Setup – Entradas

Finalmente, nesta seção começarei a descrever meu setup de position trade, ou seja, a definição de regras para pontos exatos de compra e venda das ações para longo prazo, bem como outros pontos importantes.

Para quem não leu, recomendo a leitura de todos os itens do menu “Estratégias” antes de continuar neste. O Setup é somente um dos itens da nossa estratégia, portanto todos os outros itens são tão importantes e indispensáveis quanto este.

Como meu setup é visando longo prazo, ou position trade como é chamado esse tipo de trade, eu utilizo gráficos semanais para a análise. Daqui pra frente, sempre que mencionar qualquer coisa sobre gráficos, é considerando essa periodicidade. Em alguns momentos utilizo o gráfico diário em conjunto. Quando isso ocorrer, eu deixarei claro essa diferença.

É muito importante eu mencionar também que daqui pra frente, todas as regras e parâmetros dos meus setups como entrada, stop loss, stop móvel e outras regras foram selecionados após milhares de backtests automatizados, testando muitos indicadores, parâmetros e combinações em centenas de ações da Bovespa. Até o fim de 2016 eu tinha definido meu setup através de backtests manuais em algumas dezenas de ativos e com poucas combinações de parâmetros e indicadores. A partir dessa data, todas as regras escolhidas tem um respaldo maior vindo de testes maiores e mais completos. Para a escolha do melhor resultado foram analisados principalmente uma combinação de lucro, drawdown máximo (rebaixamento da curva de capital) e profit factor (soma das operações de lucro dividido pela soma das operações de prejuízo). Os resultados dos testes mais recentes feitos em 2021 pode ser conferido neste artigo. Não se preocupem, isso é só um informativo para os mais curiosos!

A taxa de acerto da estratégia tem uma média de 40%. Essa taxa é o percentual da quantidade de operações com lucro com relação à quantidade total de operações, ou seja, a estratégia mais erra do que acerta. Isso é um padrão em estratégias do tipo trend following (seguidoras de tendência), porém é normal também que as perdas sejam pequenas e os ganhos muito maiores, por isso a matemática do mercado funciona e o crescimento do capital ao longo dos anos pode ser muito boa.

Eu não uso indicadores para filtros, que seriam condições que devem ser satisfeitas para habilitar entradas. O meu grande filtro é o FR, que já seleciona as ações mais forte do momento, como detalhado em Seleção das ações. Também busco ações que já estejam em tendência de alta, seja mais próximo do início ou já há vários meses, conforme detalhado em Trend Following e Tendências de alta ideais. O conteito de tendência de alta é o clássico da Análise Técnica e Teoria de Dow, ou seja, topos e fundos ascendentes. Caso os conceitos técnicos não estejam claros, sugiro fazer os cursos gratuitos disponibilizados no fim da página Introdução.

Primeiramente vamos ver as regras de entrada (compra) do meu setup de Trend Following para Position Trade em ações.

Nesse momento já teremos nossa lista de ações selecionadas por todos critérios explicados nas páginas anteriores. Essas ações obrigatoriamente já estarão em tendência de alta, podendo estar por muitos meses e até mais de um ano ou então por poucos meses próximo do início da tendência. Para finalidade do setup tanto faz há quanto tempo a ação já está subindo, uma vez que não existe regra nem previsão de quando a tendência pode ou irá acabar em qualquer dos casos.

São 3 modelos de entrada que utilizo, dependendo da formação que os preços da ação estão fazendo:

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1) Rompimento Semanal

Esse modelo de entrada é o mais básico e fácil e recomendado para quem está iniciando na bolsa. É o meu preferido pela simplicidade e eficiência e por mais de uma década eu usei exclusivamente esse setup.

O primeiro passo é esperar que os preços formem um topo no gráfico SEMANAL. Um topo é formado após uma sequência de candles com máximas ascendentes, ou seja, cada novo candle faz uma máxima superior à máxima do candle anterior, e então forma-se um candle com a máxima inferior à máxima do candle anterior, como o exemplo abaixo:

O valor da máxima do último candle branco é o preço do topo. Esse topo formou uma barreira temporária nos preços que impediram ele de subir naquele momento, portanto dizemos que é uma resistência.

Para facilitar a visualização no gráfico eu uso o indicador Canal Donchian de 26 períodos (aproximadamente 6 meses) para traçar as linhas de resistência. O conceito desse indicador é bem simples, ele traça o valor da máxima dos últimos 26 candles. Para meu setup eu utilizo somente a linha superior do canal (resistência) e não a inferior (suporte).

Segue um exemplo de como ficaria um gráfico com esse indicador:

estrategias_setup_donchian_vlid3

A linha azul mostra o nível de preço de resistência numa tendência de forma bem simples. Quando os preços estão subindo fazendo máximas ascendentes, a linha vai subindo junto, sempre tocando a máxima de cada novo candle. Quando os preços começam a cair fazendo máximas menores, a linha fica horizontal, deixando bem claro o conceito de resistência.

Quando os preços começam a cair formando um topo, essa queda é chamada de correção, ou pullback em inglês.

A correção pode ser formada por somente um candle:

estrategias_setup_resistencia1

Ou por vários candles, onde todos estão abaixo da máxima feita pelo topo:

Ou também ter um formato de consolidação, onde os preços ficam laterais:

estrategias_setup_resistencia2

As correções são importantes para que haja uma pausa na força compradora, um respiro, de modo a ganhar mais fôlego para continuar o movimento de alta. Numa tendência de alta isso de repete diversas vezes.

Após de ter formado uma correção de no mínimo 1 candle semanal, a COMPRA ocorre quando os preços romperem a resistência, ou seja, negociarem a pelo menos 1 centavo acima do topo anterior.

Ou seja, 1 centavo acima da linha azul formada pelo indicador Donchian superior mostrado nas imagens.

Esse rompimento indica a continuação da tendência de alta, portanto estou entrando com a probabilidade ao meu favor, diferentemente numa compra quando os preços estão caindo.

A ordem que utilizo no home broker ou software gráfico é de START de compra (ou stop de compra em algumas corretoras), ou seja, só será executada se os preços subirem e chegarem até meu preço, confirmando o rompimento da resistência. Eu NÃO compro antes do rompimento.

Como utilizo o gráfico semanal, eu analiso todo fim de semana as ações que estão no meu radar baseado nos critérios explicados anteriormente. Eu analiso quais fizeram correções e formaram topos/resistências. Enquanto os candles semanais estão fazendo máximas ascendentes, eu não faço nada, espero até a próxima semana para analisar novamente. Quando a correção é formada, aí sim o padrão de entrada aconteceu e então eu coloco uma ordem de compra na corretora. Se por exemplo o topo anterior for no preço R$28,52, meu preço de start de compra será no R$28,53.

No home broker para preencher a boleta de start de compra é necessário informar 2 preços: o preço de disparo e o preço de execução (ou preço limite, ou somente “preço”). O preço de disparo será o R$28,53 nesse exemplo, e significa quando a ordem de compra será enviada para a bolsa, pois diferente das ordens de compra tradicionais, a ordem de start não fica registrada na Bovespa, ela fica registrada na corretora e só é enviada para a bolsa quando o preço atinge determinado valor. O preço de execução é o preço de compra que será efetivamente enviado para a bolsa uma vez que o preço de disparo for atingido. Eu costumo colocar 3% acima do preço de disparo, então nesse exemplo o preço de execução seria de R$29,38. Esse é o limite de preço que eu aceito pagar na compra da ação caso ela suba muito rápido no rompimento da resistência, ou abra o dia em gap de alta.

Eu não considero entradas enquanto os preços estiverem fazendo novas máximas, pois uma correção pode acontecer a qualquer momento e o risco de stop é grande. A regra é sempre esperar uma correção de pelo menos 1 candle semanal para considerar a entrada a partir da próxima semana.

O limite máximo da correção que uso nesse setup é de aproximadamente 20%, pois esse será o tamanho do stop inicial. Uma correção maior ainda sim seria válido no setup, porém aí eu prefiro usar o terceiro tipo de entrada mostrado na sequência. A princípio uma correção grande não teria tanto problema pois eu uso risco fixo por operação, aquele 1% falado anteriormente. Então se esse 1% é R$500, tanto faz se o stop será de 10%, 20% ou 30%, estarei arriscando os mesmos R$500 em qualquer opção. O problema é que conforme explicado no position sizing, o tamanho do stop influencia na quantidade de ações a comprar. Um stop maior significa menos ações para comprar, para manter o risco financeiro dentro do esperado. Por isso que meu limite de correção é 20% nesse setup.

Outro balisador de tamanho de correção que uso é a quantidade máxima de candles de correção, que é o número de candles formados após o topo, sem que este tenha sido rompido. Uso um limite de aproximadamente 12 candles, o que são em torno de 3 meses. Os testes indicam mais chances de falha de compra após esse prazo sem que uma tendência tenha dado continuidade.

A maioria das pessoas gosta de comprar quando os preços estão caindo pois gostam daquela sensação de estar comprando mais barato. Eu não gosto de comprar na queda, mesmo que seja de curto prazo (teoricamente), pois quando os preços estão caindo a inércia do movimento é para baixo, ou seja, a probabilidade próxima é de continuar caindo. Quando a tendência é forte, é bem provável que os preços voltem a subir depois de alguns dias ou semanas, mas pode não acontecer, essa queda pode ser o início de uma reversão de tendência para baixa. Quando compramos após os preços voltarem a subir e principalmente rompendo o topo anterior, a inércia do movimento dos preços é para cima e indica continuação do movimento de alta, portanto maiores chances de acertar a entrada.

Outro ponto complicado de comprar quando os preços estão caindo é determinar o ponto exato de stop loss inicial, que será discutido no próximo item. Quando compramos no rompimento de uma resistência na subida dos preços, temos um ponto de fácil identificação de stop, porém se comprar na queda, não há boas referências de stop, o que pode ser bem complicado tecnicamente e para a gestão de risco.

Obviamente financeiramente comprar mais barato é melhor do que mais caro, mas em termos de estratégia, comprar no rompimento com um preço maior é mais vantajoso no aspecto de acerto e sucesso da operação. As tentativas de comprar mais barato com certeza custam mais caro por esses dois motivos que descrevi. Então eu prefiro sim comprar por um valor superior mas com maiores chances da operação dar certo.

