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Archive for the ‘Estratégias’ Category

Stop por rompimento ou fechamento?

10 de junho de 2018 6 comentários

Quando fiz os testes automáticos para definir os melhores parâmetros para meu setup semanal não cheguei a testar o stop por fechamento. Principalmente porque exige mais psicológico de ver uma semana despencando, talvez bem forte, e vender somente na abertura da próxima semana. Obviamente em muitos casos esse movimento será realmente falso e você terá sorte de ter segurado firme a posição até o fim da semana.

Mas eu resolvi fazer os testes! Usei somente o stop ATR automático por rompimento com multiplicador de 3,5 subtraído do fechamento, que é o que utilizado no meu setup atual, comparando com stops por fechamento com multiplicador 2,5 até 5,0. A regra é esperar fechar o candle abaixo da linha do stop ATR e vender na abertura do candle seguinte. Como o gráfico é semanal isso significa esperar fechar a semana inteira e vender na abertura da próxima, ou seja, segunda-feira.

Por incrível que pareça (não imaginava isso) o melhor resultado em termos de lucro foi do multiplicador 5,0! Eu me recusei a continuar aumentando os valores visto que os stops já ficam longes o suficiente. O resultado geral foi um lucro 26% maior com aumento de 9% de drawdown, o que seria bem interessante. A comparação é feita em relação ao stop por rompimento com multiplicador 3,5 sempre.

Se pegarmos o resultado com o multiplicador 3,5, o lucro fica 9% maior e o drawdown 6% maior, o que já parece médio interessante.

Com multiplicador 3,0 temos outro resultado interessante, o lucro aumenta 23% e o drawdown se mantém igual.

A taxa de acerto piora bem pouco nos casos de stop por fechamento, em torno de 2%.

Agora vou detalhar um pouco mais as análises comparando o stop atual de rompimento com multiplicador 3,5 com os stops por fechamento de multiplicadores 5,0 e 3,0 que considerei os melhores nos testes, sendo um de caráter mais longo e outro mais próximo do que uso hoje.

Um ponto interessante que observei usando o multiplicador 5,0 é que, por ser muito longo, muitas operações ficaram posicionadas por vários anos, mesmo a ação ter ficado as vezes 1-2 anos de lado, mas no fim ter dado um bom rendimento. Na prática isso não ocorreria pois alguns meses que a ação fique de lado e novas oportunidades mais interessantes vão surgindo, eu teria vendido com certeza. Então levando isso em conta provavelmente os resultados acima teriam um lucro reduzido, já que se trata de um parâmetro subjetivo que acabo usando quando a carteira está cheia.

Considerando principalmente o stop com multiplicador 5,0, analisando os gráficos e comparando as operações com o 3,5 por rompimento atual, ele predomina bastante em muitas ações, alguns lucros individuais seriam bem maiores no 5,0. Mas aqui entra um ponto de alerta, infelizmente a minha base de MT5 só tem dados de 2008 pra frente. O ideal seria muito maior, pelo menos 2000 pra frente onde houveram vários ciclos do mercado de alta, baixa e lateralização. Portanto nesses últimos 10 anos posso dizer que o stop de 5,0 por fechamento foi melhor nas ações da Bovespa seguindo todas as outras regras que uso do setup. Porém me deixa inseguro por não ter mais trades para avaliar, se tratando de uma mudança muito relevante no setup que impacta fortemente.

Outro ponto analisando é que o stop fica muito longe com multiplicador 5,0, considerando ainda a margem do valor do indicador até o fechamento, que sempre será mais abaixo. Vi muitos casos que o stop fica 40% abaixo do topo, as vezes mais.

Analisando individualmente as ações usando o multiplicador 3,0 por fechamento, para a grande maioria dos trades o resultado foi praticamente igual ao multiplicador 3,5 por rompimento. Em geral a saída foi muito próxima nos 2 casos, na média os candles fechado abaixo da linha gerada pela subtração do multiplicador 3,0 ficam ao redor da linha gerada pela subtração do multiplicador 3,5. Houveram entre 25-30 casos em que uma saída foi melhor que a outra numa margem pequena.

