer que quando eu acerto eu ganho R$ 700. Vamos agora supor que eu erre mais que um sistema aleatório de cara e coroa de moeda, a cada 3 ações que eu compro, eu erro em 2 e acerto em 1. “Poxa, mas acertar 33% das vezes me parece bem ruim.. Vou perder dinheiro toda hora..”. Ok, mas estamos investindo para ganhar dinheiro ou para mostrarmos que somos os melhores e fazer campeonato de quem acerta mais? A pessoa que estiver querendo acertar tudo e brincar de prever o futuro, recomendo que não faça isso com dinheiro. Enfim, mas qual seria o resultado dessas operações? A cada 3 compras, eu perderia R$ 200 e ganharia R$ 700 (2 erros e 1 acerto), ou seja teria um saldo positivo de R$ 500. Estatisticamente, com 30 operações realizadas ao longo do tempo, eu teria perdido 20 vezes, gerando R$ 2.000 de prejuizo, e teria ganhado 10 vezes, gerando R$ 7.000 de lucro, resultado em R$ 5.000 de lucro.

Então matematicamente podemos ver que é possível ganhar dinheiro com o tempo mesmo perdendo a maioria das vezes! A chave para o mercado é: quando perder, perder pouco, e quando ganhar, ganhar muito. Agora, o que teria acontecido na simulação acima se em cada erro eu perdesse R$ 500 ou R$ 1.000? Com certeza eu teria um resultado negativo com o passar do tempo.

Um ponto importante para perder o medo de investir é saber que se você utilizar uma estratégia boa para investir, testada ao longo de muitos anos, estatisticamente você nunca perderá muito sequencialmente. Isso quer dizer que você perderá eventualmente, sim, mas não perderá 30 ou 50 vezes seguidas. Mesmo em períodos ruins para ações, vamos ganhar em várias operações, portanto os ganhos compensarão as perdas parcialmente ou na totalidade. A taxa de acerto da minha estratégia fica em torno de 40%, baseado em mais de 10 anos de operações. Isso significa que estatisticamente a cada 10 operações, eu ganharei em 4 e perderei em 6. Com o padrão Trend Following, ou seguidor de tendência, que é o tipo da minha estratégia, os lucros são muito superiores que as perdas, na faixa de 10 vezes, às vezes muito mais! Então a matemática fecha. Basta ter paciência e não se abalar quando vierem os trades perdedores.

Na prática, quando eu vou comprar uma ação, eu arrisco 1% do meu capital disponível na corretora. Se tiver R$ 10.000, eu arriscarei R$ 100 por operação. Ou seja, se der errado e o preço cair até meu limite da estratégia, vou perder esse valor. Se eu perder algumas operações seguidas e eu ficar com R$ 9.500, agora cada operação eu arriscarei R$ 95. Da mesma forma se eu ganhar dinheiro e ficar com R$ 15.000, em cada operação eu arriscarei R$ 150, que representa 1% desse novo capital. Isso quer dizer que a medida que meu capital diminui, eu arrisco menos dinheiro, e a medida que meu capital aumenta e que estou tendo êxito, eu arrisco mais dinheiro, mas a proporção do risco será sempre 1% do capital total. Como o risco em reais diminui cada vez que o capital diminui, matematicamente a conta nunca seria quebrada. Mas de novo, as chances de perder 20 ou 30 vezes seguidas são praticamente zero. E se isso acontecer é melhor parar de investir com a estratégia e revisar tudo, porque algo está muito errado.

Lembra que falei anteriormente que invisto mais de 90% do meu capital em ações? Quando digo isso para as pessoas elas pensam que sou louco ou irresponsável com dinheiro. Mas elas pensam isso justamente porque tem a mente de risco máximo na bolsa, que pode perder tudo se tudo começar a cair. Mas como vimos nesses parágros anteriores, isso é possível e feito com muita responsabilidade devido justamente ao extremo controle de risco aplicado nas operações.

Podemos concluir que quem não quer perder, e portanto não vende uma ação com pequeno prejuízo, está arriscando muito mais do que quem aceita perder!

 

Validação da estratégia de investimento ou trading

O estudo e a validação da estratégia a ser utilizada na compra e venda de ações fazem parte fundamental no processo do aprendizado bem como na questão da segurança antes de investir.

É importante utilizar uma estratégia que seja amplamente testada e se possível já utilizada por outras pessoas que obtém êxito através dela.