Antes de colocar a ordem de compra na corretora, é necessário definir quantas ações serão compradas. Esse é o tema do position sizing, que foi tratato na página Controle de risco. E parte da equação para determinar a quantidade de ações é saber o ponto exato do stop loss inicial, que é tratado no próximo item. Portanto antes de colocar a ordem de compra, precisamos já ter definido o preço de compra e stop.

Um questionamento frequente é: “Eu perdi a entrada, o que fazer?”. Eu escrevi um artigo descrevendo as opções disponíveis nesses casos: Perdi a entrada (compra) da ação, o que fazer?

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2) Rompimento Diário

Durante mais de 10 anos minha estratégia sempre foi exclusivamente pelo gráfico semanal por se tratar de operações de longo prazo. Os gráficos são mais harmônicos e fazem menos ruídos de movimentações de curto prazo.

Porém aconteciam situações onde uma ação em tendência forte de alta não fazia nenhuma correção no gráfico semanal de pelo menos uma semana, todo novo candle semanal fazia uma máxima maior que a anterior por várias semanas, não dando espaço para entrada pelo meu setup.

Foi então que resolvi fazer um estudo para testar uma variação de entrada, utilizando o gráfico DIÁRIO ao invés do semanal. Os resultados foram bem positivos e portanto em 2020 comecei a usar esse método alternativo. O gráfico diário será utilizado somente para um ajuste fino da entrada. E uma vez feito a compra pelo gráfico diário eu já volto para o semanal para fazer o acompanhamento.

O setup de rompimento pelo gráfico diário tem a mesma idéia de resistência e correção do gráfico semanal explicado no item anterior, a diferença principal aqui é que é necessário haver no mínimo 3 candles de correção no gráfico diário antes de considerar uma compra no rompimento do topo anterior. Em algumas raras exceções, dependendo da força e padrão gráfico da tendência, pode se considerar um rompimento com apenas 2 candles de correção, porém de acordo com meu estudo, rompimentos com menos de 3 candles de correção aumentam a chance de falhas, portanto o mais interessante é esperar 3 candles.

Caso eu esteja fazendo o acompanhamento de uma ação pelo gráfico diário e os candles estão fazendo a correção com vários candles sem ainda ter rompido o topo anterior, após alguns dias (entre 5 e 9) essa correção também terá acontecido no gráfico semanal. Quando isso ocorre eu não acompanho mais pelo diário, eu volto para o semanal, que é a minha preferência de gráfico. O limite do tamanho de correção também é de aproximadamente 20%.

Uma outra diferença nesse modelo de entrada é que precisa de um acompanhamento diário do mercado ao invés de semanal. Esse acompanhamento é feito à noite após o pregão ter encerrado, não é necessário acompanhar durante o dia. O modelo de entrada pelo semanal permite ter foco no mercado e nos investimentos somente uma vez por semana, nos fins de semana, e nesse modelo de entrada pelo diário exige um acompanhamento um pouco maior, porém são poucos minutos por dia.

Abaixo mostro 2 exemplos do cenário de alta que me referi.

MOVI3
Semanal:

Diário:

Vejam no gráfico semanal destacado pelo retângulo verde, houve 8 semanas seguidas de alta sem fazer nenhuma correção para permitir uma entrada. A compra pelo gráfico semanal seria na seta azul, no rompimento de uma resistência formada após uma correção pequena de 1 candle.

Agora notem no gráfico diário na mesma região como houve várias correções, deixando 4 oportunidades de entrada nesse mesmo período, nas setas azuis. Portanto a compra teria sido feito bem antes do que esperando a oportunidade no gráfico semanal.

QUAL3

Semanal:

Diário:

No gráfico semanal dessa ação houve 12 semanas seguidas de alta sem fazer nenhuma correção na área destacada pelo retângulo verde, não dando chance para fazer uma entrada. Nesse caso em específico, numa situação mais rara, a compra pelo gráfico semanal não seria na seta azul conforme marcado, devido a um detalhe a ser notado no gráfico diário.

No gráfico diário na mesma região houve várias correções, deixando 5 oportunidades de entrada nesse mesmo período, nas setas azuis. Portanto aqui a compra teria sido feito bem antes do que esperando a oportunidade no gráfico semanal também.

Um ponto importante a notar nesse gráfico diário é que as correções foram todas muito curtas devido a uma característica dessa ação. Cada ação forma um tipo de gráfico bem particular, por isso é importante analisarmos o histórico recente da ação para visualmente entendermos seu comportamento. Aqui as correções foram em sua maioria de 2 a 3 candles somente.

O segundo ponto é que na parte direita do gráfico, no fim do retângulo verde, houve um gap enorme de alta. Então onde olhando no gráfico semanal parece um rompimento forte de resistência, na realidade a ordem de compra não teria sido executada porque o preço de compra estava na região de R$21 e o mercado já abriu a R$27, portanto a oportunidade teria passado.

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3) Correção Semanal

Minha preferência sempre foi por entradas em rompimentos de topo, pela maior simplicidade e confiabilidade do movimento e da entrada. Depois de mais de 10 anos usando primariamente setups de rompimento, resolvi me abrir um pouco e ampliar para compras em correções da tendência usando gráfico SEMANAL como mais um setup de entrada para minha estratégia de Trend Following. Novamente escolhi o gráfico semanal pois já elimina ruídos do gráfico diário, deixando a análise mais simples, fácil e confiável. A taxa de acerto desse setup é razoavelmente menor do que nos de rompimentos.

Esse tipo de entrada é para cenários onde a correção após o topo anterior é de tamanho médio ou grande, portanto ficando inviável a operação por compra de rompimento do topo anterior, devido a ter um risco muito alto, uma vez que o stop inicial ficará muito distante da entrada (detalhes sobre o stop na página a seguir). Nesses casos a entrada por correção é uma alternativa muito mais viável.

A regra de entrada é bem simples: a cada candle de correção que faz uma máxima inferior a máxima do candle anterior, eu marco a máxima desse último candle formado e coloco uma ordem de start de compra 1 centavo acima dessa máxima. Se na semana seguinte os preços caírem novamente, não rompendo a máxima anterior e portanto formando uma máxima inferior, eu diminuo o preço da ordem de start para 1 centavo acima da nova máxima. Não me importa a cor nem um padrão específico de candle.

Veja no exemplo abaixo:

Os preços vinham em máximas ascendentes e o topo foi formado no primeiro candle preto do gráfico, onde a linha azul fica horizontal na sua máxima. O segundo candle preto é o primeiro candle de correção. Marco a máxima dele com a linha roxa. Na semana seguinte os preços não romperam essa máxima, portanto não gerou compra. No novo candle de correção, marco a máxima com a linha laranja e na semana seguinte novamente essa máxima não foi rompida. Marco novamente a máxima da nova semana com a linha verde, colocando minha ordem de start de compra 1 centavo acima dela. Agora finalmente o próximo candle rompeu a máxima do candle anterior e a compra foi realizada.

Essa é uma forma simples e prática para comprar após uma queda de preços, porém somente na retomada da tendência de alta, tendo uma confirmação a mais e aumentando as probabilidades de acerto. Eu não compro enquanto os preços estão caindo, pois ninguém sabe qual o tamanho de cada correção, bem como se será somente uma correção ou uma reversão de tendência.

A quantidade mínima de candles de correção é 1 somente. A princío não há uma quantidade máxima de candles de correção, desde que o FR continue alto.

Um parâmetro de referência importante é a distância da última máxima do candle de correção até o topo recente deve ter um tamanho mínimo de aproximadamente 0,6 vezes o ATR de 10 períodos (na prática essa distância seria algo entre 4,5% e 6% na maioria dos gráficos). Ou seja, na imagem do gráfico de exemplo acima, após o primeiro candle de correção, seria a medida da lina roxa da máxima do candle até a linha azul do Donchian/topo. Essa medida deve ser maior que 0,6 x ATR10. Caso seja menor, a entrada não é liberada nesse setup, e vou dar preferência para o setup de Rompimento Semanal. Após o novo candle de correção, a distância seria entre a linha laranja da máxima do candle atual e a linha azul do topo. Essa regra basicamente serve para que haja um mínimo de espaço que compense a compra pelo setup de correção. Se esse espaço for pequeno, significa que a compra ocorreria bem próximo do topo, o que tecnicamente não faria sentido. Nesses casos o melhor é comprar no rompimento do topo pois oferece maior segurança e acerto.

O tamanho mínimo da correção (até o fundo) é de 1,4 vezes o ATR de 10 períodos. Também é relacionado ao parâmetro anterior de modo a não entrar numa correção muito pequena, dando prioridade para o setup de rompimento.

A opção de não usar indicadores clássicos de correção como IFR, estocástico, MACD, médias móveis, HiLo, Parabolic SAR, e muitos outros, é que como minha estratégia busca as ações mais fortes do mercado, na grande maioria das vezes a correção mesmo sendo um pouco mais forte que o normal não atingiria pontos de sobrevendido ou reversão nos indicadores, o que faria perder a compra de uma ação. Por isso que decidir montar o setup baseado somente no preço (price action), de modo a não perder oportunidades.

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Clique aqui para continuar para o “Setup – Saídas”.

Abraços a todos,

Rodrigo Sibin Lichti

  1. NEI
    6 de março de 2014 às 11:55

    Bacana sua estratégia de operação. Só gostaria de entender como faz o gerenciamento de capital de cada operação. Por exemplo. Se tem 50 mil em carteira, quanto arrisca em cada operação ? Por exemplo 2% em cada operação? Neste caso 1.000,00 Reais é o seu stop.
    Com uma entrada no rompimento e stop em torno de 8%, imagino que ajustaria o tamanho da posição comprada para que 8% representasse apenas 1000,00 em caso de perda.
    Neste caso, quando ação subir 40% por exemplo, você terá ganho 5 vezes mais seu stop, ou seja, 5.000,00 , que representam 10% do seu Capital de 50 mil.
    Não é muito dinheiro, principalmente se ficamos pocisionados 10 meses por exemplo.
    Ou seja, ganhamos 10% em 10 meses.. bem pouco….
    É assim que vc gerencia o tamanho da posição de entrada x stop ou tem uma forma melhor?