Houveram poucos casos de destaque de diferença mais significante. No caso onde o rompimento foi melhor, foram EZTC3, ITUB4 e TGMA3. Onde fechamento foi melhor, foram MGLU3, UGPA3, BPAC11 e IGTA3, sendo que de todo o universo geral a MGLU3 foi a única que se destacou absurdamente, outras ações com tendências muito fortes não tiveram situações de violinada assim. Detalharei mais a observação sobre MGLU3.

Com stop por fechamento, tanto com multiplicador 3,0 quanto 5,0, teria um mega ganho ter ficado posicionado na MGLU3 ao invés de ter saído pelo stop de rompimento na semana da mega violinada de outubro de 2016. Estaria ganhando uma boa nota pois comprei a R$4,50 +- e ela chegou a mais de R$120 até então. Esse resultado foi único, foi muito acima dos demais portanto desbalanceou os resultados a favor dos stops por fechamento. Mas o que teria que ser avaliado também é o stress que o trader passaria vendo uma ação cair 30-40% para violinar e subir depois. O emocional deve estar na balança das escolhas também. E nesse caso de MGLU3 voltou, poderia não ter voltado, como aconteceu com algumas outras ações no passado em situações dessa. Se uma situação é extremamente emocionante a outra é violentamente frustrante.

A MGLU3 foi uma divisora de resultados, ela foi bem atípica na sua movimentação, ou seja, ela é um outlier, um valor aberrante na estatística. Se tirarmos ela dos testes, os resultados foram bem próximos. Na verdade, comparando o stop 3,0 por fechamento com o 3,5 por rompimento, gerei os resultados sem considerar a MGLU3 e o stop por rompimento foi melhor, o lucro foi 16% maior e o drawdown igual.

Uma estratégia não é só questão de números e lucro, todos esses fatores devem ser avaliados e definidos por cada um o que é melhor para si de modo a atingir seus objetivos e ficar confortável com seu psicológico. Com a base de dados de somente 10 anos posso dizer que não me sinto confortável com esse tipo de stop, mesmo sendo mais lucrativo nesse período. Se eu tivesse testado em 20 ou 30 anos e desse um resultado igual ou até melhor, eu ainda sim iria pensar bem para tomar uma decisão de qual stop usar.

Não é uma decisão fácil. Do mesmo modo que é difícil ser stopado e ver a ação continuar a voar depois, também não é fácil estar tendo um ótimo lucro e perder tudo num stop longo. Cada pessoa tem um peso maior para cada um desses fatores, e isso define se a pessoa é agressiva, moderada ou conservadora na bolsa de valores. Eu me considero moderado para conservador, com certeza não sou agressivo. Portanto no momento prefiro ter um stop relativamente longo que as ações possam fluir na tendência de longo prazo, mas não tão longo, e também não esperar a semana fechar. Prezo muito pelo estado emocional nos investimentos, mesmo ganhando menos. Prosperidade para mim não é só financeira, envolve outras áreas de bem estar pessoal, e na bolsa de valores é um ambiente muito fácil de bagunçar a cabeça e sensações das pessoas. A muito tempo vendo isso nas outras pessoas sempre foquei ao máximo em escolher estratégias para manter a qualidade de vida. Isso também inclui ter mais tempo, esse é um dos motivos que parei de focar em swing trade e day trade manual.

Portanto depois de muito analisar muitos os gráficos e pensar sobre os resultados, cheguei a conclusão pessoal de manter o stop por rompimento como está, ATR por rompimento com multiplicador de 3,5 (que inclusive retestei e o melhor valor se manteve inalterado).

Mas valeu os testes, sempre é bom novas análises de mercado, sempre aprendemos e observamos coisas novas e tiramos novas conclusões. Talvez algo que não sirva no presente pode servir no futuro.

Abraços para todos e boa semana!

Rodrigo Sibin Lichti

Obs: As informações colocadas aqui são simplesmente meus registros pessoais, não são recomendações de investimentos para outras pessoas. Não sou profissional certificado de investimentos e não posso orientar nenhuma pessoa a comprar ou vender determinado ativo. Os comentários e respostas para os leitores são simplesmente trocas de idéias entre investidores.

Setup para compras em correções da tendência

Há muito tempo acompanho o mercado sempre nos gráficos semanais e montando as operações sempre no rompimentos de topos ou resistências. Frequentemente ações muito interessantes com tendências fortes, que estou de olho para comprar, fazem uma correção um pouco mais forte e isso me impedia ou inviabilizava uma entrada por rompimento devido ao alto risco pelo stop largo.