Uma estratégia descreverá passo a passo tudo que deve ser analisado na tomada de decisão de compra e venda de ações. Ela deve descrever como será feita a seleção de ações, quando será considerado um bom momento de comprar, quando será um bom momento de vender com prejuízo para limitar as perdas, quando será um bom momento de vender para realizar lucros, quando o risco por operação, etc. Enfim, a estratégia deve descrever tudo o necessário para o investimento ou trading.

Eu sugiro pegar uma estratégia que você simpatize e testa-la em dezenas, ou de preferência centenas de gráficos históricos de todas as ações disponíveis, utilizando algum software adequado. Através de cada gráfico você determinará onde teriam sido pontos de compras e de vendas seguindo as regras da estratégia, e anotando os resultados de cada operação fictícia. Isso é o que chamamos backtesting, ou seja, teste no passado.

Depois de testar a estratégia vastamente, se o resultado de tudo isso foi um bom lucro, com uma boa taxa de acerto, lucros grandes e prejuizos pequenos, você de certa forma já vai ter operado, só não com dinheiro real. Mas já vai ter vivenciado muitos e muitos gráficos, com centenas de operações. Você vai ter a segurança para saber que quando for finalmente comprar ações de verdade seguindo essa mesma estratégia, suas chances são grandes de manter resultados semelhantes aos dos testes. E você vai ter vivenciado que os testes geraram várias perdas eventualmente, mas mesmo assim os resultados foram positivos. Isso te dará uma tranquilidade muito maior quando passar por situação semelhante em conta real, quando for operar para valer.

A maioria das pessoas não tem peciência para fazer esses tipos de testes, porém vamos lembrar que estamos falando de dinheiro aqui, cada um tem que pesar o que é importante e com que nível de seriedade quer levar os investimentos. Vamos lembrar que não estamos deixando o dinheiro pro gerente do banco aplicar mais! Portanto os estudos são muito importantes antes de começar a investir.

 

Perdendo dinheiro na prática

Depois de ter entendido a matemática do mercado, de perder pouco e buscar ganhar muito, a hora da prática é um pouco diferente da teoria. Mesmo entendendo isso tudo, é óbvio que NINGUÉM gosta de perder. Mas sabemos que vamos perder como parte do investimento saudável na bolsa. Portanto antes de começar a investir, a pessoa deve procurar fazer um trabalho de reflexão sobre esses momentos de perdas, e não se deixar abalar ou mudar o plano por causa disso. Precisa ter ciência e estar bem emocionalmente quando perder, saber que faz parte do jogo. Continuar seguindo o plano e saber que no médio e longo prazo os resultados tendem a ser positivos, se o histórico da estratégia assim disser.

Com o passar dos anos vai ficando cada vez mais fácil ter esse domínio emocional das pequenas perdas, mas no começo pode ser um desafio maior dependendo da pessoa. E o que podemos fazer no começo dos investimentos para começar a dominar essas emoções negativas das pequenas perdas?

A primeira coisa é determinar o valor em reais que você pode arriscar por trade que não vá te abalar, um valor que para esse momento inicial você considere aceitável, “tranquilo”. Pode ser R$ 500, R$ 200, R$ 100, R$ 50, R$ 20, etc. Enfim, faça um exercício mental e se imagine perdendo cada um desses valores, e veja qual é o seu número. Vai ser o valor que quando você perder (e lembrando, você VAI perder!), não te afetará emocionalmente porque será um valor relativamente pequeno para você. Você saberá que essa perda é parte do processo de investimento e você continuará com a estratégia normalmente da forma que você definiu.

Em segundo, você deve disponibilizar para bolsa somente o dinheiro total que pode colocar em risco. Deve ser um dinheiro que você não precise em pelo menos 1 ano. Não deve ser um dinheiro tirado do seu fundo de emergências, que normalmente fica em alguma renda fixa com alta liquidez. A sugestão é começar com um valor baixo na bolsa de valores, para ir aprendendo e começando a ganhar dinheiro, para só depois aplicar mais dinheiro se assim for a intenção. A idéia é começar com 5% a 20% do seu capital total acumulado, dependendo de quanto você tiver. Se você tiver muito dinheiro, 5% para iniciar deve ser adequado. Se você tiver menos, talvez precise disponibilizar 10% ou 20% para que haja uma quantia razoável para a compra das ações. O importante é que esse valor que será depositado na corretora, seja um valor pequeno perto do que você já tem, dessa forma você ficará psicologicamente bem mais tranquilo, sabendo que estará colocando em renda variável uma parte pequena do seu dinheiro, isso ajudará no seu processo do medo.