    • 6 de março de 2014 às 12:26

      Olá Nei, obrigado pelo seu comentário.
      Como mencionei na seção “Controle de Risco”, eu gosto de diversificar bem, em torno de 10 ações, então eu acabo usando um percentual de risco menor. Eu uso um risco de 0,5% do meu capital para cada operação. Dependendo da situação do mercado uso risco de 1%. Mas você pode usar 2% se preferir, alguns autores como Alexander Elder sugerem um risco de 2%.
      As contas do seu exemplo estão todas corretas, mas lembre-se: você está calculando o resultado somente de UMA operação. Se o stop for 8% e você arriscou 1.000 reais, então quer dizer que o tamanho da sua posição comprada nessa ação foi de aproximadamente R$ 12.500,00. Nessas mesmas condições você conseguiria abrir 4 posições desde mesmo tamanho, somatizando os R$ 50 mil. Se cada uma delas tivesse um lucro de 40%, você teria R$ 20 mil de lucro. Obviamente dificilmente teríamos o mesmo lucro em 4 papéis diferentes, mas se tivéssemos dividido nosso capital em 4 partes iguais para simplificar, a primeira rendeu 40%, a segunda 100%, a terceira perdeu 8% e a quarta ficou no zero a zero (0%), teríamos um lucro de 33% sobre o capital total (50 mil), que daria R$ 16.500, um bom lucro.
      O objetivo de fazer um gerenciamento de capital, ou position sizing, é não arriscar dinheiro demais em uma única operação. Outro objetivo é diversificar as operações, comprar ações diferentes pois ninguém tem certeza de qual delas realmente irá subir, e quanto vai subir. Então se comprarmos 6 ações por exemplo, 2 delas poderiam pegar no stop inicial e dar prejuizo, 2 delas poderiam subir pouco e as outras 2 poderiam subir muito. No resultado final teríamos um bom lucro.
      É obvio se que tivéssemos comprado todo nosso dinheiro nessas 2 que subiram muito, teríamos um lucro muito maior. Em compensação se tívessemos comprado as 2 que caíram, só teríamos prejuizo. Como não sabemos qual nos darão lucro, a idéia é diversificar.
      Dê uma lida em todos os tópicos que coloquei no menu “Estratégias” que comento mais detalhado vários desses pontos.
      Espero ter ajudado!
      Abraços e bons trades.
      Rodrigo Sibin Lichti

  2. NEI
    6 de março de 2014 às 12:25

    Bem, poderia comparar os 40% de lucro com a posição efetivamente investida de 12.500,00 Reais. Neste caso seriam 5 mil reais de lucro sobre 12,5 mil reais em 10 meses. (40% em 10 meses). Ótimo resultado.
    Precisariam ter investido o restante do capital não investido para se somar mais lucros, ja que o restante ficou parado na conta da corretora.
    Então, como você determina o tamanho da posição de entrada?

    • 6 de março de 2014 às 15:14

      Na verdade você não precisa deixar todo dinheiro parado na corretora. Você pode e deve montar mais de uma posição ao mesmo tempo. Eu uso como regra o estabelecido por Alexander Elder que nunca podemos arriscar mais do que 6% do nosso capital de uma vez. Sendo assim, se em cada operação arriscarmos 2%, posso montar 3 operações com 3 papéis diferentes. Assim que um deles subir e sair da zona de prejuízo, eu monto mais uma posição, e assim por diante, até ter alocado todo meu capital. Nesse caso, temos 3 opções: 1) fico com minha carteira fixa montada até ser stopada em alguma ação, 2) injeto mais dinheiro na corretora que eu tenha de outra fonte, ou 3) de tempos em tempos eu reavalio minha carteira, analisando se há opções mais interessantes no mercado. Se houver, e eu achar que alguma de minhas ações está muito devagar, eu troco, vendo a minha ruim e compro uma nova, que pode até ser uma que já tenho, aumentando assim a posição nela.
      Sempre que possível eu uso abordagem 2, para injetar mais dinheiro quando tenho disponível. Quando não tenho mais de onde injetar, eu uso a abordagem 3, ou seja, uma gestão mais ativa da carteira.
      Espero ter ajudado!
      Abraços e bons trades.
      Rodrigo Sibin Lichti

  3. NEI
    6 de março de 2014 às 17:23

    Valeu sim, ajudou. Gostei da ideia de 6% dividido em 3 papeis.

    Outra forma que pensei também, levando em conta que os gráficos semanais são mais confiáveis, foi em aumentar o valor do stop para 3% ou 4% do meu capital para um trade.
    Desta forma alocaria mais dinheiro em cada entrada, ficando com uma ou duas posições abertas. Se eu abrir duas posições com stop em 3%, já chegaria nos 6% do capital.
    Exemplo: capital de 50 mil, stop de 1500,00 (3%) e Stop real de 6% no ativo, me faria entrar com um posição de 25 mil reais neste papel. É bom que tenha liquidez, do contrário, pode complicar para vender tudo no mesmo preço num eventual stop.
    Ativo subindo 18% já teria 3x meu stop, 18% de lucro = 4500,00. Se isto for em dois/três meses, é maravilhoso.
    Eu gosto de operar nos pullback, ao invés de rompimentos. Mas com certeza os rompimentos que exemplifica, onde temos pequenos pulbacks são muito bons. Devemos levar em consideração para entrar.
    E vendido, você acha interessante operar? Ou ficaria muito caro?

    • 7 de março de 2014 às 10:30

      Você pode arriscar 3% ou 4% em cada operação. Para meu estilo de trade, eu não gosto de arriscar muito assim. A maioria dos autores dos livros que li falam em arriscar no máximo 2% por trade, pois arriscando 4% se 50 mil, digamos, quando você for stopado perderá 2 mil reais em uma única operação, o que dá uma abalada razoável na carteira. E nessa hora tem que ser um pouco pessimista, pode contar que você SERÁ stopado várias vezes. Pelo minha estratégia você será stopado com prejuizo pelo menos em 50% das operações. Então eu prefiro arriscar menos por operação, na verdade na maioria das vezes eu uso 0,5% de risco. Prefiro entrar em várias operações do que me concentrar em poucas. Na fase que estamos da bolsa, não está sendo possível entrar em várias por falta de oportunidades, mas isso também já me diz para ficar esperto com possíveis reversões da bolsa. Então prefiro ir entrando aos poucos, com várias posições de 0,5% de risco cada, do que uma maior de 2 a 4%. Mas isso é muito pessoal e do estilo de trade e apetite a risco de cada um.

      De acordo com minha estratégia de stop móvel, no seu exemplo se a ação subisse 18% eu ainda não poderia contar com 18% de lucro, pois eu não venderia ela nesse patamar. Minha idéia é sempre ir subindo o stop pelo gráfico semanal, buscando sempre pegar grandes movimentos de alta, e não realizar lucro com um pequeno movimento como esse. Portanto caso ela tenha subido 18%, meu stop provavelmente estaria em torno dos 3% de lucro, dependendo da volatilidade do ativo. O lucro garantido é sempre onde está o stop atual, não no valor atual da ação, já que nunca venderei na subida, sempre quando bater no stop numa correção maior. Explico isso melhor nessa própria página no item C.

      Eu acho bem interessante comprar nos pullbacks também porém pela minha experiência é muito difícil acertar o ponto exato de reverção do pullback para comprar, ainda mais utilizando um stop meio curto. O índice de acerto dessas operações é bem mais baixa do que nos rompimentos. Por isso acabei optando por não fazer essas operações mais, a não ser em algumas poucas exceções que explico nessa página no item B, mesmo sendo mais atraentes por comprarmos um preço mais baixo. Prefiro fazer operações mais certeiras, comprar a ação quando ela der um sinal claro que continuará o movimento de alta, que é no rompimento.

      Eu acho muito interessante operar vendido, ainda mais em épocas de crise ou em fases que tem muitas ações caindo e quase nenhuma subindo. O problema é que, pelos meus backtests, essa estratégia que utilizo para a ponta comprada não funciona muito bem para a ponta vendida. O que pude observar de diferença de uma ação em tendência de alta e baixa é que uma tendência de alta pode durar anos com os preços subindo vigorosamente e sem correções muito fortes, quando a ação está num momento muito bom. Em compensação a tendência de baixa tende a ter quedas fortes que duram poucos meses e costumam ter repiques de alta mais relevantes, pegando no stop mais frequentemente, sendo difícil “surfar” na tendência primária de baixa até que ela acabe. Talvez o mais interessante para operar vendido seja um trend following no gráfico diário, pegando tendências secundárias de baixa, tendo o stop mais curto. Já testei várias estratégias porém não cheguei em nenhuma legal e bem vencedora, portanto não tenho operado vendido no momento. Se achar alguma legal me avise! Mas não fica caro operar vendido não, pelo contrário, pois ao alugar ações para vender, entrará dinheiro na sua conta, que alavancará suas posições compradas pois você poderia comprar mais ações. Os alugueis de blue chips são muito baratos, na casa dos 0,5% anuais, o que não pesa em nenhuma operação lucrativa.