Sempre que via esse cenário ficava com a pulga atrás da orelha perguntando se não valeria a pena entrar na correção, na retomada do movimento de alta, pois do contrário teria que esperar o rompimento, uma nova correção e um novo rompimento para compra. Vários amigos leitores do blog já fizeram perguntas semelhantes. Minha resposta sempre foi a mesma: tecnicamente é totalmente válido a operação, mas nunca testei e parametrizei e por isso não uso.

Essa semana resolvi testar essa variação do setup. Minha condição de compra seria baseada somente no price action, sem uso de indicadores. O tempo gráfico seria no diário. A compra ocorreria no rompimento da máxima do candle anterior de queda, num movimento de correção da tendência principal, sempre utilizando os filtros de seleção de papéis que já utilizo. O stop seria abaixo do fundo recente com ou sem folga.

A opção de não usar indicadores clássico de correção como IFR, estocástico, MACD, médias móveis, HiLo, Parabolic SAR, e muitos outros, é que como meu setup busca as ações mais fortes do mercado, na grande maioria das vezes a correção mesmo sendo um pouco mais forte que o normal não atingiria pontos de sobrevendido ou reversão nos indicadores, pelo menos não das calibragens clássicas. Obviamente poderíamos calibrar de modo a deixa-los mais sensíveis às variações de preços, mas preferi simplesmente não utilizar e fazer somente olhando os preços.

A maior parte das simulações gerou mais operações e menos lucro total que utilizando o setup somente de rompimento. Algumas poucas simulações geraram um lucro total um pouco maior, cerca de 10%, porém o drawdown (rebaixamento máximo de capital) aumentou também, em cerca de 15%. O lucro por trade diminui, bem como a taxa de acerto (pouco). Obs: não simulo compras piramidadas (acréscimo de posição).

Cheguei a testar para utilizar a compra em correção somente em ações com FR acima de 95, enquanto a de rompimento valeria acima de 90, mas não surtiu muito efeito.

Portanto minha conclusão é que não compensa muito adicionar essa variação para o setup atual, preferindo manter as compras em rompimentos somente. Mas é claro que como disse, é uma estratégia válida, então pode ser que caso haja uma ação muito forte (UNIP6 por exemplo) que estou querendo entrar de qualquer jeito mas justo agora ela fez uma correção mais forte, eu resolva entrar seguindo o setup de correção. Mas provavelmente será bem poucas exceções que utilizarei esse método.

Nos testes sistemáticos, precisamos escolher uma configuração exata para trabalhar de modo a não deixar subjetivo. Um trading system deve ser totalmente objetivo em todas suas regras. É basicamente como faço com meu setup de rompimento semanal, a parte gráfico dele considero 100% objetiva. A estratégia em si não é 100% objetiva porque ainda entra uma parcela de feeling, experiência ou gosto na seleção dos papéis, depois de filtrados seguindo os critérios definidos. Se seleciono 10 ações pelos critérios e tenho capital livre para somente 1, preciso selecionar de alguma forma e isso ainda não é objetivo.

Dito isso, agora falando sobre a variação para o setup de correção no gráfico diário, eu não selecionei exatamente uma configuração como definitiva, principalmente porque não utilizarei no dia a dia. Quando testamos, os resultados foram regiões de conjuntos de parâmetros interessantes que são lucrativos e não somente um conjunto. Até porque se somente uma combinação de parâmetros desse lucro, com certeza o setup não seria bom! Então eu vou descrever aqui uma idéia do que seria essa região e não uma regra estrita. Será mais ou menos o que vou usar se um dia decidir faze-lo. Lembrando que as regras básicas de filtro e tendência são as mesmas do setup de rompimento, somadas a essas para o gráfico diário.