 

Crises

Outro medo muito comum em bolsa de valores são as temidas crises. A crise grande mais recente foi a de 2008, que estourou nos EUA e afetou o mundo inteiro. O IBOV caiu 60% e muitas ações caíram mais que isso. As ações da Petrobrás (PETR4) caíram 68%. Muitas pessoas têm medo porque acham que podem perder 60-70% do capital, ou mais, do dia pra noite, sem conseguir se desfazer das ações a tempo. Mas isso não é verdade!

Vejam o gráfico da PETR4 abaixo:

Podemos ver que o preço mais alto ocorreu em 21/05, a partir desse dia os preços começaram a cair. O preço mais baixo ocorreu no dia 21/11, ou seja, exatos 6 meses depois! Vejam que a queda foi gradativa durante todo esse período, caindo um percentual relativamente pequeno a cada dia com barra vermelha. Houve somente alguns dias de maior desespero dos investidores e quedas relativamente maiores.

O ponto chave aqui é que mesmo durante as crises mais fortes, dá tempo de sair tranquilamente. Uma venda de ações seria possível em qualquer momento nesses 6 meses, e não somente lá embaixo.

Na minha estratégia eu sempre fico de fora de crises acentuadas com essa, vendendo todas minha ações que possuia até então, e espero o fim da crise quando os preços voltarem a subir para voltar a comprar. Eu JAMAIS compro ações durante as quedas de preços, pois como pode-se ver no gráfico, qualquer tentativa precoce de compra teria levado a muitos prejuízos!

Então não precisa ter medo de crises, basta saber como identificá-las, normalmente depois que já começaram, com uma queda moderada dos preços, para liquidar todas as ações e ficar simplesmente de fora esperando acabar. Essa é justamente a minha recomendação, não ficar com nenhuma ação em carteira durante crises, evitando assim um desgaste emocional tremendo, como pude testemunhar algumas pessoas nessa época de 2008.

 

Quando já estiver investindo

Vamos falar agora do medo e outras emoções indesejadas que podem surgir durante as operações, quando já tiver começado a comprar ações.

Uma vez que já tenhamos comprado algumas ações, é natural que façamos o acompanhamento delas frequentemente. Para os iniciantes ou para aqueles que ainda não tem certo domínio das emoções, como medo, ansiedade, insegurança, desespero, frutração, etc, eu recomendo o acompanhamento semanal da carteira, olhar as ações somente no fim de semana depois que a bolsa estiver fechada, para ver como foi a semana e fazer o planejamento para a próxima, se vai haver ajustes de vendas, novas entradas ou outra coisa a fazer. Na minha opinião essa é a melhor forma para manter a calma investindo em renda variável. Ficar acompanhando as oscilações das ações durante o dia pode causar muita ansiedade. Durante a semana foque nas outras áreas de sua vida como trabalho, família, saúde, espiritualidade, etc.

Se você tiver algum app no celular, software no computador, home broker ou página da corretora para acompanhamento da carteira de ações, minha recomendação é não ficar acompanhando o valor do capital total atualizado, principalmente em momentos de correções e dias de queda para não afetar psicologicamente de ver o dinheiro alterando para menos. Você deve lembrar que as correções fazem parte do mercado, altas são seguidas de baixas, o mercado anda em ondas! Então sempre vão haver os dias e semanas de queda, não importa o motivo, e na minha opinião é melhor nem ficar tentando descobrir. Desde que esteja dentro da nossa estratégia, deixa cair e foca em outra coisa. Se for para haver continuidade da alta, ela irá continuar em breve, não adianta sofrer por antecedência.

Se os stops (vendas automáticas no home broker) estiverem bem posicionados, pode ficar tranquilo sem abrir o home broker durante a semana que as ações estarão todas bem protegidas. A unica exceção é que o stop pode ser cancelado caso haja algum evento corporativo da empresa como dividendos, juros sobre capital, desdobramentos, etc. O que pode fazer nesses caso é acompanhar sites de proventos no fim de semana para ver se tem algum planejado para a próxima semana e já ficar esperto para entrar no home broker e recadastrar o stop.