      Abraços!
      Rodrigo Sibin Lichti

  4. NEI
    7 de março de 2014 às 11:43

    Rodrigo, eu gosto de usar esta forma de gerenciar os trades, descrita neste artigo deste Trader da Austrália, que opera mercado Forex.
    http://www.learntotradethemarket.com/forex-articles/why-winning-percentages-are-irrelevant-in-trading
    Ele usa da seguinte forma, meu stop é fixo em 1% (ou 1000,00) por exemplo, em cada trade.
    Se eu ganho 3X (por exemplo) valor do meu stop, (3.000,00) eu realizo 100% da posição.
    Desta forma, se eu ganho e perco 50% das vezes, vou sempre estar lucrando, pois ganho na relação de 3/1 de perda.
    Tem uma simulação no link acima para entender melhor. Neste site tem vários artigos e dicas interessante, que apesar de serem para o Forex, podem ser aplicados na Bolsa em ações e futuros também.
    Eu acho que sou muito imediatista… rsrsr, não ia conseguir colocar só 0,5% em cada trade.
    Mas vc sabe, não é fácil ganhar dinheiro na bolsa, se fosse fácil tinha muito gente rica.
    Eu mesmo confesso que fico patinando entre tantas opções para operar e muita coisa só funciona na teoria.
    Eu não opero em gráficos semanais. Achei seu site porque estou meio frustrado de operar em gráficos de 210 a 300 minutos ou diário. Opero mini indice e ações. A gente coleciona muitas entradas falsas, e no fim no ano , quando fazemos um balanço do trabalho, vimos que trabalhamos muito acompanhando mercado para ganhar quase nada ou perder um pouco…
    Por isto estou querendo partir para os gráficos semanais este ano.
    Agradeço por ter trocando e disponibilizado na internet suas experiências comigo.
    NEI

    • 8 de março de 2014 às 20:23

      Nei, muito interessante esse artigo. É a mesma visão que eu tenho e é a idéia que eu tento passar para as pessoas, mas que 90% faz justamente o contrário, realiza o lucro rápido e fica com o prejuízo guardado com a visão de que se não vender não tem prejuízo.
      O gerenciamento de risco pode ser feito dessa forma que você mencionou. Se você tiver uma operação de lucro e duas de prejuízo, ainda sim terá lucro. Essa é a idéia. Porém na minha opinião essa estretégia é melhor para day trade e swing trade, onde dificilmente você pegará um movimento de tendência muito forte, então talvez seja mais interessante usar alvos. Porém para position trade, eu não acho muito interessante essa forma pois apesar de poder ganhar dinheiro também, estarei limitando muito meu lucro. Meu objetivo nessas operações é longo prazo, meses ou anos posicionado, tentando pegar um grande movimento de alta e lucrar muito mais do que 3 vezes o risco. Em anos bons da bolsa, facilmente conseguiremos pegar ações e lucrar 50% por exemplo. Algumas vezes conseguiremos pegar ações que lucrarão 100%, 300%, 700% ou mais, não há limites!
      Você falou uma frase exatamente igual eu falo: não é fácil ganhar dinheiro na bolsa, se fosse fácil tinha muito gente rica. É a mais pura verdade. Por termos técnicos e psicológicos.
      Acho que temos muito em comum pois eu também já estudei e testei na prática tudo que é tipo de estratégia e vários prazos operacionais (diário, 60 min, 15 min, 1 min). E no fim das contas sempre dava prejuizo. Não achei nenhuma estratégia realmente boa com o passar do tempo que fosse muito interessante e lucrativa. Por isso resolvi operar somente no gráfico semanal com objetivo de pegar tendências longas, onde o risco/retorno será realmente compensador, diferentemente de um day trade e swing trade, que se você conseguir um risco/retorno de 3:1 ou 4:1 já é muita coisa.
      Eu que agradeço sua troca de experiência, esse é o principal objetivo que criei o blog, espero que possamos interagir com mais pessoas e um aprender com o outro.
      Abraços e sucesso na nova estratégia de trades para esse ano. Se puder ajudar em algo mais, ou se quiser compartilhar conhecimento com o pessoal é só escrever.
      Rodrigo

    • 8 de março de 2014 às 20:29

      Nei, complementando meu comentário anterior, dá uma olhada na seção de Livros, onde menciono todos os livros que já li. Sinceramente a maioria não servir para nada em termos de me dar lucro. É claro que sempre aprendemos várias coisas lendo, tendo idéias para montar seus setups e estratégias, e ganhando experiência. Mas tenho minhas dúvidas se esses autores todos ganham dinheiro com as técnicas deles ou se eles ganham dinheiro só com livros! Talvez o mercado americado seja diferente, não sei..

      • NEI
        11 de março de 2014 às 18:30

        Oi Rodrigo.
        Eu já dei sim uma olhada na seção de livros… fiquei impressionado.. você já leu aquilo tudo mesmo? rsrsr Eu ja conhecia 90% do que esta ali na sua lista. Quase tudo tem como conseguir na internet. Muitos eu só dei uma olhada.. são muito massantes e não tem muita coisa prática que te leve realmente a ganhar dinheiro efetivamente.. Com certeza, o pessoal que esta vendendo livros e cursos estão aumentando muito o faturamento. E olha que sou a época que só tinha Ricardo Borges e Márcio Noronha na internet e com dois livros básicos.. Hoje tem um monte de cursos e livros nacionais…Eu também já tentei de tudo nesta bolsa…rsrsr até no forex.

  5. 8 de março de 2014 às 19:14

    Rodrigo

    Congratulações pela iniciativa de compartilhar suas ideias e trades com todos aqui na net. Isso requer coragem e desprendimento que nem todos tem.

    Achei interessante sua estratégia, especialmente pelo fato de casar melhor com o tipo de movimentos que a nossa bolsa tem feito esses últimos tempos. Entretanto, fiquei em dúvida de como você fez seus backtests, já que notei um viés discricionário na sua estratégia.

    Como você citou em um dos artigos do setup, o rompimento pode ser de um ou vários candles. Ainda citou alguns candles específicos para reversão de tendências. Não entendo como você conseguiu colocar isso no Metastock. Eu comecei a usar o Amibroker, que é primo do Meta, e não achei nenhum meio de colocar isso num backtest. Como você fez?

    E falando em backtests, que anos você costuma utilizar quando os faz? Usa walk foward? A que resultados você chegou que te deixaram à vontade para trabalhar essa estratégia? É a única que você utiliza ou existem outras?

    Pra não te encher tanto de perguntas, fico por aqui. Um abraço e parabéns novamente.

    • 8 de março de 2014 às 21:08

      Olá Aerson,

      Você tocou num ponto importante. Realmente é complicado fazer backtest automatizado desse tipo de operação que tem algum grau de subjetividade. Conforme comentário anterior para o amigo Nei, já testei tudo que é tipo de estratégia de várias periodicidades diferentes, e há vários autores que possuem setups 100% metódicos, 0% subjetivos. Para esses setups é muito simples fazer backtests automatizados com ferramentas estilo Metastock ou Amibroker. Alguns tem um grau de subjetividade baixo, digamos 10%, que ainda sim dá para colocar no algoritmo essa fórmula, como quando o autor fala para comprar o setup A somente em tendência de alta. Podemos usar médias móveis para determinar a tendência, ou +DI/-DI por ex. Não será 100% mas aproximará disso na maioria das ações.

      Para esse meu setup de longo prazo, o que eu fiz foram backtests manuais, o que me serviram também como parte da análise de aperfeiçoamento da estratégia, que mudei algumas vezes ao longo dos anos. Refazendo os testes. Na escola da Análise Técnica se propõe muito os backtests automatizados mas acho que para determinados setups não se convém tentar automatizar. O que percebi mesmo quando automatizava os testes dos outros setups, é que quando eu analisava manualmente, olhando para os gráficos, era possível notar situações, aprender e ter insights que se só olhássemos para os numeros dos resultados de um software não teríamos.

      Quando eu fiz backtests automáticos, eu pegava os dados de 2000 ou 2001 para frente, pois antes disso a liquidez era mais baixa. Nos backtests manuais eu via o caso de cada ação e começava onde tinha liquidez suficiente. Na verdade, eu não gosto muito do backtest do Metastock, acho muito limitado, então como eu sou da área de TI, eu desenvolvi um software web para mim com uma liberdade maior, melhores reletórios, e ainda eu fazia backtests dos períodos todos (tenho dados desde 1994) e o próprio sistema filtrava os períodos que não tinha liquidez.

      Eu não costumava fazer walk foward, ainda mais por software, fiz poucas vezes de acompanhar o mercado depois de ter feito backtests, especialmente em day trades. Não tenhos os números exatos aqui para te passar mas os resultados foram entre 1/2 e 1/3 de acerto, porém o stop loss é relativamente barato para um gráfico semanal (entre 5 e 9%), e os lucros sempre muito maiores que isso, em vários casos ultrapassando de 100%. Fazendo um bom gerenciamento de risco, com certeza será uma estratégia vencedora. Obviamente há anos ruins que praticamente não há ações em boas tendências de alta, e há outras que darão alguns rompimentos falsos, porém se pegar quaisquer 5 anos de período e fazer uma média ou somatório, é para ter bons resultados.

      Já testei tudo que é tipo de coisa e hoje em dia só opero com essa estratégia exata que está aqui. Me desanimei demais com diversos setups promissores mas que na soma das operações dão prejuizo. Só dão dinheiro pras corretoras. Esse setup dá pouco dinheiro pras corretoras, pois faço poucas operações anuais. Então até que eu descubra alguma estratégia bem interessante, continuarei só com essa. Se você tiver alguma boa para compartilhar, por favor, fique a vontade! Procuro sempre aprender coisas novas e melhorar no que dá.

      Você já usou o Metastock? Qual acha melhor entre ele e o Amibroker? Já ouvi falar desse também mas nunca testei.

      Você também opera position trade em gráfico semanal? Já tem alguma estretégia eficaz?

      Bom trocar idéia com você. Vamos falando mais.

      Abraços e bons trades!

      Rodrigo Sibin Lichti

  6. 10 de março de 2014 às 16:54

    Rodrigo

    Eu já dei umas andadas em alguns setups e não consegui resultados positivos também. Ou melhor, nada consistente. Já percebi que quase qualquer sistema TF performa bem quando colocamos o backtest pra rodar em anos anteriores à crise, mesmo que avancemos para anos posteriores, como 2009 a 2013. Basta ter 200 parar frente que o resultado é bom.

    O problema é que se colocarmos de 2008 pra cá, mesmo com a performance boa de 2009, os backtests ficam “revoltados” e você acaba sem coragem pra implementar qualquer estratégia de compra. Até porque, não são todos que vão arriscar que este é o ano da virada, com tanta coisa ruim acontecendo na economia brasileira e com todas as empresas em compasso de espera.

    Ultimamente, estamos muito dependentes dos investidores externos pra fazer a bolsa rodar e isso é ruim para nós, pessoas físicas. Estou estudando para encontrar um método que encaixe bem com minhas características atuais (enquanto não consigo mudá-las) e que encaixe também com esse momento da bolsa. Não é overfitting, mas para pelo menos não derrubar o psicológico de vez.

    O Amibroker eu uso faz pouco tempo, mas estou gostando. É um programa bom pra backtest. O Meta eu nunca experimentei, mas acho que se equivalem.

    A gente vai se falando

  7. GPN
    25 de setembro de 2015 às 19:03

    Parabéns pelo blog. As postagens são muito boas. Como sugestão, poderia ter artigos sobre o metastock, principalmente a função the explorer.