As regras/parâmetros são:

Distância mínima entre a máxima do candle anterior para o topo recente = 3 ATR (para ter uma distância da compra até o topo; se for correção muito pequena é preferível a compra por rompimento do topo)
Distância máxima entre a fundo recente para o topo recente = 6 ATR (para não ser uma correção muito forte podendo indicar reversão na tendência)
Stop inicial = abaixo do fundo recente
Tamanho mínimo do stop = 2 ATR

Obs: O ATR utilizado é de 20 períodos do gráfico diário

Bem, essa é a idéia de uma estratégia de compra em correção. Eu gosto de manter as coisas meio simples, então se um dia for utilizar essa variação será mais ou menos com esses parâmetros, não necessariamente a ferro e fogo como faço no rompimento semanal. Na prática só considerarei utilizar esse também se a correção pelo gráfico semanal for maior que 2,5 ATR, que é meu limite definido para entrada por rompimento. Se a correção for inferior a isso eu nem pensarei em entrar pelo diário. E de novo, só usarei em ações muito interessantes e se eu for perder a oportunidade.

É isso! Desconfiança acabada, questionamentos respondidos, agora toco a vida como estava tocando sem ficar com o “SE” na cabeça, que é o maior martírio do trader.

Bons trades!

Rodrigo Sibin Lichti

Obs: As informações colocadas aqui são simplesmente meus registros pessoais, não são recomendações de investimentos para outras pessoas. Não sou profissional certificado de investimentos e não posso orientar nenhuma pessoa a comprar ou vender determinado ativo. Os comentários e respostas para os leitores são simplesmente trocas de idéias entre investidores.

Categorias:Estratégias

Alteração do setup de Position Trade – versão 2.0

30 de novembro de 2016 21 comentários

Bom dia pessoal!

Há vários anos (desde 2009) venho usando um setup para position trade criado, e até modificado um pouco ao longos dos anos, através de idéias de longo prazo porém validada através de backtests limitados, manuais, em relativamentes poucos ativos (algumas dezenas) e combinações de parâmetros como stop móvel, filtros de tendência e outros.

Como esse ano eu aprendi a programar no Metatrader 5 para fazer robôs, é muito útil também para fazer backtests e otimizações de parâmetros totalmente automatizados de qualquer setup que seja 100% objetivo. Eu programei todas as regras originais do meu setup, incluindo o FR que deu mais trabalho, e ao longo das últimas semanas eu rodei centenas ou milhares de backtests para otimizar cada parâmetro individualmente.

Devido a essa automatização nos testes, foi possível rodar o setup em praticamente todas as ações da Bovespa em quase 1 década de histórico. O ideal é que fosse mais, o máximo possível, mas infelizmente o Metatrader não fornece dados tão antigos assim, principalmente porque todas as datas disponíveis na base de dados tem dados até gráfico de 1 minuto, e talvez as corretoras não tenham armazenado esse nível de informação de dados até 20 anos atrás por exemplo. Mas se a estratégia foi bem lucrativa em períodos ruins da bolsa, como entre 2011 a 2015, com certeza performará extremamente bem em períodos de forte tendência generalizada como de 2003 a 2007.

Portanto nesse setup versão 2.0 todas as regras escolhidas tem um respaldo maior vindo de testes maiores, mais completos e principalmente mais precisos. Para a escolha do melhor resultado foram analisados principalmente uma combinação de lucro, drawdown máximo (rebaixamento da curva de capital) e profit factor (soma das operações de lucro dividido pela soma das operações de prejuízo). A taxa de acerto da estratégia é de 40% a 45%, ou seja, a estratégia mais erra do que acerta. Isso é normal em estratégias do tipo trend following (seguidoras de tendência), porém é normal também que as perdas sejam pequenas e os ganhos muito maiores, por isso a matemática do mercado funciona.

Quase todas as regras/parâmetros da versão 1.0 foram alteradas, removidas e inseridas novas, mesmo que a idéia e objetivo da estratégia continuem o mesmo: entrar numa tendência de alta já definida e permanecer nela o máxima de tempo possível, até que ela termine.