 

Próximo passos

Você tinha medo de investir e agora resolveu se dar uma chance nessa modalidade de investimento? Ok, e agora, como prosseguir com o aprendizado?

1) Sugiro a leitura de livros sobre finanças pessoais e sobre bolsa de valores. Se interesse mais por esse assunto. Na seção Livros eu listo todos os livros que li e uma breve opinião sobre cada um.

2) Acesse o conteúdo na íntegra sobre minha Estratégia, onde descrevo detalhadamente toda minha filosofia de investimento em ações, bem como quando considero comprar e vender cada ação. Também entro no detalhe de cálculo de risco e de como decidir quantas ações comprar em cada ocasião. Utilize esse conteúdo como um ponto de início prático no seu aprendizado, e dali você poderá decidir as partes que gosta e as partes que não gosta, buscando novos conteúdos que te agregue na construção da sua própria estratégia.

3) Acesse o artigo Qual o capital mínimo para começar a investir em ações? para tirar dúvidas sobre o tema antes de enviar qualquer dinheiro para a corretora.

4) Procure pessoas mais experientes ou grupos que tenham convicções e pensamentos sobre investimentos semelhantes aos seus de modo a te ajudar nesse processo. Eu não tive ninguém para me direcionar durante todo meu processo de aprendizado e formação da minha forma de investir. Se eu tivesse tido, com certeza o caminho teria sido muito mais fácil.

 

Conclusão

Bem, essas foram as dicas que lembrei para compartilhar. Espero que possa te ajudar a dar o passo a frente, se for do seu interesse. O que eu posso dizer é que na minha opinião vale muito a pena! Aquele primeiro passo que dei lá atrás em 2007, me dando uma oportunidade de aprendizado e de arriscar algo novo porém de forma totalmente controlada, foi a grande chave de virada na minha vida na área de investimentos.  Mas lembrando que tem que fazer da forma certa, com estudo, consciência e usando o racional.

Para finalizar, deixo uma reflexão sobre o medo. Quando se fala em medo de investir, a quase totalidade das pessoas tem medo da renda variável. Quase ninguém tem medo de investir na renda fixa. E será que não deveriam? Ter medo de render muito pouco e o dinheiro quase não crescer? Ter medo do rendimento ser menor que a inflação, e apesar do dinheiro aumentar ter menos poder de compra com o passar do tempo? Ter medo de não atingir seus objetivos de independência financeira ou aposentadoria no longo prazo?

Fica aí a reflexão para vocês! Pensem com carinho pois a área financeira é muito importante para suas vidas!

Comentem o que acharam do artigo e repassem para os amigos que tem aquele medo de investir em ações! Quem sabe pode ajudá-los.

Abraços e bons trades!

Rodrigo Sibin Lichti

Obs: As informações colocadas aqui são simplesmente meus registros pessoais, não são recomendações de investimentos para outras pessoas. Não sou profissional certificado de investimentos e não posso orientar nenhuma pessoa a comprar ou vender determinado ativo. Os comentários e respostas para os leitores são simplesmente trocas de idéias entre investidores.

Categorias:Aprendizado, Artigos

Atualização semanal – 07/12/2019

Novas entradas (compras) ocorridas essa semana:

JHSF3 a R$5,86
CNTO3 a R$29,36
POSI3 a R$7,94

RDNI3 eu acabei cancelando a entrada pois o spread no book de ofertas estava muito alto e com poucos lotes.

Ajustes de stop:

TRIS3: de 10,22 para 11,10
JSLG3: de 16,61 para 18,21
JHSF3: de 4,16 para 4,84 (primeiras posições)
ALPA4: de 25,17 para 25,37
POSI3: de 6,73 para 8,05

Stop atingido:

DMMO3 no stop inicial. Queda fenomenal da ação, caindo 70% em 2 dias. Como abriu o dia 3 já em gap de baixa, o preço de venda ficou 7,50 logo na abertura.

Possíveis entradas para essa semana:

Ação FR Setup Preço entrada Stop inicial Risco
POSI3 98 Rompimento Diário 11,61 9,98 -14,04%

Como em uma semana devido a fortíssima alta POSI3 já saiu da zona de prejuízo, vou fazer uma nova entrada nela.

No radar do mês: AMAR3, CCPR3, CNTO3, CTKA4, EVEN3, EZTC3, GPCP3, LOGN3, POSI3, QUAL3, RDNI3.