  8. 11 de maio de 2016 às 1:49

    Rodrigo, como aplico o ATR num gráfico do Metastock? Selecionei 20 períodos mas não vi espaço pra selecionar o “multiplicador 3”. Pode me orientar?

    • 11 de maio de 2016 às 15:18

      Gustavo, eu criei o meu indicador com essa fórmula:

      Periodo := Input(“Periodo”,1,50,14);
      Multiplicador := Input(“Multiplicador”,1.0,5.0,1.3);
      C – Multiplicador*ATR(Periodo)

      Aí quando ploto o indicador no gráfico, eu passo os parâmetros do Periodo e Multiplicador. Aí vai traçar a linha do ATR como stop.

      Abraços!

  9. 11 de maio de 2016 às 2:22

    Criei um novo indicador pra fazer o trabalho de pegar o preço de fechamento e subtrair desse valor o triplo do ATR(20). É isso mesmo que vc fez?

    • 11 de maio de 2016 às 15:18

      Exato, mas eu deixei o multiplicador como variável também, assim podemos alterar facilmente caso deseje.

  10. Emerson
    24 de maio de 2016 às 21:09

    Rodrigo,

    Parabéns novamente pelas informações compartilhadas. Lendo o texto ainda fiquei com algumas dúvidas:
    1) Você começa a usar o ATR como stop quando ele for maior que seu stop inicial, mas como você define o seu stop inicial?
    2) A Força Relativa (FR) é calculada para 6 meses e para 12 meses, mas em qual você se baseia para pegar as ações acima de 90? Faz uma média dos dois? Se uma ação estiver com a posição boa apenas em um dos rankings você descarta?
    3) Esta é mais uma curiosidade: você costuma buscar as ações com Médias Móveis ascendentes no “The Explorer” através de alguma fórmula, ou faz a análise visualmente em cada ação que passou nos critérios anteriores.

    Obrigado,

    Emerson

    • 25 de maio de 2016 às 10:21

      Oi Emerson, obrigado!

      1) Está descrito nessa página mesmo, no parágrafo que começa com “Uma vez que a entrada for feita e estivermos comprados numa ação, precisamos imediatamente colocar nossa ordem de stop loss.”

      2) O ideal é que esteja acima de 90 nos dois, indicando força recente e também num prazo maior, mostrando estabilidade na subida. Mas eu gosto de olhar cada FR individualmente pois pode haver casos isolados interessantes.

      Se o FR 6 meses estiver alto e o FR 12 meses não, indica uma ação retardatária, quando várias já estavam subindo ela não estava, mas recentemente começou a subir forte. Eu vejo que o melhor é pegar as que mostram força desde antes, mas dependendo da força dessa nova pode valer a pena, pois pode ter havido mudanças importantes na empresa, no setor ou na economia que mudaram radicalmente o perfil das ações e fizeram ela subir fortemente. Um exemplo hoje é a MGLU3 (FR6M=99 | FR12M=36), ela estava caindo forte até dezembro aí de repente começou a subir. O

      Se o FR 12 meses estiver alto e o FR 6 meses não, indica uma ação que estava subindo forte por muito meses e de repente teve uma correção forte ou entrou em consolidação por um tempo maior, alguns meses. No caso de consolidação, dependendo do formato, se for de baixa amplitude de preços, pode valer a pena comprar no seu rompimento, sugerindo continuação da tendência forte anterior.

      3) As médias móveis eu vejo somente como confirmação no gráfico mesmo. Depois de ter filtrado pelo ADX e FR eu acesso gráfico de cada ação para ver quais tem um perfil mais interessantes e os gráficos são mais harmônicos.

      Abraços e bons trades!

      Rodrigo Sibin Lichti

  11. Lucas Venturella
    7 de outubro de 2016 às 18:35

    Olá rodrigo, muito obrigado por compartilhar essa estratégia, parece realmente muito interessante. Você parece ser bem metódico e pelo que já percebi do mercado essa é uma qualidade muito importante para sobreviver no longo prazo.
    Uma pergunta: porque você não monta essas mesmas estratégias com opções?
    Você poderia comprar opções americanas que vão expirar em 11 meses e fazer a mesma operação. A possibilidade de lucro e gasto com as operações também melhorariam exponencialmente. E quando você decidisse sair do trade, era só executar suas opções e fazer o caminho inverso.

    No mais muito obrigado aí pela ajuda, vou dar uma passada na sessão dos livros ali e separar alguns pra eu ler.
    Atualmente estou lendo este: https://www.amazon.com.br/Capital-Valor-H%C3%A9lio-Santiago-ebook/dp/B016X06478

    Ele é bem introdutório e serve apenas para conhecer melhor o todo, mas é bem completo, aborda tudo. E a leitura é ótima.

    Abraços e bons trades.

    Lucas Venturella

    • 9 de outubro de 2016 às 12:15

      Fala Lucas! Obrigado!
      Nunca estudei e tentei fazer esse tipo de operação de longo prazo com opções, até porque o comportamento é um pouco diferente, tem o fator tempo influenciando e jogando os preços para baixo nas opções. Mas realmente pode ser interessante, seria o caso de estudar.
      No momento estou me dedicando mais na questão de robôs para day trade e também swing trade para mesclar com o position, especialmente em períodos sem muitas oportunidades de longo prazo.
      Leituras são essenciais para irmos melhorando no mercado, sempre procurando as que possam agregar.
      Abração!
      Rodrigo

      • Lucas Venturella
        10 de outubro de 2016 às 19:38

        Show rodrigo.
        Eu sou desenvolvedor e estou operando full time na bolsa, se quiser ajuda pra testar as estratégias ou para discutir alguma coisa me coloco a disposição.
        Acho bem interessante essa parte de robôs para day trade e swing trade. Mas até hoje não vi nenhum robô comercial que mantivesse um lucro consistente. É bem complicada essa questão. O que eu tenho pensado, e inclusive conversei com um trader no quora sobre isso. É que o ideal seria um robô que conseguisse montar back tests na hora, ou tivesse uma “base de conhecimento” para apoiar suas decisões em cada ativo. Acredito que para lucro consistentes algo assim seria o ideal. Pois aliaria a “percepção” que traders full time tem, com a técnica rígida, que só os robôs tem.

        Abraços!

    • 11 de outubro de 2016 às 13:38

      Legal Lucas! Te adicionei no Face (acho que foi o Lucas certo!), aí trocamos mais idéias por lá!

  12. Douglas Alcantara
    25 de julho de 2017 às 19:00

    Rodrigo, boa noite !

    Bacana seu blog, tive contato com o mesmo há pouco tempo e o que me chamou atenção logo de cara foi o fato de você se manter fiel a uma estratégia por alguns anos. O que eu vejo de gente (comecei a estudar o mercado em 2005) que troca de estratégica como trocamos de roupa não é brincadeira, fora aquele monte de gente que vive só de curso e quando você vai fazer um backtesting do que é ensinado você vê que o sistema é ruim e jamais daria resultados satisfatórios em operações reais no longo prazo. Agora deixa eu te perguntar o seguinte, vi que sua estratégia se baseia em Donchian, porém tem alguns itens um pouco subjetivos como o caso do estope que necessita que seja olhado o gráfico buscando um melhor ponto para sua colocação, então gostaria de saber se você já fez o backtesting dessa estratégia em um portfólio de ações, mesmo com alguma subjetividade ?

    Abraços !

    Douglas

    • 25 de julho de 2017 às 20:34

      Fala Douglas, obrigado pela visita e pelos comentários!

      Concordo com você, penso exatamente igual. Tem que ter persistência na estratégia, ficar mudando toda hora não adianta. Principalmente no Position trade, pois no day trade é possível que a estratégia precisa ir se recalibrando ao longo dos meses/anos.
      Na verdade, o setup é 100% objetivo, porém dou alguma flexibilizada em alguns pontos como o valor do FR como filtro, que o padrão é 90 porém quando há muito pouca oportunidade disponível eu posso baixar um pouco para 85 ou até 80 por exemplo. E stop loss inicial da estratégia é abaixo do último fundo, porém se eu vejo que um dos candles fez uma sombra grande para baixo e ele é responsável por esse fundo, pode ser pouco relevante portanto eu posso subir o stop para abaixo do corpo mais baixo olhando no gráfico diário. Ou também quando forma alguma outra formação mais relevante de suporte um pouco acima do fundo anterior, ou posso utilizá-lo também. Mas o mais comum é abaixo do fundo.

      Mas conforme descrito no meu post https://traderrodrigo.com.br/2016/11/30/alteracao-do-setup-de-position-trade-versao-2-0/ , quando pela primeira vez fiz backtests e otimizações totalmente objetivas e automatizadas do meu setup, usei como base de stop inicial como descrito, abaixo do último fundo. Esses backtests foram feitas em todas as ações Bovespa com liquidez mínima e baseado nos resultados pude alterar algumas coisas na minha estratégia inicial que vinha usando nos últimos anos.

      Portanto eu considero que um pequeno ajuste no stop não é uma alteração muito relevante no setup. Obviamente não é 100% como foi feito no backtest porém até porque pela natureza da estratégia, nas ações com força de subida como são as que busco, uma vez rompidas não olham para trás. Então geralmente quando voltam até esse ponto ajustado é porque iriam chegar no fundo também. Eu sempre usei essa forma para colocar stops porém é complicado colocar num algoritmo sendo um pouco subjetivo nessa parte, por isso testei da forma padrão, como uso em 80% das vezes.

      Bem, que eu me lembre são só esses pontos que tem algum nível de subjetividade, só se quiser que seja assim, senão poderia seguir o setup como descrito e nesse caso seria 100% objetivo, 0% subjetivo.

      Abraços e bons trades!

      Rodrigo

      • Douglas Alcantara
        26 de julho de 2017 às 19:20

        Legal Rodrigo ! Vou ver se faço um backtesting da estratégia de maneira bem objetiva e venho compartilhar os resultados. E também por falar em resultados, você vem usando a estratégia em anos que não foram bons (2013-2015). Como ela se saiu nesse período ? Você conseguiu bater o CDI ?

        Abraços !

        Douglas

    • 26 de julho de 2017 às 21:51

      No final do ano eu sempre coloco os resultados em algum post, o último você pode acessar aqui: https://traderrodrigo.com.br/2016/12/31/resultado-2016/ . Foi pior que o CDI, por isso mesmo que no fim do ano passado vi a necessidade de mudar um pouco minha estratégia conforme expliquei no post anterior que te passei. Então vamos ver desse ano em diante..