A principal mudança que os testes mostraram ser mais vantajosa é entrar na tendência o mais cedo possível, ao invés de esperar por maiores confirmações igual eu sempre fiz na metodologia anterior. Eu tinha uma confirmação extra porém deixava mais lucro na mesa. Para isso os seguintes indicadores deixaram de ser utilizados:

– Força Relativa de 1 ano
– Média móvel simples de 21 períodos
– Média móvel simples de 50 períodos
– ADX

Pelos testes usar somente o FR de 6 meses é mais efetivo que usar só o FR 12 meses ou os dois juntos. O uso das médias mais lentas também teve resultados inferiores. Testei todas combinações de uso com 1, 2 ou 3 MM juntas, variando alguns períodos delas, e o mais efetivo foi manter só a de 9 pois perde-se parte da tendência esperando as 3 médias estarem subindo e as mais rápidas estarem acima das mais lentas respectivamente. O ADX também, apesar de interessante, é lento para confirmar a formação da tendência, especialmente quando há uma virada brusca de tendência de baixa para alta. Eu como não tenho apego a indicador nem outra coisa, eu simplesmente sigo o racional e escolho o que performa melhor, portanto tirei o ADX do setup também.

Os indicadores que permaneceram foram:

– Força Relativa de 6 meses
– Média móvel simples de 9 períodos

Testei várias variações de valor para o FR 6 meses e se confirmou que um valor bom para filtrar é maior ou igual a 90, como sempre fiz. A MM9 também continua para confirmar tendência de prazo mais curto no semanal. Uma outra mudança que fiz foi no filtro de ações pelos preços. Antes eu escolhia ações com preço de pelo menos uns R$7 ou R$8, porém como a nova estratégia entra em ações mais cedo na tendência, muitas vezes as ações estarão com preço bem depreciado após uma longa queda, por isso o filtro de preços será menor, a princípio acima de R$1 e será revisado isso ao longo dos meses. Essa filtro não foi feito em backtest pois como a base é ajustada por proventos e eventos corporativos, os preços históricos no gráfico de hoje não correspondem ao preço real na época.

Um ponto importante a se notar é que mesmo tirando indicadores de tendência de médio e longo prazo e mantendo/inserindo indicadores de prazo mais curto, não quer dizer que estou olhando somente para o movimento recente que está ocorrendo na ação pois o principal filtro da estratégia é a Força Relativa, que já filtrará as ações mais performáticas nos últimos 6 meses.

Indicadores e métricas novas que entraram no setup foram:

– Parabolic SAR
– Canal Donchian superior
– Stop ATR com base nas máximas dos preços para filtro de correções

O Parabolic SAR entrou para complementar como indicador de tendência. Os parâmetros utilizados são: passo = 0,02 e valor máximo = 0,10. O Donchian entra para deixar objetivo o que é uma resistência, e basicamente ele é o valor da máxima dos últimos 26 candles. Também incluí o Stop ATR subtraido a partir da máxima dos preços para gerar uma métrica exata de até onde os preços podem corrigir para eu ainda considerar uma entrada no rompimento da resistência prévia. O multiplicador que utilizo no indicador é de 2,5.

Houve também uma alteração na definição do stop móvel, que agora utilizo um multiplicador de 3,5 do ATR subtraídos do fechamento do candle para definição do stop. A definição do stop inicial não foi alterado.

Todas as regras e definições do setup estão descritas detalhadamente Setup – parte 1Setup – parte 2Setup – parte 3.

Conclusão: os backtests foram muito produtivos mostrando cenários favoráveis que eu não tinha visão clara antes. Há alguns meses eu já vinha com alguma insatisfação e questionamento que me via perdendo algumas boas oportunidades por demorar para entrar na tendência. Em épocas de fartura isso não impacta tanto pois sempre há dezenas de ações subindo vigorosamente, portanto sempre iremos acertar em algumas ou várias delas. Porém em épocas de vacas magras, como os últimos 5 anos, isso faz total diferença. Em alguns anos que obtive rendimento com as ações próximo do zero a zero, com essa nova metodologia poderia bem mais tranquilamente ter pegar algumas tendências e obter lucros razoáveis. Eu tinha uma insatisfação e não sabia exatamente o que deveria mudar para atingir esses objetivos. De qualquer forma eu comecei os testes sem nenhum viés específico de alteração de parâmetros e indicadores, fiz todos os testes de forma neutra, alterando todos parâmetros em questão e testando dezenas de indicadores diferentes e os parâmetros selecionados no final e a decisão de entrar cedo ou tarde na tendência foi uma decisão dos resultados dos testes e não particular minha.

Já adaptei minha análise, planilha e software para o novo setup e já estou operando com a versão 2.0. Espero que os próximos anos tragam melhores frutos e mais dinheiro no bolso!