Minha carteira atual de Trend Following:

Data Entrada Ação Preço Estratégia Variação Stop
02/01/2019 TRIS3 4,16 Rompimento Semanal 250,96% 11,10
25/02/2019 JSLG3 9,15 Rompimento Semanal 156,17% 18,21
24/06/2019 TRIS3 6,52 Rompimento Semanal 123,93% 11,10
25/06/2019 JSLG3 14,62 Rompimento Diário 60,33% 18,21
24/07/2019 JHSF3 3,76 Rompimento Diário 70,21% 4,84
30/09/2019 ALPA4 26,19 Rompimento Semanal 22,37% 25,37
18/10/2019 JHSF3 4,35 Rompimento Semanal 47,13% 4,84
18/11/2019 HBOR3 3,64 Rompimento Diário 4,12% 3,19
02/12/2019 JHSF3 5,86 Rompimento Semanal 9,22% 5,22
03/12/2019 CNTO3 29,36 Rompimento Semanal 4,39% 25,75
03/12/2019 POSI3 7,94 Rompimento Diário 33,50% 8,05

Preço de compra ajustado por proventos

Bons trades!

Rodrigo Sibin Lichti

Obs: As informações colocadas aqui são simplesmente meus registros pessoais, não são recomendações de investimentos para outras pessoas. Não sou profissional certificado de investimentos e não posso orientar nenhuma pessoa a comprar ou vender determinado ativo. Os comentários e respostas para os leitores são simplesmente trocas de idéias entre investidores.

Categorias:Carteira, Oportunidades

Atualização semanal – 01/12/2019

1 de dezembro de 2019 7 comentários

Novas entradas (compras) ocorridas essa semana:

DMMO3 a R$9,45. Não estava no meu plano da semana passada, nem no meu radar do mês, porém um amigo deu a dica, eu analisei o gráfico e acabei entrando.

Ajustes de stop:

ALPA4: de 24,29 para 25,17

Stop atingido:

Nenhum stop foi atingido.

Possíveis entradas para essa semana:

Ação FR Setup Preço entrada Stop inicial Risco
CNTO3 95 Rompimento Semanal 29,31 25,75 -12,15%
JHSF3 95 Rompimento Semanal 5,85 5,22 -10,77%
POSI3 98 Rompimento Diário 7,91 6,73 -14,92%
RDNI3 96 Rompimento Semanal 14,01 12,18 -13,06%

Obs: meu capital está praticamente todo alocado mas meu risco da carteira está em 1,62%, portanto para CNTO3, JHSF3 e POSI3 eu farei entradas a termo (dinheiro emprestado da corretora), ou seja, operações alavancadas. Vou fazer porque o risco continuará dentro do permitido pelo meu plano.

Obs2: RDNI3 entrarei com 0,5% de risco devido a liquidez menor.

No radar do mês: AMAR3, CCPR3, CNTO3, CTKA4, EVEN3, EZTC3, GPCP3, LOGN3, POSI3, QUAL3, RDNI3.

Minha carteira atual de Trend Following:

Data Entrada Ação Preço Estratégia Variação Stop
02/01/2019 TRIS3 4,16 Rompimento Semanal 219,95% 10,22
25/02/2019 JSLG3 9,15 Rompimento Semanal 133,77% 16,61
24/06/2019 TRIS3 6,52 Rompimento Semanal 104,14% 10,22
25/06/2019 JSLG3 14,62 Rompimento Diário 46,31% 16,61
24/07/2019 JHSF3 3,76 Rompimento Diário 50,80% 4,16
30/09/2019 ALPA4 26,19 Rompimento Semanal 21,34% 25,17
18/10/2019 JHSF3 4,35 Rompimento Semanal 30,34% 4,16
18/11/2019 HBOR3 3,64 Rompimento Diário 0,55% 3,19
25/11/2019 DMMO3 9,49 Rompimento Semanal 9,59% 8,04

Preço de compra ajustado por proventos

Bons trades!

Rodrigo Sibin Lichti

Obs: As informações colocadas aqui são simplesmente meus registros pessoais, não são recomendações de investimentos para outras pessoas. Não sou profissional certificado de investimentos e não posso orientar nenhuma pessoa a comprar ou vender determinado ativo. Os comentários e respostas para os leitores são simplesmente trocas de idéias entre investidores.

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