  13. Rodrigo Formigoni
    3 de setembro de 2017 às 17:22

    Ola Rodrigo,

    Onde vc pega as cotacoes de fim de dia ? Atraves do GrapherOC ? Se sim, o que esta fazendo nesses dias ja que eles nao estao disponibilizando mais essas cotacoes

    Sds Rodrigo Formigoni

    • 3 de setembro de 2017 às 17:30

      Eu uso o QuoteBR, eles ficaram uns 2 dias sem disponibilizar porque a BOVESPA parou de fornecer o BDI diário, mas agora já normalizou para as ações..

  14. 8 de setembro de 2017 às 21:25

    Fala grande Rodrigo,

    Esse seu setup é muito show, bem estruturado e explicado. Não encontramos setup de Position facilmente por aí.
    Há muito analista ligados à corretoras, livros, sites, videos… passando setup de day trade e swing trade para gerar mais dinheiro para as corretoras e indiretamente para esses próprios analista!

    Já li esse setup algumas vezes, e sempre que releio pego algum detalhe que passou das primeiras leituras, isso acaba acontecendo nos livros que tenho lido. Acho que com o tempo e o aprendizado acabamos entendo coisas que antes não chamavam tanta a atenção.
    Parabéns meu amigo!

    Uma pergunta, no juntando tudo há alguns gráficos que, pelo que entendi, ficariam menos poluídos se estivem plotados sem aquela linha verde (stop ATR 20 das máximas dos candles 2.5x) já que eles só são necessários para a entrada nas operações, não é isso? depois o ATR que importa o ATR de 3.5 de fechamento dos candles plotado nos gráficos por uma linha vermelha.

    Desculpe a minha ignorância no assunto, mas se você entra após o rompimento do donchian(26) e sai pelo stop ATR (3.5) sempre nos gráficos semanais, para que serviria o parabolic SAR mesmo? Ele realmente foi importante nos backtestes? Vejo nos gráficos que ele antecipa uma mudança de tendencia, mas você continua na operação até ser stopado pelo ATR(3.5), além de mostrar alguns reversões falsas.

    • 9 de setembro de 2017 às 10:41

      Fala Marcelo!
      Obrigado pelos comentários!
      Eu acho também que na Internet deveriam ter mais materiais gratuitos de estratégias que as pessoas usam, formando uma comunidade trader mais unida, mas quem sabe um dia, cada um vai fazendo sua parte…
      Sim, o stop ATR 2.5x subtraído da máxima só serve para a entrada, como praticamente todos os outros indicadores, com exceção do stop ATR 3.5 subtraído do fechamento, que servirá para stop da posição depois de comprado. Mas não são tantas linhas assim, talvez num começo, mas depois acostuma, são 5 indicadores na tela junto com os preços, cada um com sua função, depois de visualizado algumas vezes já fica no automático as visualizações dos indicadores que precisam estar subindo, do indicador do ATR que informa a correção máxima dos preços.
      O Parabolic SAR e a Média Móvel 9 servem para filtrar operações, eles devem estar subindo para que eu faça as entradas. Eles só servem para a definição das entradas, não são utilizados para as saídas, que é só pelo stop ATR mesmo. Eu cheguei a esses 2 indicadores como filtros adicionais junto com os outros quando fiz os backtests, testei dezenas de indicadores e configuraçoes e esses mostraram mais eficazes com uma melhora no resultado se simplesmente não usasse eles.
      Abração e bons trades!
      Rodrigo

  15. Gabriel Marcelino
    16 de janeiro de 2018 às 23:45

    Oi Rodrigo. O conteúdo do blog é muito bem organizado e de boa qualidade, parabéns.

    Eu estou estudando e iniciando minhas aplicações em renda variável. O material está sendo muito útil. Considerando o setup de position, você se organiza para lançar novas ordens no início da semana? Isto porque você avalia quais papéis eventualmente devem entrar/sair, além de ajustar os stops. Neste caso, se ocorrer de você sair de uma posição no meio da semana (por conta de um stop), você deixa para comprar outro papel somente no início da semana seguinte? Ou você possui uma lista de papéis “candidatos”? Digo isso, pois parece-me que o ponto referencial das análises importa no processo como um todo, ou não?

    Com relação ao software Metastock, ele me pareceu bastante completo. Pelo que pude entender um dos diferenciais é o “Explorer” que permite realizar análises. Essas análises não são os backtests baseados em estratégias já disponibilizadas pelo software bem como as que o usuário elabora? O MetaTrader 5 não possui recurso semelhante? Inicialmente, penso em utilizar apenas o MT5 além do software da corretora. Você considera tais ferramentas suficientes ou é imprescindível utilizar o Metastock?

    Parabéns, mais uma vez, pelo blog.

    Abraços.

    • 19 de janeiro de 2018 às 12:07

      Oi Gabriel, muito obrigado! Seja bem vindo, espero que possa te ajudar de alguma forma no seu aprendizado.

      Sim, todas as novas ordens de compra eu coloco no fim de semana, após analisar o mercado e ver se tem ações que estão entrando nas regras do meu setup. Aí já entro no home broker e coloco as ordens de start.

      Normalmente não tem relação entre set stopado em uma ação com eu já querer entrar em outra. Meu objetivo não é ficar sempre com o capital todo alocado na carteira, eu só faço novas entradas quando o setup está dando entrada em alguma boa ação. As vezes fica mais de 1 mês sem dar nenhuma entrada. Então todas ordens de start para entrada são colocadas no fim da semana, se houver alguma. Caso seja stopado no meio da semana, e não haver nenhuma ordem de start já colocada, só vou rever possíveis novas entradas no próximo fim de semana.

      O que pode acontecer diferente é quando estou com o capital 100% alocado em ações, mas apareceu uma ação interessante e quero trocar por uma mais devagar que está na carteira, como aconteceu com FLRY3 o ano passado. Aí deixo a ordem de start de compra da nova ação e no dia que ela for executada eu já faço a venda da outra ação, para não ficar devendo na corretora.

      Tenho minha lista de papéis candidatos, que podem já estar em ponto de compra, onde deixo já a ordem de start no HB, ou outros que estou esperando uma correção para então colocar a ordem de compra no topo anterior. As ações sempre com FR maior que 90, preferencialmente acima de 95.

      Meu Metastock é bem antigo, versão 10, mas ele faz o que preciso, e não pretendo gastar dinheiro para atualizá-lo. Mas não acho ele bastante completo. Para minha análise de position ele tem as ferramentas que preciso para gerar os dados do FR por exemplo, de forma muito rápida, através do Explorer. Os dados ficam offline também, podendo acessar a qualquer momento mesmo sem internet, e de forma muito rápida. Por isso para a minha estratégia de position ele é o mais adequado. Já para fazer backtests ele é muito ruim e limitado, pelo menos essa versão minha. Para isso o Metatrader é disparadamente superior. O Explorer não faz backtest, o que faz é o System Tester. O Explorer simplesmente roda fórmulas que você queira nas ações que você quer e mostra o resultado numa planilha.

      Para o position, o Metatrader tem bem mais desvantagens que o Metastock:
      1) Só funciona de forma online
      2) Só tem dados dos últimos 9-10 anos para gráficos diário ou superior
      3) Como ele trabalha com dados intraday, manter todas ações da bolsa no software fica muito pesado e ocupa muito espaço em disco, em torno de 100GB.
      4) A facilidade do Explorer do Metastock de rodar um script em todos ativos em questão de poucos segundos não funciona bem no MT5, é extremamente lento e não funciona 100%.
      5) Só com a setinha vou passando ação por ação no mesmo gráfico no Metastock. No MT5 eu tenho que ter 300 abas abertas com os gráficos ou senão ir digitando ação por ação que eu queira visualizar.

      Mas ele o Metatrader gratuito, e com muitos recursos e flexibilidade de implementação de indicadores, expert advisors e outros. Então para quem está começando é mais recomendado para não ter que gastar dinheiro sem saber se vai continuar usando a estratégia em questão. Ele tem recursos semelhantes, mas o Explorer no Metastock é muito simples, basicamente você coloca uma linha com a fórmula ou indicador que quer usar ele roda pra todas ações que você quer, pode sempre para identificar a variação de preço das últimas 26 semanas você só escrever isso: “((C / Ref(C, -26))-1)*100”. Já no MT5 não tem um recurso semelhante com essa facilidade. Você tem que escrever um Script, e não é tão simples assim. Mas no caso do FR, eu fiz um script para MT5 e pode ser baixado aqui: https://traderrodrigo.com.br/ferramentas/script-fr-para-metatrader-5/

      Então eu iria de MT5 mesmo, ou algum outro software que haja hoje no mercado, como Grafix, GhapherOC, Investcharts ou o ProfitChart que é pago.

      Abraços!
      Rodrigo Sibin Lichti

  16. Gabriel Marcelino
    19 de janeiro de 2018 às 14:01

    Boa tarde Rodrigo.

    Obrigado pela atenção e pela sua resposta que está bem completa. Sem dúvidas você está ajudando muito. O meu interesse é atuar como trader de forma não profssional, pois tenho emprego e outros compromissos. O estilo do “position trader” se encaixa bem neste meu perfil. No entanto é importante ter uma estratégia, um diário de trading, ou seja, estar bem organizado para dar conta de persistir no mercado. Você é um exemplo de sucesso. Tenho estudado e lido muito sobre o assunto bem como avaliado diferentes setups de modo a me organizar e, neste processo, o conteúdo do seu blog tem sido valioso.

    Uma das minhas indagações era sobre a rotina de trader, na condição de “position trader”. Sua resposta clareou alguns pontos. Com relação ao software tenho percebido as limitações do MT5 como você comentou.