Agradeço a todos os amigos que sempre vem contribuindo ao longo dos anos colocando questionamentos e dicas nos comentários do blog, pois através disso nos ajuda a questionar nossa estratégia e ir evoluindo para tentar melhorar sempre. Espero que os meus testes possa contribuir de alguma forma para outras pessoas também.

Abraços a todos e bons trades!

Rodrigo Sibin Lichti

Obs: As informações colocadas aqui são simplesmente meus registros pessoais, não são recomendações de investimentos para outras pessoas. Não sou profissional certificado de investimentos e não posso orientar nenhuma pessoa a comprar ou vender determinado ativo. Os comentários e respostas para os leitores são simplesmente trocas de idéias entre investidores.

Categorias:Estratégias

A importância do stop móvel bem definido

24 de setembro de 2016 2 comentários

O stop móvel é um importante instrumento de proteção de capital e também de timing para encerrar uma operação lucrativa. Minha estratégia se baseia no gráfico semanal buscando operações de longo prazo, portanto usar um stop móvel muito curto me tirará da operação em qualquer leve correção ou ruído que o mercado fizer. Se eu usar um stop móvel muito longo permitirá que a posição flua mais livremente e medida que os preços sobem porém deixará muito lucro na mesa quando encerrar a posição. Portanto o segredo está em achar o stop móvel ideal.

Em meus backtests que fiz em diversas ações por vários anos, cheguei a conclusão para usar o stop ATR com multiplicador 3.0, conforme descrito no menu Estratégias: Setup – Parte 3. O stop está mais para longo, porém tentando achar um valor ótimo em comum entre as ações para que ele não seja pego em correções intermediárias, somente nas maiores e que possuam maiores chances de reversão da tendência primária.

Abaixo é um exemplo de um stop móvel extremamente bem colocado. É o gráfico da minha posição em RADL3, a seta azul foi onde eu comprei, no ponto da linha verde horizontal. A linha azul clara oscilando abaixo dos preços é o nível do stop ATR. A linha vermelha horizontal é onde estava meu stop até sexta-feira. Em agosto os preços fizeram uma correção de 3-4 semanas e em setembro voltaram a subir, e agora vou aumentar o stop, passando do meu ponto de entrada. O stop ficou bem abaixo de onde os preços passaram, considerando que se caíssem mais haveria maiores chances de reversão, portanto seria mais prudente sair da operação.

radl3_20160924

Abraços a todos e bons trades!

Rodrigo Sibin Lichti

Atualização Estratégia – sai A/D entra FR

Fala galera!

Estou escrevendo esse post para comunicar uma pequena mudança na minha estratégia, mais especificamente na seleção dos ativos.

Depois de deixar de entrar em alguns trades e ver a ação dar uma boa subida, tive que rever a estratégia, mais especificamente a condição de seleção do indicador Acumulação/Distribuição (A/D).

Basicamente quando uma ação está subindo e o A/D está caindo, indica uma distribuição de dinheiro, ou seja, a maior parte do dinheiro entra nos dias de queda, indicando uma queda de longo prazo iminente da ação, não valendo a pena entrar no momento mesmo com ela subindo, pois indica um movimento falso de curto/médio prazo.

Quando eu montei essa estratégia parecia funcionar bem esse filtro, porém nos últimos meses vi algumas ações como RADL3 ou WEGE3 subir fortemente e o A/D ir no sentido contrário não me fez mas sentido. Então resolvi estudar dezenas de ações historicamente e confirmei que na grande parte das vezes o A/D não estava prevendo uma queda ao cair, ele não estava mostrando nada na verdade, pois ações continuavam subindo independente da distribuição do dinheiro.

Portanto uma das mudanças na minha estratégia foi justamente parar de usar o indicador A/D para seleção dos ativos a comprar.

Outra mudança foi começar a usar a Força Relativa (FR) para a seleção dos ativos ao invés do percentual de variação. Na prática é quase a mesma coisa, o FR usa esses percentuais no cálculo, mas o resultado é normalizado, o que facilita a utilização. Esse indicador eu já venho usando há alguns meses.

Eu explico melhor as alterações no menu Estratégias >> Setup – parte 2.

É isso aí!

Bons trades!

Rodrigo Sibin Lichti

Categorias:Estratégias