    Estou estudando a MQL5 e percebi que tem várias coisas e achei confusa a estrutura de programação, provavelmente por ser iniciante. Até o momento consegui construir um indicador personalizado que traça a linha de correção baseada no ATR. Preciso ajustar o fato de que é necessário pegar o candle que formou a resistência (donchian superior) e não do candle anterior. Como essa informação vem de um indicador que baixei no MT5 (Donchian Price Channel – TFMT5), ainda não consegui acessar os dados desse indicador via programação. Provavelmente irei tentar pegar do próprio parâmetro (high) disponibilizado pela função “OnCalculate”. Eu buscava justamente uma linguagem de script que rodasse de forma mais rápida e fácil para uma análise como a linguagem que você mencionou disponível no “Explorer” do MStock. Ainda com relação ao MT5, vale mencionar que eu rodei o seu script para cálculo do FR.

    Reitero os meus agradecimentos. Tem contribuido muito com os meus estudos.

    Abraços,
    Gabriel.

    • 22 de janeiro de 2018 às 18:13

      Muito bom você estar estudando bastante antes de entrar no mercado, é uma ótima atitude para entrar mais preparado e deixar o emocional menos envolvido.

      Realmente nesse seu caso o position trade é a melhor opção, que fica mais como um investimento, demanda pouco tempo por semana, e a vida continua quase igual.

      Que bom que as informações do meu blog estão sendo úteis para você, esse é um dos objetivos, tentar clarear as idéias de quem está entrando no mercado!

      Realmente a construção de indicadores não é tão simples assim, até hoje eu acho meio confuso a idéia. Eu acho mais fácil fazer robôs (EAs) do que indicadores. A vantagem é que já tem muitos indicadores prontos no site mql5.com. Se o que você tiver buscando é mais o Donchian e o Stop ATR, eu acabei de disponibiliza-los no blog no link https://traderrodrigo.com.br/ferramentas/indicadores-para-metatrader-5/ . Dá uma olhada, já pode ajudar.

      Abraços!
      Boa sorte na empreitada!
      Rodrigo

  17. Gabriel Marcelino
    24 de janeiro de 2018 às 21:47

    Rodrigo, obrigado pela resposta e pelas ferramentas disponibilizadas. Será muito útil. Eu já havia caminhado mais um pouco com o desenvolvimento do indicador. Seu material me ajudou a validar o que eu havia feito. Além disso, valeu a experiência de aprendizado do MT5.

    Vou continuar os meus estudos e agradeço pela sua atenção. Parabéns pelo blog.

    Abraços.

  18. Gabriel Marcelino
    28 de janeiro de 2018 às 9:03

    Olá Rodrigo, eu novamente. Dei uma olhada no seu indicador (Stop ATR) este final de semana e me surgiram algumas dúvidas com relação a configuração dele. Pelo que entendi, por ele é possível configurar o stop de venda (fechamento – 3,5 * ATR) e o stop de compra (máxima – 2,5 * ATR). Bem, no entanto há somente um parâmetro “multiplicador para ATR”. Portanto, para calcular o stop de venda, configurei o da seguinte maneira:

    Preços para subtrair/adicionar: fechamento

    Período ATR: 20

    Multiplicador para ATR: 3.5

    Método desenho do indicador: maior/menor últimos x candles

    Qtde candles para comparação de máximos/mínimos do ATR: 20

    Creio que estou fazendo algo errado, pois nos testes tem alguns stops muito próximos da resistência. Além disso, adicionei o seu indicador duas vezes, uma para configurar o stop de compra e outra para configura o stop de venda. O stop de compra parece estar adequado, ele difere da configuração acima nos seguintes parâmetros:

    Preços para subtrair/adicionar: máxima/mínima

    Multiplicador para ATR: 2.5

    Até então o que eu havia entendido, e vinha desenvolvendo no MT5 era o seguinte, no caso do stop de venda: a partir do candle que formou a resistência (pelo donchian) eu calculava o stop (fechamento daquele candle – 3,5 * ATR) e esse valor se manteria até uma nova resistência ser formada. O entendimento está correto? Posso estar enganado, embora já tenha lido o seu setup várias vezes.

    Obrigado mais uma vez.
    Abraço,
    Gabriel.

    • 29 de janeiro de 2018 às 17:04

      Oi Gabriel,

      Na verdade os dois são Stop ATR COMPRA, que o indicador fica abaixo dos preços. O Stop Venda é quando você está operando vendido na ação, e o stop fica acima dos preços.

      Você tem que colocar 2 vezes o indicador no gráfico, um você configura com os parâmetros do stop móvel (multiplicador 3,5 do fechamento), e o outro do limite da correção (multiplicador 2,5 das máximas/mínimas), aí na aba Cores você define uma cor diferente para cara um deles, e é melhor você colocar como None para o Stop ATR Venda, para não traça uma linha a mais e confundir o gráfico.

      Veja se consegue aí.
      Rodrigo

  19. Gabriel Marcelino
    31 de janeiro de 2018 às 10:39

    Oi Rodrigo, obrigado. Eu não havia entendido o stop venda, agora as coisas ficaram mais claras. Consegui configurá-lo corretamente.

    Obrigado mais uma vez.
    Abraço,
    Gabriel.

  20. Fábio Hiroite Nucada
    8 de março de 2019 às 7:53

    Olá Rodrigo,

    Muito bom seu blog! Conheci recentemente e tenho indicado aos colegas que operam swing trade. Você já testou a estratégia de refinar sua entrada por um tempo gráfico menor? No lugar da entrada ocorrer pelo semanal, ela se efetivar por exemplo pelo 15min numa blue chip ou pelo 1h em small caps? Pergunto pois uma vez identificada a oportunidade no semanal, o início da tendência (e sucessivas confirmações) ocorrem primeiro no tempo gráfico menor. Descer o tempo gráfico carrega a desvantagem de aumentar o risco de ser stopado, mas, em compensação, o stop loss fica menor.

    • 8 de março de 2019 às 8:50

      Fala Fábio, obrigado!
      Nunca testei em períodos intraday. Eu gosto da periodicidade semanal para manter a simplicidade da estratégia e não precisar de acompanhamento durante a semana. Mas se operar rompimentos tanto faz a periodicidade pois o preço será o mesmo. Faria sentido se fosse operar a correção, mas acho que para essa estratégia de longo prazo o mínimo para descer seria para o gráfico diário. Eu já testei no gráfico diário para operar correções ao invés de rompimentos mas a taxa de acerto fica bem pior e várias oportunidades se perdem também. Por fim eu preciso manter simples mesmo, operar no rompimento pelo gráfico semanal. Mas é sempre gosto e perfil, esse é o meu perfil, cada um pode criar uma estratégia que encaixe bem para o seu perfil, há vários métodos de ter lucro no mercado!
      Abraços!

      • Fábio Hiroite Nucada
        8 de março de 2019 às 10:35

        Excelente. Sua disciplina de conseguir ficar até o final da tendência não é fácil de ser seguida, mas é ela que garante retornos assimétricos para a carteira no longo prazo. Essa metodologia me lembra muito o curso “Bolsa na Cabeça” do Bo Williams, disponível no Youtube. Já assistiu?

    • 8 de março de 2019 às 19:31

      Verdade, é difícil achar alguém com perfil de trader que consiga ficar segurando a posição até o fim da tendência e com stop largo!
      Nunca assisti esses vídeos, mas vi lá que tem 104 vídeos! Caramba.. e o Bo Willians é mega famoso e bem conceituado. Vou assistir, obrigado pela dica!
      Se quiser entrar no nosso grupo de Whatsapp segue o link: https://chat.whatsapp.com/FneyJhUbytzD2rsEhpGxD7

  21. Marcelo Gonçalves Ferraz
    19 de abril de 2019 às 16:11

    Boa tarde! sou iniciante e queria uma dica de alguem.uso uma corretora e nela tenho que colocar o stop e gain antes de enviar a ordem e não consigo mudar isso durante o tempo que estou posicionado,é isso mesmo?póis vejo pessoas mudando stop durante a operação,alguem pode me dar uma dica?

    • 19 de abril de 2019 às 16:58

      Oi Marcelo!
      Você consegue alterar qualquer ordem, estando posicionado ou não. Toda corretora permite alterar. Pelo home broker, na lista de ordens em aberto normalmente tem um ícone para clicar para alterar a ordem, e outro em formato de X para cancelar a ordem. Caso não ache ou consiga, o melhor é ligar na sua corretora que eles te informam melhor.
      Abraços!

  22. David S
    3 de março de 2020 às 10:51

    Rodrigo, você chegou a comparar a rentabilidade do stop com 3,5 em relação ao de 5 com violação? Outra dúvida, quando fez o estudo de 3,5 x 5 violação por fechamento você l levou em conta o imposto de renda?

    • 3 de março de 2020 às 11:28

      Sim, fiz esse estudo e comparação no post https://traderrodrigo.com.br/2018/06/10/stop-por-rompimento-ou-fechamento/
      Não levei em conta o imposto porque ele é percentual, onde ganha mais paga mais, então é uma consequência que não altera os resultados dos trades, em qualquer caso de lucro terá que pagar proporcional.

      • David S
        3 de março de 2020 às 11:35

        Rodrigo, me desculpa mas altera sim. Se você ganha a mesma valorização no tempo, quem faz menos trades termina com maior lucro porque ele lucrou mais tempo com o dinheiro que teria pago impostos.
        Um exemplo, quem entrou com 100 e fez dois trades, um de 100 e um de 50% terminaria com 200% de rentabilidade mas 150% de lucro líquido. Se alguém fizer um trade de 200% termina com 170% de líquido

    • 3 de março de 2020 às 14:16

      Certo David, entendi seu ponto, seria o pagamento dos IR intermediarios em operações mais curtas, comparados ao pagamento de IR só no final de operações mais longas.

      No seu exemplo de entrou com R$100 e conseguiu 100% no primeiro trade, ganhou R$ 100 e pagou R$15 de IR, portanto ficou com R$185. Depois no segundo trade ganhou 50%, que da R$92,50, pagando R$13,87 de IR, ficando com total de R$263,63.

      No segundo exemplo entrou com R$100 e conseguiu 200% num único trade, ganhou R$200 e pagou R$30 de IR, portanto ficou com R$270, ou seja, um ganho líquido de 2,4% maior.

      OK, faz diferença menos trades x mais trades considerando a questão da antecipação do IR, mas não cheguei a considerar isso nos testes, até pela complexidade do IR, pois é pago no rendimento da carteira e não de operações individuais, com possibilidade de compensação de prejuizos, o que não faria um teste muito preciso.

      Enfim, foquei mais na questão da estratégia. No post que te passei faço muitas considerações também sobre as operações muito longas que considero relevantes. Mas com certeza esse ponto do IR é um ponto a mais a ser considerado. Idealmente eu gostaria de montar um clube de investimentos pois o IR é pago somente nas retiradas, todas operações feitas com lucros não paga-se IR nesse meio termo, o que dá uma boa alavancada. Mas desisti dos clubes por várias regras e custos.

  23. Alan Aquino
    30 de maio de 2020 às 9:18

    Ola Rodrigo, parabéns pelo blog, um contudo de alta qualidade!

    Uma duvida, li aqui no blog que o senhor já usou o Profit da nelogica.
    Sobre os indicadores, MM9, SAR e canal de Donchian (apesar de eu não poder retirar a linha de suporte do gráfica) não tive problemas para plotar.

    Porem estou com dificuldades de configurar os stops ATR, aparentemente no Profit eles tem uma conf. diferente. Como o senhor configurava esse indicador nesta plataforma?

    Quero dizer, colocando apenas Stop ATR de compra e diferenciando o multiplicador entre fechamento e maxima/minima?

    Obrigado e um abraço!

  24. Eduardo Perroud
    3 de junho de 2020 às 11:00

    Olá Rodrigo, parabéns pelo blog.

    Uma dúvida: você tem como Start de Compra o rompimento da resistência que é traçada pelas máximas das últimas 26 semanas. Segundo seu Setup as ações que estão em tendência de alta formam um pullback antes de voltarem a subir, e isso precisa ser rompido para mostrar a força da tendência.

    Porém nas suas respostas temos a frase: “pela natureza da estratégia, nas ações com força de subida como são as que busco, uma vez rompidas não olham para trás”.

    Não há uma contradição aí? Se a ação está em forte tendência de alta ficar aguardando que ela faça uma correção e depois esperar romper essa correção não pode gerar uma perda de oportunidade e de ganho?

    • 3 de junho de 2020 às 13:06

      Fala Eduardo, obrigado!

      Não há contradição não rs. Veja, quando digo “uma vez rompidas não olham para trás”, está num contexto de ações boas e fortes quando rompem, tendem a não cair muito após isso, principalmente até o fundo anterior, que é o que eu estava comentando nesse trecho que você copiou de um comentário anterior aqui nessa página. Mas eu nunca quis dizer que as ações não caem nunca! A teoria básica da análise técnica é que os preços em tendências se movimentam em ondas, então dias de altas nos preços são seguidos de dias de baixas fazendo uma correção temporária para continuar a tendência fazendo novos dias de altas. Com raríssimas exceções e por curto período, não existe tendência que só sobe dia após dia sem quedas intermediárias. E no mesmo comentário eu digo que se o preço cair até aquele ponto do fundo anterior, pode indicar um cenário não tão bom para a ação, portanto é interessante se proteger encerrando a posição e ficando de fora até uma nova oportunidade melhor.

      Não há certezas no trading, nós trabalhamos com probabilidades. A queda pode acontecer a qualquer momento, mesmo nas ações top, nas melhores tendências. Então para pensar em comprar durante um movimento de dias seguidos de alta sem correção, como seria definido o stop inicial? Seria baseado em algum ponto técnico gráfico, em percentual, por volatilidade, etc? Estatisticamente após vários dias de alta, a probabilidade de uma correção acontecer a qualquer momento é grande, portanto também o risco do stop. Então a questão de esperar uma correção para fazer uma entrada é um motivo de operar a favor das probabilidade, de diminuinr o risco do stop e aumentar a taxa de acerto das operações.

      Nos investimentos ou trading em ações sempre perderemos oportunidades por N motivos. E isso é tão comum que há até um termo para isso: “FOMO” (Fear of missing out – ou medo de ficar de fora, ou estar perdendo alguma oportunidade). Todos passam por isso, e pode ser realmente frustrante. Na categoria de trading, e no caso da minha estratégia, trading de longo prazo, não podemos nos deixar levar por esse sentimento. No trading é importante ter uma estratégia bem definida, seja objetiva ou subjetiva. E um dos pontos mais importantes é o controle de risco. Se não tem controle de risco, ou stop, não é trading!

      No ano passado eu perdi algumas boas oportunidades operando no gráfico semanal, o que me deixou chateado, e por isso fiz o estudo para operar também pelo gráfico diário usando a mesma estratégia. E tenho usado bastante essa variação desde então, dessa forma perdendo muito menos oportunidades e ainda assim continuando com a eficácia da estratégia. Os detalhes sobre entradas pelo gráfico semanal ou diário estão nesta mesma página.

      Espero ter tirado sua dúvida.

      Abraços!

  25. Eduardo Perroud
    7 de junho de 2020 às 8:39

    Desculpe Rodrigo. Não quis ser grosseiro.
    Na verdade eu quis dizer que uma ação subindo forte poderia deixar de fazer a correção.
    E neste caso poderíamos perder uma boa oportunidade de compra porque ficaríamos esperando formar a resistência enquanto ela sobe.
    Mas entendi sua resposta quanto à parte de que nem sempre conseguimos comprar todas as oportunidades que surgem.
    Com relação às entradas pelo gráfico diário preciso entender melhor quando e como fazer. Nas entradas pelo gráfico diário você também utiliza o ATR*2,5?

    • 7 de junho de 2020 às 12:21

      Sim, tranquilo, eu entendi.
      Sim, todas as regras permanecem do setup original, só a entrada em si e correção que são observadas pelo gráfico diário. Mas a amplitude da correção eu continuo observando pelo gráfico semanal, utilizando o ATR*2,5. Esse valor pelo gráfico diário será bem pequeno..
      Fazendo entradas pelo gráfico diário ajudará muito a perder menos oportunidades, como observei no ano passado. Mas o mercado continuará subindo às vezes um pouco mais do que gostaríamos antes de fazer uma correção, faz parte do game!
      Abraços!

  26. 25 de outubro de 2020 às 22:14

    o 3,5 que vc menciona no STOP ATR como configuração para o stop móvel é o desvio? Lá no profit há a possibilidade de mudar o número de períodos e o desvio.

  27. Lucas Mazza
    25 de outubro de 2020 às 22:17

    Excelente blog Rodrigo!! Vim por recomendação do Ivan Pinatti e não saí mais!

  28. Eduardo Perroud
    17 de fevereiro de 2021 às 20:21

    Olá Rodrigo, boa noite.
    Antes de tudo quero agradecer o conteúdo que vc disponibiliza aqui. É muito bom.
    Hoje fiz minha primeira compra, espero que de muitas, em TASA4. Acho que fiz boa compra.
    Estou usando o Profit e baixei o seu Setup para me ajudar a nortear as decisões.
    Nos seus gráficos eu vi que tem 2 linhas que utilizam o ART para evitar ações que tem grande correção,
    Tem uma linha vermelha StopATRCompra [20 3.50 Close 26] e tem StopATRCompra [20 2.50 High 26]
    Pode me explicar como vc usa cada uma delas?
    Muito obrigado.

    • 17 de fevereiro de 2021 às 23:17

      Fala Eduardo!

      Muito obrigado, que bom que está se identificando com o método.

      Realmente TASA4 fez um belíssimo rompimento.

      O Stop ATR de linha azul claro é o que chamo de “Correção máxima” na explicação dessa página. Uma correção onde os preços caem além dessa linha eu considero que é uma correção muito grande e normalmente não compro no rompimento do topo anterior pois já ficou muito longe, portanto o stop ficando abaixo do fundo recente deixará um risco muito alto, normalmente na faixa de 20% ou mais. Até daria para comprar e diminuir os lotes de acordo com o position sizing, porém eu prefiro não operar nesse rompimento e esperar uma próxima correção menor, de forma a ter um risco menor e poder comprar mais lotes, além de ter uma operação com melhor risco/retorno. Outra opção que comecei a usar recentemente é uma compra por correção, fiz um post recente no fim do ano a respeito, ainda não coloquei nessa página porque ainda é experimental. Nas compras de correções eu compro na retomada do movimento de alta porém antes do topo, portanto o risco e stop ficam menores.

      O Stop ATR de linha vermelha é o meu “Stop móvel” como explico nessa página também. Esse é o valor que vou usar para ir ajustando meu stop da operação a medida que a ação vai subindo. Toda semana que a ação sobe provavelmente o indicador subirá também, portanto aumentarei meu stop também com o valor mostrado no indicador. E vou fazendo isso até que os preços caiam e peguem no meu stop, como exemplifico nos gráficos dessa página.

      Bons estudos e trades!

  29. GMA
    5 de março de 2021 às 15:02

    Boa tarde,

    Muito obrigado pelo conteúdo extremamente organizado e limpo. Estou estudando seus textos para posteriormente entrar no aprendizado da parte prática mesmo, sou bem iniciante e seu conteúdo tem muito valor pra mim.

    Sobre essa página em específico, tudo que está aqui é relativo ao seu Setup v3.0?

    Obrigado desde já!

    • 5 de março de 2021 às 17:18

      Fala GMA

      Que bom que está gostando. Meu conteúdo visa pessoas que já tem experiência na bolsa como também aqueles que estão iniciando e nunca investiram. Para quem não conhece nada de bolsa, muitos termos e significado das coisas pode ser muito complicados porém depois de se habituar verá que minha estratégia é bem simples mesmo, comparado com tudo que envolve a Análise Técnica.

      Sim, tudo que está aqui é o que abrange o setup v3.0, baseado nos estudos e modificações ao longo dos anos. Ainda tem mais uma atualização que estou testando mas ainda não coloquei aqui que é a entrada por correção (https://traderrodrigo.com.br/2020/11/03/setup-para-compras-em-correcoes-pelo-grafico-semanal/)

      Bons estudos, abraços!

      • GMA
        5 de março de 2021 às 18:50

        Show de bola! Valeu demais!

  30. Jonathan Neyron
    29 de março de 2021 às 11:30

    Bom dia, tudo bem?
    Opero gráficos semanais ha aproximadamente 6 meses utilizando os métodos do Stormer e encontrei o seu Site e estou lendo seus textos, por sinal são excelentes. Parabéns. No seu método de gráficos semanais qual é a média de retorno anualizada que se deve esperar? Obrigado e ótima semana

  1. 24 de setembro de 2016 às 18:49
  2. 30 de novembro de 2016 às 15:32

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